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No acumulado do ano, inflação é maior para os mais pobres, mostra estudo do IPEA

Apesar da desaceleração no índice inflacionário para as famílias de renda mais baixa, em doze meses inflação ainda é mais alta para os mais pobres

Publicado: 24 Junho, 2019 - 10h09 | Última modificação: 24 Junho, 2019 - 16h26

Escrito por: Redação CUT

Divulgação
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O Indicador IPEA de Inflação, pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mostra que no mês de maio houve uma desaceleração no aumento de preços em todas as classes sociais, em especial, para as de renda mais baixa, onde o índice foi 0,10%, enquanto nas classes mais altas foi 0,18%. Ainda assim, o recuo não foi suficiente para diminuir a desigualdade dos índices entre as classes sociais. Em 12 meses, de junho de 2018 a maio de 2019, a inflação das famílias mais pobres é de 5,01%, superior à taxa de 4,4% das famílias com maior poder aquisitivo.

Mesmo no acumulado do ano, de janeiro a maio de 2019, a inflação é maior para os mais pobres (2,42%) em relação aos mais ricos (2,24%).

O “Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda” é calculado todos os meses, levando em consideração a variação de preços de bens e serviços disponibilizados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dos 16 subgrupos pesquisados, que compõem o segmento “alimentação no domicílio”, dez apresentaram deflação em maio. As maiores quedas se deram nos preços de produtos que exercem maior peso na cesta de consumo das famílias mais pobres. O grupo de tubérculos, como mandioca, batata, cenoura e beterraba tiveram queda média de 7,3%. As hortaliças, como alface, repolho e couve-flor caíram 4,6%. Na sequência vêm os cereais (-5,0%) e as frutas (-2,9%).A queda nesses preços ajudou a anular, em parte, os efeitos da alta de energia elétrica (2,2%), gás de botijão (1,4%) e produtos farmacêuticos (0,82%).

Do outro lado, a inflação das famílias mais ricas foi impactada pelo aumento de 2,6% no preço da gasolina, além do aumento nos planos de saúde (0,80%) e serviços médicos (0,56%). Os alimentos contribuíram para a desaceleração, mas em ritmo mais lento.

Na comparação maio de 2018, os alimentos foram responsáveis pela redução da taxa de inflação de todas as classes de renda. No caso das famílias de baixa renda, houve recuo médio de 0,31 pontos percentuais e a inflação caiu de 0,41% para 0,10%. Para os mais ricos, a queda foi de 0,20 pontos percentuais - a taxa de inflação caiu de 0,38% em maio de 2018 para 0,18% em maio de 2019.

Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de maio/2019