Lideranças definem Comissão que negociará com o governo e aprovam principais reivindicações
Lideranças dos caminhoneiros autônomos de São Paulo, Santos, Campinas, Guarulhos, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Tocantins e de outras regiões saíram com muita disposição de luta do Encontro Nacional dos Transportadores Autônomos promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes da CUT (CNTT).
O evento aconteceu, nos dias 26 e 27 de novembro, no Centro de Convenções do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba, em Votorantim.
Durante os dois dias de debates, eles construíram com a Confederação uma pauta de reivindicações que destaca melhorias para a categoria e também definiram como prioridade uma agenda de negociação permanente com o governo federal.
“Algumas prioridades são a renegociação dos financiamentos existentes do projeto Pró-Caminhoneiro. Eles querem renegociar as dívidas com prazos elevados e iniciar novos financiamentos com juros menores e com prazos maiores para pagar”, explica o presidente da CNTT/CUT, Paulo João Estausia, o Paulinho.
O dirigente socializa que outras propostas são conveniar a CNTT junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para que possa distribuir as senhas de cadastro nos caminhões, e definir um valor mínimo de frete para cada modalidade dos caminhoneiros autonômos, por exemplos: para os tanqueiros (transportam combustíveis), caçambeiros (caçambas e produtos diversos) e os graneleiros (grãos que atuam na região sul do País).
“Negociaremos com o governo esses critérios. Cada um tem que ter tabelas de fretes diferenciados para que possam trabalhar dentro de uma concorrência leal entre eles e também em pé de igualdade com as empresas de grande porte”, relata Paulinho.
A implantação de pontos de parada com estrutura de saúde, conforto, pouso, alimentação, segurança e higiene também é outra prioridade para os transportadores.
Pauta longa
O presidente da CNTT/CUT destaca que a pauta dos caminhoneiros autônomos é longa e que nunca terminará. “Nascerão outras pautas de encontros que realizaremos futuramente. Essa categoria é de grande importância para o País, é mobilizada e, se não tiver um resultado à altura das suas necessidade mínimas, eles podem parar a qualquer momento. A negociação permanente com governo será fundamental”, finaliza.
Comissão entrega pauta
Outro encaminhamento aprovado no Encontro foi a criação de uma Comissão das Lideranças dos Caminhoneiros Autônomos, formada por modalidades diferentes, (abaixo os nomes dos companheiros) que negociará as reivindicações da categoria com Casa Civil e com a Secretaria Geral da Presidência da República. “Pretendemos iniciar este diálogo com o governo já nesta semana”, finaliza Paulinho.
Paulo João Estausia - presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes da CUT (CNTT)
Carlos Roesel – presidente do Sindicato dos Cegonheiros de Minas Gerais
Carlos Alberto Litti Dahmer – presidente Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Ijui- RS
Vantuir José Rodrigues – presidente Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Goiana e Região
Benedito Pantalhão – presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos da Região Metropolitana de Campinas e da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Cargas
Luiz Fernando Ribeiro Galvão – presidente Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Guarulhos – SP
Bernabé A. P. Rodrigues (Gastão) – diretor da Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo
Documento oficial
A CNTT informa que divulgará em breve um documento detalhado com todas as prioridades aprovadas no Encontro Nacional dos Transportadores Autônomos.
Base CNTT/CUT
Entidades representativas dos caminhoneiros autônomos profissionais aprovaram filiação à CUT em dezembro de 2013, durante o I Seminário Nacional Transporte de Cargas: Desafios para o Desenvolvimento e para condições de trabalho dignas, promovido pelo CUT, no Sindicato dos Químicos de São Paulo.
Um dos temas definidos no Encontro Nacional dos Transportadores Autônomos foi a fusão ou filiação destas entidades à CNTT.
A Confederação cutista do ramo do transporte, com o setor de cargas na sua base, passa a representar cerca de sete milhões de trabalhadores nos modais rodoviário, ferroviário, metroviário, portuário, marítimo, fluvial, aéreo, viário e de caminhoneiros autônomos que trabalham em todo o País.