Trabalhadores alertaram população sobre riscos com o enfraquecimento dos bancos públicos
Bancários e bancárias, com apoio da CUT-MG, sindicatos, movimentos sociais e políticos, foram novamente às ruas nesta sexta-feira (17) para realizar ato em defesa do Banco do Brasil. A manifestação aconteceu em frente à agência da rua da Bahia, 2.500, no bairro de Lourdes, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Participaram Patrus Ananias, eleito deputado federal, André Quintão, deputado estadual reeleito, dirigentes do Sindicato dos Bancários de BH e Região, da CUT-MG, e trabalhadores e trabalhadoras do BB. Eles alertaram a população dos riscos do enfraquecimento dos bancos públicos. Na segunda-feira (20), nova atividade acontecerá em frente à agência do Banco do Brasil da rua dos Tamóios, esquina com a rua Guarani, no Centro da capital mineira. O ato vai começar às 12 horas.
“Defendemos com muito orgulho o Banco do Brasil. Vamos continuar nas ruas durante toda a semana para defender os bancos públicos, que correrão o risco de ser privatizados, caso os tucanos retornem ao poder. Defenderemos sempre a Caixa, o Banco do Brasil, o BNDES. Não vamos deixar que acabem com os bancos públicos. Nós temos lado, temos projeto. Estamos do lado de quem defende a classe trabalhadora e defendemos instituições que são patrimônio do povo brasileiro. O que é nosso, nós não vamos deixar vender. Estamos aqui para proteger o que é nosso”, disse Eliana Brasil, presidenta do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região.
“Este é um ato importante, pois é de defesa de instituições financeiras, como o Banco do Brasil, que protegem os economicamente mais fracos. Se nós queremos mais de 1,5 milhão de jovens pobres continuem entrando nas universidades, temos que fazer a escolha certa. Não queremos retrocesso. Não queremos um Brasil servil aos Estados Unidos. Vamos à luta para ganhar as eleições”, afirmou Patrus Ananias.
“Armínio Fraga diz que não fala em privatização, mas em sanear os bancos públicos. Mas, sanear para ele significa corte de pessoal. E, neste momento, quem contrata são os bancos públicos. A raiz de todo o problema, quando a discussão é corrupção, é o financiamento público de campanha. A presidenta Dilma Rousseff propôs um plebiscito popular sobre a reforma política, que foi barrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao contrário de anos atrás, vemos que a Polícia Federal, procuradores têm liberdade para atuar. Não é como no tempo de FHC, quando os processos eram engavetados. É preciso elevar o debate, para que os brasileiros votem com tranquilidade no próximo dia 26”, disse André Quintão.
Em um áudio divulgado pelo blog O Cafezinho, o já nomeado ministro da Fazenda do candidato Aécio Neves (PSDB), Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, defende a redução do papel dos bancos públicos na economia brasileira, chegando a dizer que não sabe bem "o que vai sobrar no final da linha, talvez não muito".
No trecho da apresentação, Armínio afirma que o modelo brasileiro formado por "três grandes bancos públicos em atuação", BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, "não é um modelo favorável ao crescimento, ao desenvolvimento" do país. A fala de Armínio deixa clara sua posição e representa uma ameaça aos bancos e a todo o povo brasileiro.