Jurista espanhol participa de encontro em 10 de novembro, em São Paulo, sobre organização sindical, negociação coletiva e defesa dos direitos dos trabalhadores
O papel dos sindicatos na defesa dos direitos e na organização dos trabalhadores será tema de um encontro com o jurista espanhol Antonio Baylos Grau, em 10 de novembro, das 10h às 12h, no auditório da Escola DIEESE, no centro de São Paulo. Com o tema “Para que serve um sindicato? Instruções de uso”, a atividade presencial está com inscrições abertas e tem vagas limitadas.
Referência no Direito do Trabalho, com ampla projeção na América Latina, Baylos é professor catedrático de Direito do Trabalho e Seguridade Social da Universidade de Castilla-La Mancha (UCLM), na Espanha. Também dirige o Centro Europeu e Latino-Americano para o Diálogo Social (CELDS), vinculado à instituição.
Voltado a sindicalistas, dirigentes e interessados na organização coletiva dos trabalhadores, o encontro discutirá representação sindical, negociação coletiva e os desafios impostos pelas transformações no mundo do trabalho. A programação inclui o lançamento do livro que dá nome à atividade.
O debate abordará a importância dos sindicatos para enfrentar a precarização, proteger salários e melhorar as condições de trabalho. Também estarão em discussão os efeitos da digitalização e da fragmentação das relações trabalhistas sobre a capacidade de organização e mobilização dos trabalhadores.
Baylos tem uma trajetória dedicada ao estudo do sindicalismo, do direito de greve e da proteção social. Doutor em Direito pela Universidade Complutense de Madrid, é autor de centenas de artigos e de obras sobre as relações de trabalho, além de dirigir a Revista de Derecho Social. No Brasil, é membro correspondente da Academia Brasileira de Direito do Trabalho.
Serviço
“Para que serve um sindicato? Instruções de uso”: o livro
Publicado no Brasil pela Editora Venturoli, o livro Para que serve um sindicato? Instruções de uso serve de base para o encontro. Na obra, Baylos apresenta o sindicato como sujeito político fundamental para a democracia e instrumento de organização dos trabalhadores diante do poder econômico.
O autor discute como a ação sindical pode equilibrar a relação entre capital e trabalho e impedir que os trabalhadores sejam tratados como mercadoria descartável. A negociação coletiva ocupa lugar de destaque nessa análise, por permitir a construção de acordos que protejam salários, assegurem direitos e melhorem as condições de trabalho.
A obra também aborda o avanço da individualização das relações trabalhistas, que enfraquece os vínculos de solidariedade e dificulta a organização coletiva. Diante desse processo, Baylos defende a autonomia sindical e a participação dos trabalhadores nas decisões que afetam suas vidas.
Digitalização, políticas de austeridade e novas formas de fragmentação produtiva integram essa reflexão. O livro relaciona esses desafios à necessidade de fortalecer os sindicatos como espaços de representação, participação democrática e defesa da dignidade do trabalho.