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Militante do MAB-PA, marido e familiares são assassinados em Tucuruí

Movimento dos Atingidos por Barragens afirma que outros militantes foram mortos na mesma ação. Motivos do crime estão sendo apurados

Publicado: 22 Março, 2019 - 15h27 | Última modificação: 22 Março, 2019 - 15h54

Escrito por: Redação CUT

Divulgação MAB
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Nesta sexta-feira (22), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) vive um momento de dor e revolta no estado do Pará. A integrante da coordenação regional do movimento em Tucuruí, Dilma Ferreira Silva, foi assassinada junto com integrantes de sua família. Ainda não há detalhes sobre o número de vítimas ou o motivo do crime, mas segundo informações preliminares, a militante teria sido assassinada junto com seu esposo e outros familiares.

Por meio de nota, o MAB lamenta o assassinato: “é mais um momento triste para história dos atingidos por barragens que hoje celebravam o Dia Internacional da Água. O movimento exige das autoridades a apuração rápida deste crime, além de medidas de segurança para os atingidos por barragens em todo o Brasil".

Dilma foi atingida pela construção da usina hidrelétrica de Tucuruí, viu sua cidade ser alagada com a abertura das comportas, e vivenciou o descaso total no processo de reparação, passaram 30 anos desde o começo da obra sem nenhuma compensação.

A usina hidrelétrica de Tucuruí, construída durante a ditadura militar, é a maior hidrelétrica considerada genuinamente nacional. Ela localiza-se no rio Tocantins, a 310 km da capital Belém (PA). Cerca de 32 mil pessoas foram deslocadas de suas moradias para construção da barragem, e há mais de 30 anos lutam para garantir direitos.

Em 2011, Dilma participou de audiência com a então Presidenta da República Dilma Rousseff na entrega de um documento que reivindicou uma política nacional de direitos para os atingidos por barragens e atenção especial às mulheres atingidas.

Também em 2011, em Brasília, durante a realização do Encontro Nacional das Mulheres do MAB em 2011.  Dilma Ferreira foi questionada pelo Portal da Amazônia sobre os motivos que a levaram a participar do movimento: "o que nos dá força é o movimento, é a luta para não deixar o que aconteça com os outros".