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Com Bolsonaro, total de brasileiros otimistas com a economia cai de 39% para 26%

As principais preocupações de quem está pessimista com a situação econômica são: alto custo de vida, desemprego e queda da renda familiar. 41% têm medo de perder o emprego e confiança do consumidor cai 4,3%

Publicado: 21 Maio, 2019 - 15h18 | Última modificação: 21 Maio, 2019 - 15h29

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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Com a alta do desemprego e a falta de propostas concretas do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL), o otimismo da população brasileira com o futuro da economia despencou de 39% para 26% entre janeiro e abril deste ano, de acordo com dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Outros 26% consideram que a situação da economia vai estar pior daqui a seis meses e 43% acham que as condições atuais vão permanecer.

Na avaliação do cenário econômico, a situação não é diferente: 61% consideram o momento ruim ou muito ruim. Apenas 7% acham que a situação é boa ou muito boa. O principal motivo para isso é que 38% dos brasileiros consideram que, atualmente, sua própria condição financeira está ruim contra apenas 13% que disseram estar boa.

As principais preocupações daqueles que estão pessimistas com a situação econômica do país são o desemprego, o alto custo de vida e a queda da renda familiar.

Cai a confiança do consumidor

O quadro atual de indefinições quanto às medidas necessárias para recuperação da economia foi também o que derrubou a confiança do consumidor no último mês. Depois de alcançar a marca dos 49 pontos em janeiro e fevereiro, o Indicador de Confiança do Consumidor fechou abril com 46,9 pontos, uma queda de 4,3%. Na comparação anual, entretanto, a confiança se mantém em maior nível ante o mesmo período de 2018, quando o índice era de 42,0.

Diante dos resultados da pesquisa, o presidente da CNDL, José César da Costa, avalia que a lenta recuperação da economia segue impactando o bolso do consumidor e isso acaba refletindo índice de confiança. 

“Para que a retomada da confiança se consolide, será preciso que o consumidor sinta alguma melhora no momento atual, com o aumento da oferta de vagas de emprego e o avanço da sua renda”, analisa.

Medo do desemprego 

Dados recentes do IBGE indicam que o país conta com 13,4 milhões de desempregados. Segundo a pesquisa, 41% dos brasileiros que trabalham estão com medo de serem demitidos nos próximos meses, ante 26% que disseram ter um medo baixo e 33% não ter esse risco. 

A maior parte dos entrevistados (39%) acredita que o cenário do emprego no país vai estar igual no próximo semestre. Outros 15% acreditam que a situação vai piorar. 

A pesquisa também mostra que o crescimento inflacionário observado nos últimos meses está sendo sentido no bolso da população: 65% dos entrevistados disseram perceber que a inflação cresceu nos últimos três meses. Outros 20% disseram que permaneceu estável. 

Os produtos vendidos em supermercado foram aqueles em que mais se notaram o aumento dos preços, com 89% das menções. Já 84% citaram alta no valor dos combustíveis, e 85% destacaram o valor da conta de água e luz. Outros 83% citaram o preço dos remédios.

Metodologia

Foram ouvidas 800 pessoas na pesquisa. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que os resultados acima de 50 pontos mostram uma percepção mais otimista do consumidor.

*Com informações Rede Brasil Atual