Escrito por: Redação CUT

Assista ao vivo ato oficial em defesa da democracia no Palácio do Planalto, às 10h

Três anos após a tentativa de golpe, governo, trabalhadores, movimentos sociais e centrais sindicais estão unidos numa única voz: democracia sempre e sem anistia aos golpistas

SECOM / CUT

Três anos após a tentativa de golpe que culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023, o Brasil volta a ocupar as ruas para reafirmar a defesa do Estado Democrático de Direito e cobrar responsabilização exemplar dos envolvidos. A data, que se consolidou como um marco recente da resistência democrática, será lembrada nesta quinta-feira (8) com atos em todas as regiões do país e uma cerimônia oficial no Palácio do Planalto, em Brasília.

O evento institucional, organizado pelo governo federal, está marcado para as 10h e contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que receberá representantes de partidos políticos, movimentos sociais e centrais sindicais. O ato tem caráter simbólico e reafirma o compromisso do governo com a democracia.

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Após a cerimônia, Lula deve descer a rampa do Planalto para cumprimentar o público, gesto que retoma a liturgia democrática e dialoga com a retomada do papel do Estado como garantidor de direitos, da legalidade e da soberania popular — marcas centrais do atual governo.

Nas ruas, as mobilizações adotam o lema “Em defesa da democracia, sem anistia para golpistas, pelo veto ao PL da Dosimetria”. A palavra de ordem expressa uma posição política bem objetiva: o repúdio a qualquer tentativa de relativizar os crimes cometidos contra o Estado de Direito e pedir para  o presidente vetar o projeto de lei que reduz penas e pode beneficiar envolvidos nos ataques golpistas. 

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) participa ativamente das mobilizações em todo o território nacional: lembrar o 8 de janeiro é também um ato pedagógico e social, que dialoga com a classe trabalhadora sobre a importância da democracia para a garantia de direitos, da soberania nacional e da existência de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades. Sem democracia, não há direitos trabalhistas, liberdade sindical nem justiça social.

Em Brasília, o ato público ocorre na Via N1, em frente ao Palácio do Planalto, a concen tração  começou às 8h. O local carrega forte simbolismo: foi ali, nas imediações da Praça dos Três Poderes, que a democracia brasileira sofreu um ataque violento. A ocupação do espaço, agora de forma pacífica e organizada, reforça a ideia de que as instituições pertencem ao povo e devem ser defendidas coletivamente.

As manifestações também se estendem a diversas capitais e cidades do interior, além de mobilizações internacionais. A seguir, os locais e horários confirmados:

ALAGOAS
Maceió: 18h, Centro de Inovação do Jaraguá – Rua Melo Póvoas, 110, Jaraguá

CEARÁ
Fortaleza: 15h, Praça do Ferreira
Juazeiro do Norte: 18h, Praça do Giradouro, Cariri

DISTRITO FEDERAL
Brasília: 8h, em frente ao Palácio do Planalto – Via N1

ESPÍRITO SANTO
Vitória: 16h, Rua Sete de Setembro, Centro

MARANHÃO
São Luís: 16h, Largo do Carmo, Centro

MATO GROSSO DO SUL
Campo Grande: 17h, Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho

MINAS GERAIS
Belo Horizonte: 17h, Praça Fuad Noman

PARÁ
Belém: 17h, Boulevard da Gastronomia, em frente à Estação das Docas

PARAÍBA
Campina Grande: 16h, Praça da Bandeira
João Pessoa: 16h, Busto de Tamandaré

PARANÁ
Curitiba: 17h, Praça Santos Andrade
Maringá: 18h, cruzamento da Avenida Brasil com a Avenida Getúlio Vargas
Londrina: 17h, em frente ao Cine Teatro Ouro Verde

PERNAMBUCO
Recife: 15h, Rua Sete de Setembro com a Avenida Conde da Boa Vista

PIAUÍ
Teresina: 16h, Praça Pedro II

RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro (capital): 16h, Cinelândia

RIO GRANDE DO NORTE
Mossoró: 15h30, em frente ao PAX
Natal: 15h, Midway Mall

RIO GRANDE DO SUL
Porto Alegre: 17h30, Esquina Democrática