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CUT e CSA participam da COP24 e discutem estratégias para democratizar a energia

A conferência internacional segue até dia 14 de dezembro, buscando alinhar as regras para a implementação do Acordo de Paris, que substituirá o Protocolo de Kyoto a partir de 2020

Publicado: 07 Dezembro, 2018 - 16h16 | Última modificação: 07 Dezembro, 2018 - 16h40

Escrito por: Adriene Colim, CSA

UNFCCC
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A cerimônia oficial de abertura da COP24, Conferência das Partes do regime internacional de sobre mudanças climáticas, aconteceu no último domingo (2), na cidade de Katowice, na Polônia. A conferência internacional segue até dia 14 de dezembro, buscando alinhar as regras para a implementação do Acordo de Paris, instrumento legalmente vinculante da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) aprovado em 2015, que substituirá o Protocolo de Kyoto a partir de 2020.

Os representantes das entidades sindicais presentes na COP24 se reuniram para coordenar e articular assuntos-chave para as próximas reuniões. Na manhã desta quinta-feira (6), foram discutidas as normas internacionais do trabalho da OIT (Organização Internacional do Trabalho) referente à proteção social, assim como sua relevância para a transição justa e condutas a serem adotadas para alcançá-las.

Compondo uma agenda sindical mais estratégica, à tarde houve a reunião dos Sindicatos pela Democracia Energética – em inglês Trade Unions for Energy Democracy (TUED). Participaram representantes das afiliadas da CSA, CUT Brasil, UGT Brasil, CGT-RA (Argentina) e CNUS (República Dominicana), além da IndustriALL, Transform! Europe e outras centrais sindicais de vários países. Com o tema "Quando o ‘Verde’ Não ‘Cresce’: Enfrentando o Fracasso da Política Climática Orientada para o Lucro”, a mesa redonda enfocou na análise, alianças e ações sindicais sobre democratização energética e transição justa.

Sobre as atividades desenvolvidas nas Américas, Daniel Angelim, assessor de Meio Ambiente da CSA, discorreu sobre a 3ª Conferência Regional de Energia, Meio Ambiente e Trabalho (CREAT), ocorrida na cidade de San José, na Costa Rica, em outubro deste ano. A Conferência foi marcada por amplas discussões sobre o desenvolvimento sustentável, a energia como bem comum, o trabalho como centro de uma política alternativa e ações da Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo.

Ainda durante sua intervenção, Angelim falou sobre o lançamento da PLADA (Plataforma de Desenvolvimento das Américas), documento elaborado pela CSA com a base considerada adequada para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU, cujos quatro pilares são o econômico, o social, o político e o ambiental.

Em sua fala final, Angelim comentou sobre o curso de extensão “Energía, Trabalho e Relações Internacionais”, coordenado pela CUT Brasil em parceria com a Universidade Federal do ABC (UFABC), cujo objetivo foi o de analisar o contexto mundial da geopolítica da energia e outros temas sobre o mundo do trabalho. “Foi um grande passo para nós das Américas, e pretendemos continuar com outros cursos”, afirmou.

No decorrer da reunião foram analisados informes regionais e nacionais sobre os temas, e foram discutidas as alianças necessárias para atingir metas programáticas claras.

Compuseram a pauta, também, questões sobre estratégias de diálogo social, os caminhos em direção ao trabalho decente, as mudanças climáticas e o aumento mundial do uso de combustíveis fósseis.

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