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Na Câmara, Sérgio Nobre aponta importância do 22 de março à construção da greve

Secretário-geral da CUT falou nesta quarta (13) a lideranças dos partidos contrários à reforma da Previdência que o governo tenta usar a MP 873 como estratégia para aprovar proposta que acaba com aposentadoria

Publicado: 13 Março, 2019 - 15h35 | Última modificação: 13 Março, 2019 - 16h02

Escrito por: Vanilda Oliveira

Reprodução
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O secretário-geral nacional da CUT, Sérgio Nobre, falou aos líderes dos partidos na Câmara dos Deputados que são contrários à PEC da Reforma da Previdência como essa proposta do governo pode se tornar uma tragédia para a classe trabalhadora e o País. A fala foi feita em audiência realizada na manhã desta quarta-feira (13), na Câmara dos Deputados. Os parlamentares se comprometeram a intensificar o trabalho dentro da Casa para impedir a aprovação do texto.

“Expliquei a importância de a classe trabalhadora e os movimentos sociais e sindical realizarem um grande 22 de março, Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Previdência Social, para garantir as condições de construir uma greve geral histórica”, disse Sérgio Nobre.

A audiência integra a agenda unitária de luta da Frente das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais em defesa da Previdência Social no Congresso Nacional, que começou na terça (12), quando o presidente da CUT, Vagner Freitas, o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, e representantes das demais centrais e dos movimentos sociais se reuniram com os presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP)

A MP 873 é parte da estratégia do governo para aprovar a reforma da Previdência e a carteira de trabalho verde e amarela. Não vamos permitir
- Sérgio Nobre

Na audiência desta terça (13), Sérgio também abordou a Medida Provisória 873, que ameaça o financiamento e a existência dos sindicatos, ao proibir o desconto de contribuição sindical e taxa associativa na folha de pagamento dos trabalhadores sindicalizados e obriga que a cobrança seja feita via boleto bancário. Mais um ataque do governo Bolsonaro aos direitos legais e constitucionais dos trabalhadores e trabalhadoras. 

“Essa MP é parte da estratégia do governo para conseguir aprovar a reforma da Previdência e a carteira de trabalho verde e amarela. Ao atacar e tentar acabar com o financiamento dos sindicatos, o presidente visa enfraquecer a organização sindical e impedir que a classe trabalhadora se mobilize contra essa proposta de reforma que acaba com a aposentadoria e a seguridade social”, afirmou o secretário-geral da CUT.

“Isso aumenta a importância da mobilização em 22 de março, um dia para fazer o debate com a base e a sociedade, um dia de ações e paralisações para conscientizar a população sobre a perversidade dessa reforma da Previdência e a razão estratégica da MP 873, que busca barrar a nossa luta”, disse Sérgio Nobre.

“Mas não vão conseguir. Não permitiremos que isso ocorra no Brasil”, complementou. Segundo o dirigente da CUT, a Previdência Social é fundamental em especial para os mais pobres e “já está provado que nos países onde essa previdência, nos moldes que Bolsonaro quer, foi implementada houve uma tragédia social e total desproteção dos trabalhadores e aposentados”.       

Estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho), lembra Sérgio, apontou que a privatização da Previdência fracassou na maioria dos países que adotaram o sistema de capitalização previdenciário. Além de aumentar a desigualdade de gênero, reduz o valor das aposentadorias e aumenta o lucro dos bancos. Não deu certo. Essas nações tiveram de recuar e reestatizar total ou parcialmente a Previdência, tamanho foi o estrago que a capitalização provocou na sociedade.

Segundo Sérgio Nobre, o modelo de capitalização pretendido pelo governo mexe na estrutura do sistema de Seguridade Social e faz com que os trabalhadores demorem mais e tenham ainda mais dificuldades para acessar a aposentadoria, além de impor um valor inferior ao salário mínimo.

“Será uma tragédia social se isso acontecer porque os bancos, seguradoras e até os fundos de pensão de estatais irão administrar a poupança individual dos trabalhadores da forma como eles quiserem. Da forma como for melhor para eles apenas.”.

Sérgio Nobre afirma que o país precisa é criar empregos de qualidade e dar condições para que a classe trabalhadora tenha saúde para chegar à aposentadoria trabalhando.

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