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BA: Petroleiros iniciam semana rejeitando proposta para o ACT e aprovando greve

Por 139 votos a 59, os petroleiros de Taquipe decidiram rejeitar a proposta do TST, aprovar os itens encaminhados pela FUP ao Tribunal e parar a partir do dia 26, caso as negociações não avançem

Publicado: 07 Outubro, 2019 - 18h10

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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Os petroleiros da Bahia iniciaram a semana rejeitando a proposta intermediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e aprovando a realização de greve a partir da zero hora do próximo dia 26, caso as negociações não avançem.

As assembleias, realizadas na base de Taquipe, foram marcadas pela grande presença de gerentes, que obedeciam ordens da atual gestão de Petrobrás, tentando, com suas presenças, intimidar a categoria, denunciou o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-Bahia).

Teve gerente que se sujeitou até ao papel de contar os votos um a um, tentando disputar a assembleia com a entidade sindical, mas a categoria não se deixou intimidar e votou, de forma coesa, a favor de todos os indicativos feitos pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).

A direção da Petrobras está querendo medir forças com os sindicatos e os petroleiros para impor perdas de direitos e até demissões de concursados, disseram representantes do Sindipetro, que reafirmaram: “O momento é de avançar.

Não podemos recuar. Vamos construir a greve unificada e deixar claro para a direção da Petrobrás que a categoria petroleira, acostumada a participar de grandes lutas, nãos e deixa intimidar”.

No final da assembleia, o resultado mostrou que a categoria petroleira está afinada com seus representantes sindicais, apesar da pressão da Petrobras. Um total de 139 trabalhadores votaram a favor das orientações dadas pela FUP para o embate contra a estatal, 59 votaram contra e 20 se abstiveram.

Indicativos da FUP

• Rejeição da proposta apresentada pelo TST no dia 19/09;
• Aprovação dos itens encaminhados ao TST, em 26/09, como melhoria à proposta do Tribunal;
• Condicionar a assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados;
• Caso não ocorra negociação, greve a partir do zero hora do dia 26/10.

Clique aqui para ver o calendário de assembleias.

Com informações do Sindipetro-BA.