Categoria rejeitou proposta apresentada pela Prefeitura e cobra a retomada das negociações por um Plano de Carreira que valorize os trabalhadores administrativos da educação municipal
Os trabalhadores e trabalhadoras administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia iniciaram, nesta segunda-feira (17), a greve aprovada pela categoria em assembleia realizada na última semana. A paralisação reivindica a valorização profissional e a construção de um Plano de Carreira que contemple as demandas dos administrativos e reconheça a importância da categoria para o funcionamento da educação pública municipal.
O início da greve marca também uma semana de mobilização organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), com visitas às unidades escolares de diferentes regiões da capital. A iniciativa busca dialogar diretamente com os trabalhadores, ampliar a adesão ao movimento e fortalecer a organização da categoria durante a paralisação.
As primeiras atividades foram realizadas nas regiões Noroeste e Leste de Goiânia. Desde as 8h desta segunda-feira, representantes do Sintego e trabalhadores percorrem unidades escolares, tendo como pontos de referência a Escola Municipal Leonísia Naves, na Região Noroeste, e a Escola Municipal Bom Jesus, na Região Leste.
Ao longo da Semana de Mobilização, as atividades devem chegar a outras unidades da Rede Municipal de Educação, com informações sobre a greve e a importância da participação coletiva na defesa de um Plano de Carreira que valorize os profissionais administrativos e o trabalho que desempenham no cotidiano das escolas.
Categoria rejeita proposta da prefeitura
A greve foi aprovada pelos administrativos durante assembleia realizada pelo Sintego na última quinta-feira (13), no Auditório Carlos Vieira, na Assembleia Legislativa de Goiás.
A decisão ocorreu após a categoria analisar a proposta apresentada pela Prefeitura de Goiânia para o Plano de Carreira. Em uma primeira votação, realizada em 10 de agosto, não houve maioria para definir a posição dos trabalhadores.
Diante do resultado, os administrativos voltaram a se reunir três dias depois para uma nova avaliação. Na assembleia do dia 13, 361 trabalhadores votaram pela rejeição da proposta apresentada pelo Executivo municipal, enquanto 270 votaram pela aceitação.
Com a maioria pela rejeição, a categoria decidiu iniciar a greve nesta segunda-feira (17) e intensificar a mobilização nas unidades escolares. O objetivo é pressionar pela retomada das negociações e pela apresentação de uma proposta que avance na valorização profissional e contemple as reivindicações dos trabalhadores.
A CUT-GO manifesta apoio à greve e à mobilização dos administrativos e administrativas da Rede Municipal de Educação de Goiânia e reforça a importância da organização coletiva na defesa da valorização dos trabalhadores da educação e de seus direitos.