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Na Câmara de SBC, o metalúrgico Wagnão convoca população para Greve Geral dia 14

Liderança metalúrgica se dirigiu aos vereadores e ao povo de São Bernardo, convocando para a Greve Geral de sexta-feira contra reforma da Previdência

Publicado: 13 Junho, 2019 - 10h13 | Última modificação: 13 Junho, 2019 - 17h00

Escrito por: Cadu Bazilevski

Cadu Bazilevski
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O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), Wagner Santana, o Wagnão, esteve presente nesta quarta-feira (12) na 19ª sessão ordinária da Câmara de São Bernardo do Campo. Ao subir na tribuna da Casa, ele iniciou sua fala agradecendo o empenho e o trabalho dos vereadores da cidade nas negociações que envolveram a fábrica da Ford, que fica no bairro Taboão.

“Eu quero fazer um agradecimento pela participação desta Câmara no episódio da Ford que vim relatar aqui para vocês. Negociação esta que está caminhando. Já existe uma solução para os trabalhadores que vão deixar de trabalhar na Ford. E uma negociação em andamento com um dos investidores interessados neste parque industrial”, afirmou Wagnão.

Em seguida, o presidente do SMABC usou a tribuna da Câmara para falar da Greve Geral, convocada pelas Centrais Sindicais para esta sexta-feira (14) em todo Brasil: contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro, em defesa dos direitos da classe trabalhadora e de empregos; e contra o fim da aposentadoria e da Seguridade Social.

“Estou aqui hoje também para chamar a atenção e fazer uma convocação geral para a próxima sexta-feira. Uma greve geral aprovada pelo movimento sindical. Apoiada por todas as Centrais Sindicais e contra a reforma da Previdência”, declarou.

Wagnão fez questão de deixar bem claro que o movimento sindical nunca se absteve de discutir reformas na Previdência Social. “Nós entendemos que a conjuntura muda, a população envelhece, a população adquire outras formas de trabalho. Portanto, a cada década, a cada geração, é necessário se fazer uma reforma previdenciária. Fazendo ajustes de acordo com a evolução da sociedade. A questão é essa reforma que aí está”, explicou.

De acordo com o presidente do SMABC, esta reforma faz parte de um “pacote de maldades” do governo Bolsonaro. “Esta reforma faz parte de um pacote de ataques aos direitos dos trabalhadores que começou com a PEC do Teto”, afirmou se referindo à Proposta de Emenda Constitucional nº 241 (nº55 no Senado Federal), que limita gastos e prejudica investimentos em todas as áreas de interesse social como Educação, Infraestrutura, Saúde, etc.

A terceirização irrestrita aprovada pela reforma trabalhista ainda no governo do golpista Michel Temer também foi citada por Wagnão como parte desses ataques. “O processo de terceirização irrestrita nas fábricas vem precarizando os postos de trabalho, desses que a gente tanto luta para manter em nossa região garantindo que o ABC Paulista se mantenha como um referencial econômico e industrial. A terceirização causa prejuízo não só aos trabalhadores, mas também ao município”, disse.

Wagnão alertou ainda que a principal motivação da greve é o risco do fim da aposentadoria e da seguridade social. Em sua opinião, a reforma não ataca privilégios, mas “quem contribui com o mínimo e espera um dia se aposentar com salário mínimo”.

“A classe trabalhadora ganhando menos gasta menos e isso atinge a indústria, o comércio, e nos aponta para uma situação como vimos no Chile que hoje é o país com maior índice de suicídios de idosos na América Latina. Por tudo isso, nós estamos conclamando a população de São Bernardo para na sexta-feira aderir à Greve Geral. Em nossa região, metalúrgicos, químicos, rodoviários, servidores públicos estão organizados e mobilizados para que esta seja uma das maiores greves já realizadas na história deste país”, concluiu.

Aprovação de contas do ex-prefeito Luiz Marinho

Os vereadores de São Bernardo do Campo aprovaram nesta quarta-feira as contas relativas aos 2 últimos anos de administração do ex-prefeito Luiz Marinho (PT) – 2015 e 2016. Com isso, o ex-chefe do Executivo poderá disputar as eleições municipais em 2020, embora ainda não tenha anunciado que será candidato.

O prefeito Orlando Morando (PSDB) não conseguiu votos suficientes para a rejeição das contas, objetivo que articulou por mais de um mês com os vereadores da base governista a rejeição das contas, mesmo com pareceres favoráveis do Tribunal de Contas do Estado.