Boletim do DIEESE mostra que 94% dos 364 acordos e convenções analisados registraram reajustes acima do INPC, com ganho real médio de 2,12%; resultado é o melhor dos últimos 12 meses
Os reajustes salariais fechados em janeiro de 2026 confirmam um cenário positivo para a classe trabalhadora. Segundo o boletim “De Olho nas Negociações” nº 65, divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em fevereiro de 2026, 94% dos 364 acordos e convenções coletivas analisados conquistaram ganhos acima da inflação, medida pelo INPC.
O resultado é o melhor dos últimos 12 meses e consolida uma tendência de recuperação nas negociações coletivas observada desde setembro de 2025. Além dos 94% com aumento real, 4,1% das negociações ficaram exatamente no INPC, enquanto apenas 1,9% registraram reajustes abaixo da inflação.
A variação real média em janeiro foi de 2,12% acima do INPC, mantendo a trajetória de crescimento dos ganhos reais.
Fatores que impulsionaram os resultados
O DIEESE aponta dois fatores centrais para o desempenho das negociações:
Com inflação mais controlada e recomposição do mínimo, as categorias conseguiram ampliar o poder de compra, refletindo o fortalecimento da negociação coletiva.
Resultados por setor
Desempenho regional
A análise por região mostra diferenças importantes no comportamento das negociações.
Pisos salariais
Em janeiro de 2026, o valor médio dos pisos salariais negociados foi de R$ 1.843, enquanto o valor mediano ficou em R$ 1.716.
Por setor, os serviços registraram o maior piso médio, de R$ 1.887. Já a indústria apresentou o maior piso mediano, de R$ 1.783.
Na análise regional, o Sul teve os maiores valores de piso no mês, com média de R$ 1.920 e mediana de R$ 1.850.
Condições de pagamento
O boletim também mostra redução significativa no parcelamento dos reajustes. Apenas 0,5% dos acordos (dois casos) tiveram pagamento parcelado — o menor índice em 12 meses.
Já 15,9% dos reajustes foram pagos de forma escalonada, com percentuais diferenciados por faixa salarial ou porte da empresa.
Próximas negociações
Para as categorias com data-base em fevereiro de 2026, o cenário começa a mudar. A inflação acumulada — que corresponde ao índice necessário para recomposição — voltou a subir, passando de 3,90% em janeiro para 4,30%.
Veja a íntegra do estudo aqui.
Os reajustes salariais fechados em janeiro de 2026 confirmam um cenário positivo para a classe trabalhadora. Segundo o boletim “De Olho nas Negociações” nº 65, divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em fevereiro de 2026, 94% dos 364 acordos e convenções coletivas analisados conquistaram ganhos acima da inflação, medida pelo INPC.
O resultado é o melhor dos últimos 12 meses e consolida uma tendência de recuperação nas negociações coletivas observada desde setembro de 2025. Além dos 94% com aumento real, 4,1% das negociações ficaram exatamente no INPC, enquanto apenas 1,9% registraram reajustes abaixo da inflação.
A variação real média em janeiro foi de 2,12% acima do INPC, mantendo a trajetória de crescimento dos ganhos reais.
Fatores que impulsionaram os resultados
O DIEESE aponta dois fatores centrais para o desempenho das negociações:
Com inflação mais controlada e recomposição do mínimo, as categorias conseguiram ampliar o poder de compra, refletindo o fortalecimento da negociação coletiva.
Resultados por setor
Desempenho regional
A análise por região mostra diferenças importantes no comportamento das negociações.
Pisos salariais
Em janeiro de 2026, o valor médio dos pisos salariais negociados foi de R$ 1.843, enquanto o valor mediano ficou em R$ 1.716.
Por setor, os serviços registraram o maior piso médio, de R$ 1.887. Já a indústria apresentou o maior piso mediano, de R$ 1.783.
Na análise regional, o Sul teve os maiores valores de piso no mês, com média de R$ 1.920 e mediana de R$ 1.850.
Condições de pagamento
O boletim também mostra redução significativa no parcelamento dos reajustes. Apenas 0,5% dos acordos (dois casos) tiveram pagamento parcelado — o menor índice em 12 meses.
Já 15,9% dos reajustes foram pagos de forma escalonada, com percentuais diferenciados por faixa salarial ou porte da empresa.
Próximas negociações
Para as categorias com data-base em fevereiro de 2026, o cenário começa a mudar. A inflação acumulada — que corresponde ao índice necessário para recomposição — voltou a subir, passando de 3,90% em janeiro para 4,30%.
Veja a íntegra do estudo aqui.