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Emprego, renda e educação podem salvar o Brasil, diz Lula no Twitter

Com experiência de quem gerou 15 milhões de empregos e fortaleceu a Previdência, ex-presidente manda recado ao povo brasileiro, criticando pacotes de Bolsonaro: 'vai aumentar a desigualdade e a criminalidade'

Publicado: 06 Fevereiro, 2019 - 11h48 | Última modificação: 06 Fevereiro, 2019 - 13h02

Escrito por: Redação CUT

RICARDO STUCKERT
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O pleno emprego foi um dos principais legados dos governos petistas. Em novembro de 2010, o último ano do  segundo mandato do ex-presidente Lula, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontavam índice de 5,7% de desemprego. Em 2014, antes do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, o índice foi de 4,3% o menor da história do Brasil. Isso colocava o país com índices melhores que os Estados Unidos e a Europa. 

Só nos oito anos do governo Lula foram criadas 15 milhões de vagas com carteira assinada, o que elevou para 43,6 milhões o número de trabalhadores no mercado formal. No final de 2018, o resultado do retrocesso: 12,8 milhões de pessoas desempregadas, 90% a mais do que em 2014.

É com a experiência de gestão de quem tirou da miséria mais de 50 milhões de pessoas que o ex-presidente enviou na manhã desta quarta-feira (6) um recado ao povo brasileiro. No texto, publicado em uma rede social, Lula critica a efetividade das medidas anunciadas pelo governo de Jair Bolsonaro, como mostra reportagem da RBA.

Pobre Brasil. Um ministro apresenta um pacote pra combater o crime. Outro promete um pacote que vai aumentar a desigualdade e, por consequência, a criminalidade, que é a Reforma da Previdência. Eles precisam é apresentar um pacote pra salvar o Brasil
- Lula

O ex-presidente lembra, ainda, a receita esquecida pelos que estão no poder desde 2016. "Simples: medidas que gerem emprego, renda e educação. Falta a esse governo entender que o Estado precisa entrar nas favelas com política pública e não só com polícia".

Durante os governos petistas, a Previdência Social também se manteve mais equilibrada, atesta do ex-ministro da área Carlos Gabas. “Mais emprego, mais arrecadação que sustenta a Previdência”, afirma.

“Além disso, na crise tem empresário que não recolhe. Desconta do trabalhador, mas não repassa à Previdência. Segundo a Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), no ano passado foram R$ 30 bi não recolhidos.”

A informalidade também puxa para baixo as contribuições à Previdência. De 2014 a 2018, o total de pessoas que não participam do mercado trabalho forma, com carteira assinada, subiu de 32,6 milhões para 33,6 milhões (3%), enquanto o universo de contribuintes caiu de 59,5 milhões para 58,2 milhões. O emprego com carteira assinada sofreu um golpe com a reforma trabalhista da era Temer, que promete ser agravada por medidas defendidas pela equipe de Bolsonaro, como o fim da Justiça Trabalhista.

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