Segundo o Dieese os riscos de desabastecimento em algumas regiões do país não são novidades e sofrem influência direta de escolhas políticas adotadas no setor, em anos anteriores
Os efeitos dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, que fechou o estreito de Ormuz por onde passam 20% do consumo global de petróleo, em resposta ao início da guerra que se alastrou por diversos países do Oriente Médio, têm atingido a economia de todos os países do mundo, incluindo o Brasil.
Diante da crise mundial, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançou nessa segunda-feira (6) a nota técnica “A guerra no Irã, os efeitos sobre o setor de óleo e gás e os desafios para a soberania energética brasileira”, em que analisa os desafios para o Brasil, um país exportador de petróleo e, ao mesmo tempo, importador de diesel, gasolina e fertilizantes.
O aumento dos preços dos derivados no Brasil, em especial do diesel, nos últimos dias, e os riscos de desabastecimento em algumas regiões do país não são novidades e sofrem influência direta de escolhas políticas adotadas em anos anteriores. O texto destaca o resultado da privatização refinarias da Petrobrás e os efeitos nocivos para a economia nacional, exatamente quando o Brasil experimentava redução da taxa de inflação e a taxa de juros iniciava redução.
Também são apresentadas as principais medidas adotadas até aqui pelo atual governo federal no sentido de minimizar os problemas e conter os preços do óleo diesel. Serão mostradas ainda as propostas construídas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) para o país lidar com as adversidades trazidas pela guerra.
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