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Bancada do PT destaca papel da CUT na luta por direitos, democracia e #Lulalivre

É impossível pensar a história do Brasil nas últimas décadas sem reconhecer a centralidade da CUT na defesa do povo e da democracia

Publicado: 09 Outubro, 2019 - 12h05 | Última modificação: 09 Outubro, 2019 - 12h23

Escrito por: PT no Senado

Roberto Parizotti
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Em carta lida na sessão do 13º Congresso Nacional da CUT “Lula Livre” – Sindicatos Fortes, Direitos, Soberania e Democracia, a Bancada do PT no senado Federal destacou a importância da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para os trabalhadores brasileiros. “A Bancada do PT no Senado segue sendo parceira da CUT, dos sindicatos, federações e confederações”, reafirmaram os senadores. A bancada também desejou sucessos à nova direção eleita em suas lutas por direitos e por justiça.

Leia a íntegra da nota

A Bancada dos Senadores do PT no Senado Federal saúda a Central Única dos Trabalhadores pela realização do seu “13º Congresso Nacional da CUT: Lula Livre – Sindicatos Fortes, Direitos, Soberania e Democracia”, que acontece entre os dias 7 e 10 de outubro, na Praia Grande, em São Paulo.

A nossa combativa CUT nasceu com a mais nobres das missões: fortalecer a luta dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras por direitos e cidadania. A CUT foi essencial na grande luta pela redemocratização do país. Foi fundamental na Assembleia Nacional Constituinte para assegurar os direitos sociais previstos pela Constituição de 1988. Foi decisiva na luta contra os desmontes neoliberais dos governos Collor e FHC. A Central também estava no Centro da formulação de políticas públicas para as classes trabalhadores nos governos Lula e Dilma, como a política de valorização do salário mínimo, a democratização do crédito e a geração de milhões de empregos.

Enfim, é impossível pensar a história do Brasil nas últimas décadas sem reconhecer a centralidade da CUT na defesa do povo e da democracia.

Recentemente, a CUT denunciou e resistiu ao golpe de 2016 e suas consequências nefastas para os trabalhadores e trabalhadoras.

Na batalha da Reforma Trabalhista, em 2017, a CUT estava na linha de frente, desmentindo as promessas vazias do governo Temer de que a reforma traria empregos e denunciando, inclusive por meio de uma greve geral, que as mudanças na CLT gerariam precarização das relações de trabalho e aumento das desigualdades sociais, o que vem se confirmando.

Nesse momento sombrio da vida nacional, em que o governo Bolsonaro implementa um ataque sem precedentes à educação, à saúde e aos direitos humanos e sociais, a CUT é uma referência luminosa e sólida de luta e resistência. O objetivo do atual governo é calar a voz do povo trabalhador, destruindo as organizações dos trabalhadores. É preciso resistir!.

O desafio colocado para a CUT e para todos as organizações sindicais é organizar os trabalhadores no contexto da Revolução Digital, que está alterando rápida e substancialmente o modo como as pessoas vivem, trabalham e se relacionam. As novas tecnologias massificaram o computador e o telefone celular digital, conectando bilhões de pessoas em todo o mundo por meio da internet. Não há atividade econômica que não seja afetada. A velha economia, ainda viva, interage e beneficia-se da nova economia erigida com a revolução digital. Uma nova realidade passa a existir a partir de inovações permanentes, da bio e nanotecnologia, inteligência artificial, robótica e impressão em 3- D.

Essa nova realidade altera decisivamente o mundo do trabalho, afetando a natureza das ocupações, a organização do processo de trabalho e as atividades sindicais. Ao mesmo tempo em que ocorre a redução da classe operária tradicional no setor da indústria, emergem novas práticas de precarização do trabalho (trabalho temporário, terceirizações, “uberização”, ocupações por conta própria, entre outras). Diversas profissões simplesmente desaparecerão.

É preciso superar o paradigma de organização sindical erigido nos anos 70 e 80 do século passado para um novo formato, que seja capaz de manter organizada a Classe Trabalhadora. Ao mesmo tempo, é preciso lutar contra a fragilização e a fragmentação sindical, vetores decisivos na implementação da agenda neoliberal em todo o mundo.

Nesse sentido, o tema do 13º Congresso Nacional da CUT não poderia ser mais atual: “Lula Livre – Sindicatos Fortes, Direitos, Soberania e Democracia”. Lula é o símbolo maior da luta bem-sucedida do movimento sindical brasileiro. Sua injusta prisão aprisiona consigo milhões de pessoal que lutam por um Brasil justo, democrático e soberano, que assegure os direitos fundamentais e todos os brasileiros e brasileiras.

A Bancada do PT no Senado segue sendo parceira da CUT, dos sindicatos, federações e confederações e deseja à nova direção eleita pelo 13º Congresso muito sucesso em suas lutas por direitos e por justiça.

Vida longa à Central Única dos Trabalhadores!

Senador Humberto Costa (PT/PE)
Líder do PT no Senado Federal

Senador Jaques Wagner
PT/BA

Senador Jean Paul Prates
PT/RN

Senador Paulo Paim (PT/RS)
Ex-Secretário Geral da CUT

Senador Paulo Rocha (PT/PA)
Ex-Vice-Presidente Norte da CUT

Senador Rogério Carvalho
PT/SE