Com o crescimento das cidades médias, o Brasil precisa de uma maior articulação entre políticas urbanas e de desenvolvimento regional. Isso porque esses centros urbanos têm desempenhado um papel importante na interiorização da população brasileira e na desconcentração da atividade produtiva, A avaliação é da pesquisadora do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), Diana Motta.
Os dados prévios de uma pesquisa divulgados ontem (29) pelo Ipea mostram que as cidades com população entre 100 mil e 500 mil habitantes tiveram crescimento populacional de 2000 a 2007 e do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2002 e 2005 superior ao das demais cidades do país. No caso do PIB, foi obs0ervado aumento principalmente dos setores industrial e de serviços.
“Esses centros médios desempenham um papel fundamental como centros regionais e sub-regionais na rede urbana do Brasil, ou seja, seria fundamental a inserção deles no contexto de uma política urbana e regional articulada e também uma política de investimentos públicos e privados”, afirma Motta.
Enquanto as 236 cidades médias estudadas pelo instituto apresentaram um crescimento populacional de 2% e do PIB de 5,27%, as cidades consideradas grandes, com mais de 500 mil habitantes, tiveram índices de 1,66% e 4,63%, respectivamente.
Entre as cidades que tiveram os maiores aumentos do PIB estão Marabá (PA), com 15%, Campos dos Goytacazes (RJ), com 12%, Vitória na Conquista (BA), 6,25% e Ji-Paraná (RO), com índice de 5,47%.