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Governo brasileiro reafirma defesa do direito de greve

Ministro do Trabalho reitera entendimento que “direito de greve é sagrado”

Publicado: 19 Fevereiro, 2015 - 17h12 | Última modificação: 19 Fevereiro, 2015 - 17h18

Escrito por: Leonardo Severo

Renato Fernandes Alves
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Em reunião com lideranças das centrais vinculadas à Confederação Sindical das Américas (CSA) nesta quarta-feira (18) à tarde em Brasília, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, reiterou o entendimento do governo brasileiro de que “o direito de greve é sagrado”, comprometendo-se a lutar para barrar qualquer ataque a esta conquista na Organização Internacional do Trabalho (OIT).

No encontro com dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Confederação Nacional dos Profissionais Liberais (CNPL) e União Geral dos Trabalhadores (UGT), o ministro destacou que o respeito ao exercício deste direito é um passo essencial para o próprio avanço da democracia nas relações de trabalho e no próprio país.

Para o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antonio Lisboa, que representou a entidade na reunião, “a manifestação do governo brasileiro reforçando a posição pelo reconhecimento ao direito de greve joga um papel fundamental neste momento em que setores do grande capital – particularmente o financeiro e o transnacional – pressionam por retrocessos”. “Da nossa parte os trabalhadores reafirmaram que este é um direito humano essencial”, enfatizou Lisboa.

Na avaliação do presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), João Antonio Felicio, entidade que comandou na mesma data o Dia Mundial de Ação em defesa do direito de greve, além das mobilizações, o contato com os governos progressistas é chave num instante em que os setores mais conservadores da sociedade se articulam para coibir o direito de greve na imensa maioria dos países, buscando sua total restrição. “Isso é algo completamente anacrônico e profundamente antidemocrático, pois sabotaria a capacidade de reação da força de trabalho, condição fundamental para a obtenção de um mínimo equilíbrio com o poder econômico numa sociedade absurdamente desigual. Na prática, equivaleria a dar um cheque em branco ao patronato e aos desgovernos”, sublinhou Felicio.