Brasil e mundo celebram o Dia Mundial e Nacional de luta para eliminar a exploração das crianças
Robinho na campanha
Em Genebra aconteceu um grande ato na Praça dasNações, após a apresentação do Informe da OIT intitulado “Intensificar a Lutacontra o Trabalho Infantil”. O informe se desenvolveu observando umadesaceleração do atual ritmo de redução do trabalho infantil no mundo,incluindo o Brasil.
“O novo informe global da OIT chama atenção para anecessidade de intensificação da luta contra o trabalho infantil e se justificapelos números apresentados neste dia 11 de junho aqui em Genebra”, declarou osecretário de Políticas Sociais da CUT Nacional, Expedito Solaney, queacompanhou o processo. De acordo com Solaney, foi verificado que ainda existem215 milhões de crianças até 15 anos trabalhando pelo planeta. Caso se mantenhaa atual tendência, alerta o estudo da OIT, não se alcançará o objetivo que aprópria OIT firmou com governos, trabalhadores e empresários para eliminar até2016 as piores formas de trabalho infantil. Também não se conseguirá abolirdefinitivamente o trabalho infantil no mundo até 2020.
“Para mim, o Brasil tem feito sua tarefa no que serefere à eliminação das piores formas na faixa etária que vai até os nove anos.Já a faixa que fica entre nove e 15, onde se concentra o maior número, éjustamente a que sai de casa para trabalhar e ajudar na renda familiar. Ouseja, se o salário dos pais fosse o mínimo constitucionalmente estabelecido,que segundo o DIEESE hoje é R$ 2.257,20, se reduziria enormemente o número decrianças trabalhando. “Como o salário mínimo ainda é R$ 510,00, infelizmenteconviveremos ainda com a exploração da mão-de-obra infantil reproduzindo ocapital”, acrescentou Solaney.
“Por isso, a luta pela erradicação do trabalhoinfantil tem crescido no interior da CUT e de suas entidades, e se configuracomo uma campanha permanente levada a toda a sociedade”.
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