A ação da Brigada Militar iniciou ainda na quinta-feira, 10, e não está de acordo com a reintegração de posse concedida pela Justiça. O documento determina que apenas está proibida a entrada de pessoas a fim de aumentar o número de integrantes na ocupação. Em nenhum momento cita a proibição de entrar comida ou de que pessoas doentes saiam do local.
Mais uma vez, a Brigada Militar comete ilegalidade e reprime as famílias sem terra, que se mobilizam por seus direitos. Lembramos que o comando policial que está no local é o mesmo que participou, em 21 de Agosto, do despejo das famílias sem terra da Fazenda Southall - e que resultou no assassinato do trabalhador Elton Brum da Silva com um tiro nas costas disparado por um policial.
As reivindicações das famílias acampadas são legítimas. Afinal, duas mil famílias vivem hoje em beira de estrada no RS querendo trabalhar e produzir alimentos. O MST exige que o Incra retome as negociações para a desapropriação das Fazendas Antoniazzi, onde podem ser assentadas 400 famílias. Os sem terra também querem que o Incra desaproprie mais áreas a fim de assentar todas as famílias acampadas no estado. Para isso, o MST exige mudanças na política de aquisição de terras para a reforma agrária no RS.