Em greve há 18 dias, profissionais da rede municipal cobram reajuste salarial, valorização da carreira e melhores condições de trabalho
Os servidores e servidoras da educação pública municipal de São Paulo realizam ato e assembleia nesta terça-feira (19), às 11h, em frente à Prefeitura. Em greve há 18 dias, a categoria cobra reajuste salarial, valorização profissional e melhores condições de trabalho.
A decisão de manter a paralisação foi aprovada em assembleia realizada nesta sexta-feira (15), também em frente à Prefeitura. O movimento grevista foi iniciado em 28 de abril e, segundo representantes da categoria, segue sem avanços nas negociações com a administração municipal.
Entre as principais reivindicações está a revisão da aplicação da Lei nº 18.235/2025, que trata do reajuste salarial da data-base de 2025. De acordo com os trabalhadores, a legislação estabeleceu a aplicação de 2,60% do reajuste a partir de maio de 2025 e outros 2,55% apenas em maio de 2026, apesar do índice total fixado ser de 5,21%.
A categoria argumenta que, dessa forma, o reajuste ficou abaixo da inflação e reivindica a aplicação retroativa dos 2,55% restantes já em 2025.
Os trabalhadores e trabalhadoras da educação também defendem um reajuste de 14,56% a partir de maio de 2026. Segundo a categoria, o percentual considera a inflação medida pelo IBGE acrescida de 10% de aumento real nos salários, aplicado na data-base.
Outro ponto da pauta é a incorporação dos chamados abonos complementares de pisos aos vencimentos dos servidores. Os educadores afirmam que a política de abonos adotada em legislações anteriores compromete a estrutura remuneratória, provoca distorções salariais, não repercute nas aposentadorias e contribui para a desvalorização das carreiras ao longo do tempo.
De acordo com o movimento, a incorporação dos valores aos salários garantiria maior transparência, previsibilidade e valorização profissional, em consonância com princípios constitucionais voltados à valorização do magistério.
Apoio
Em nota, a CUT São Paulo também criticou o PL 354/2026. A central sindical afirma que o projeto representa uma ameaça à carreira dos profissionais da educação da rede municipal paulistana por flexibilizar direitos e ampliar a margem de contratação temporária de professores de 20% para 30% em todos os cargos da categoria. Segundo a entidade, a medida pode ampliar a precarização da educação pública municipal.