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Carmen Foro participa da reunião das mulheres da CNQ

Vice-presidenta da CUT destacou a importância da organização na luta das mulheres

Publicado: 01 Março, 2016 - 14h23 | Última modificação: 22 Março, 2018 - 16h50

Escrito por: CNQ

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Mulheres do ramo químico de vários estados compareceram à reunião ampliada da Secretaria da Mulher Trabalhadora da CNQ-CUT, realizada nesta terça-feira, 01 de março, na capital paulista, e tiveram a oportunidade de uma rica discussão com a vice-presidenta da CUT, Carmem Foro, sobre a importância da organização das mulheres desde o local de trabalho para seu empoderamento em todos os espaços da sociedade.

“Ninguém segura quando as mulheres se juntam”, afirmou Carmem, que iniciou sua fala contando um pouco da história do movimento das mulheres dentro da CUT, suas dificuldades e seus avanços como a criação da comissão e agora secretaria da mulher; as cotas e agora a paridade, pautar questões importantes como o aborto e questionar a estrutura do movimento sindical. “Há quatro anos decidimos debater a questão da paridade e chegamos em 2015 implementando a paridade na CUT. Entre a fundação da CUT e essa chegada a paridade há muita história, uma linda história de mulheres do campo, da cidade, com experiências vivas de organização”, disse.

Carmem destacou que essas experiências das mulheres cutistas tornaram-se referência nacional e internacional no debate de cotas, de políticas afirmativas e de uma plataforma das mulheres.

A crise e os desafios

Quais os desafios agora? Carmem responde de forma objetiva: “O grande desafio é empoderar as mulheres. Se a gente não tiver empoderada nos espaços não vamos conseguir fazer a nossa própria organização e o gancho para isso é a paridade”. E completa:  “Nunca foi nos dado nada. Tudo foi conquistado. Conseguimos um nível de empoderamento importante, como a Lucineide Varjão na presidência da CNQ, eu na vice-presidência da CUT e outras companheiras também ocupando espaços de poder nas instâncias da Central”, afirmou.

Sobre a crise política e econômica do pais, Carmem pontuou que a crise econômica é internacional, uma crise do capitalismo, que busca resolver explorando ainda mais os trabalhadores, sendo os jovens e as mulheres os mais afetados pelo desemprego, subemprego e precarização.

“O Brasil não está fora disso tudo. As áreas mais afetadas são a indústria e a construção. O governo fez uma escolha da política econômica, que é contestada por nós: juros alto e recessão, esse caminho não nos levará a sair da crise”, afirmou. “Junto a isso, temos ataques ferozes da oposição. Eles sabem que eles não têm lideranças e por isso querem destruir a nossa liderança, que é Lula. A mídia se comporta como fascista, que nos leva a acreditar que a história do sítio e do tríplex são verdades”. Para ela, apagar a história do Lula é apagar a nossa história. “Destruir o Lula é destruir cada um de nós”.

Coletivo de Mulheres da CNQ

A reunião ampliada da Secretaria da Mulher Trabalhadora da CNQ tem como objetivo é o fortalecimento do Coletivo de Mulheres da CNQ a partir de um balanço do Projeto da AFL-CIOL, que durou dois anos, para construir e organizar a paridade para dentro dos sindicatos e das confederações.

"A partir desse projeto várias companheiras químicas começaram a ocupar os espaços e direções dos sindicatos", destaca a coordenadora da Secretaria da Mulher Trabalhadora da CNQ, Lucimar Rodrigues.

A presidenta da CNQ, Lucineide Varjão, que participou de toda a atividade manifestou seu contentamento com a grande participação das mulheres do ramo na reunião. "Temos aqui petroleiras, vidreiras, químicas e trabalhadoras da indústria farmacêutica e de cosméticos. Estamos numa conjuntura dificíl, com demissões e ataques aos direitos das mulheres, portanto temos muito pra debater e organizar. Além disso, temos o grande desafio de construir a paridade no próximo congresso da CNQ, que será no ano que vem. Precisamos nos organizar para ocupar de fato e de direito nosso espaço no ramo químico", pontuou.