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Acordo pelo golpe vai garantir anistia de Cunha

Aliado de Michel Temer no golpe não poderá ser investigado por recebimento de proprina

Publicado: 19 Abril, 2016 - 17h57 | Última modificação: 19 Abril, 2016 - 18h09

Escrito por: Igor Carvalho

Foto: Agência Brasil
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Na tarde dessa terça-feira (19), o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não poderá ser investigado, na Comissão de Ética, sobre a acusação de ter recebido propina.

Dessa forma, Cunha só será investigado por suas contas no exterior e por ter mentido na CPI da Petrobras. A decisão de Maranhão diz respeito a uma representação impetrada pelo deputado Carlos Marum (PMDB-MS), aliado do presidente da Câmara.

A anistia para Cunha vem sendo cogitada em Brasília desde que Cunha começou a dar celeridade ao golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, confirmado no último domingo (17) na Câmara dos Deputados. O processo ainda deve ser analisado pelo Senado.

Em entrevista recente, Paulinho da Força (SD-SP), um dos principais aliados Cunha, defendeu a anistia ao presidente da Câmara. “Sem ele não teríamos o processo de impeachment. Por isso Cunha merece ser anistiado.”

Para Osmar Serralho (PMDB-PR), em entrevista ao site Congresso em Foco, a “anistia política” é o caminho. “Eduardo Cunha exerceu um papel fundamental para aprovarmos o impeachment da presidente. Merece ser anistiado.”