Mobilização em Brasília reunirá trabalhadores da seguridade social e da saúde para pressionar por direitos, jornada menor e valorização do serviço público
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social da CUT (CNTSS) convocou seus sindicatos filiados para a Marcha da Classe Trabalhadora, que ocorre neste dia 15 de abril, em Brasília. A mobilização reunirá categorias da saúde, previdência e assistência social, além de outros segmentos organizados.
A convocação busca unificar trabalhadores e trabalhadoras em torno de reivindicações históricas e pressionar por avanços concretos nas condições de trabalho e nas políticas públicas.
A marcha começa às 8h, com concentração no estacionamento do Teatro Nacional, próximo à Rodoviária e em frente à Catedral. Às 9h, será realizada a Plenária da Classe Trabalhadora, reunindo lideranças sindicais, movimentos populares e delegações de diversos estados.
Pautas centrais e pressão por mudanças
A marcha tem como eixo central a defesa de pautas consideradas históricas pela classe trabalhadora. Entre elas estão o fim da escala 6x1, a redução da jornada sem redução de salários e a valorização do trabalho, com combate à precarização.
Para os servidores públicos, a CNTSS aponta reivindicações específicas que devem ganhar destaque na mobilização. Entre elas estão a regulamentação da Convenção 151 da OIT, a rejeição à chamada Lei Geral da Gestão Pública e a defesa do Regime Jurídico Único (RJU), além do combate à privatização e à precarização dos serviços públicos.
Em mensagem nas redes sociais, a presidenta da CNTSS e secretária de Combate ao Racismo da CUT, Julia Nogueira, enfatizou o impacto da jornada de trabalho na qualidade de vida. “A redução da jornada é fundamental para garantir saúde, descanso e acesso ao lazer”, afirmou.
Entrega de reivindicações ao governo
Durante a agenda em Brasília, os trabalhadores devem ser recebidos pelo presidente Lula, quando pretendem agradecer avanços e cobrar medidas sobre pautas ainda pendentes. Também estão previstos diálogos com o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente sobre temas como pejotização e proteção aos direitos trabalhistas.
A mobilização também integra um calendário mais amplo de lutas. “A Marcha do dia 15 de abril marca um momento estratégico da Jornada Nacional de Lutas, articulada também com o 1º de Maio, fortalecendo a unidade da CUT, das centrais sindicais e dos movimentos populares”, destaca a CNTSS.