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Artigo

Calor de Porto Alegre renova defesa de Lula e da democracia

Publicado: 29 Janeiro, 2018 - 00h00

Os golpistas imaginam que o principal acontecimento dos dias 23 e 24 foi a condenação de Lula no TRF4 em Porto Alegre. Enganam-se. A história já nos ensinou que várias lideranças dos trabalhadores, quando não são assassinadas pelas armas da burguesia, são condenadas por seus tribunais de exceção. Na verdade, o mais importante desses dias foi a elevação do grau de consciência de parcela importante da população brasileira, que a cada dia que passa compreende que das elites só virá autoritarismo, atraso, desigualdade, racismo etc.

Com certeza, a maioria dos milhares de manifestantes que vieram à capital gaúcha já retornou para os seus municípios. Foi maravilhoso nos encontrarmos, como outrora nas marchas do Fórum Social Mundial, que nos mostraram que “outro mundo é possível”.

Assim, nas fábricas e empresas, quando nos perguntarem o que fizemos em Porto Alegre, responderemos que fomos defender um país com empregos dignos e direitos assegurados, pois nenhum país se desenvolve destruindo sua indústria, condenando milhões de trabalhadores/as ao desemprego e entregando as suas riquezas para os estrangeiros.

Nos campos e assentamentos, quando nos perguntarem o que fizemos em Porto Alegre, responderemos que defendemos políticas de permanência dos/as agricultores no campo e incentivo à agricultura familiar e denunciamos o modelo de produção agrícola baseado no agronegócio, que rouba a nossa soberania alimentar e nos mata pouco a pouco com o uso excessivo de agrotóxicos.

Nas escolas e universidades, quando nos perguntarem o que fizemos em Porto Alegre, responderemos que clamamos por educação pública e de qualidade para todos/as, pois os desafios da atualidade não serão enfrentados penalizando nossa juventude com uma educação precária e desestimulante.

Nos hospitais, quando nos perguntarem o que fizemos em Porto Alegre, responderemos que a saúde é um direito inalienável e, por isso, precisamos mais investimentos no SUS e que a população empobrecida tenha acesso aos medicamentos.

Nas comunidades da periferia, quando nos perguntarem o que fizemos em Porto Alegre, responderemos que reivindicamos acesso à moradia e o direito de usufruir dos espaços públicos com segurança.

Nas nossas famílias, quando nos perguntarem o que fizemos em Porto Alegre, responderemos que lutamos pelo futuro dos nossos filhos e netos, que o individualismo e a competição nos destruirão e que nenhuma família terá sossego se os vizinhos padecem na miséria.

Quando, na roda de amigos, perguntarem aos jovens o que fizeram em Porto Alegre, responderemos que protestamos contra o ódio, a intolerância, a discriminação, o desprezo pela diversidade humana e que não é possível olhar para o futuro e enxergar um deserto de perspectivas.

Quando perguntarem às mulheres o que fizeram em Porto Alegre, responderemos que defendemos a democracia, denunciamos o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e que precisamos acabar com o assédio, a violência, o feminicídio e extirpar a cultura do estupro.

Possivelmente, as pessoas que nos interrogarão ficarão surpresas e nos dirão: “vocês não foram defender o Lula?” Responderemos: SIM, defendemos o Lula porque ele encarna todos esses sonhos. É provável, que muitos ficarão curiosos e continuem perguntando.

Finalmente, quem somos nós? Responderemos: somos de esquerda, combatemos um sistema que nos ameaça com exclusão social, guerras e nos empurra para a barbárie. Herdamos dos lutadores de outrora a utopia da igualdade, da democracia e de uma vida plena e digna.

Estamos prontos e motivados para restabelecer o contato com as nossas bases sociais. Temos pela frente o enorme desafio de organizar os trabalhadores/as nos locais de trabalho e moradia em comitês de resistência e fortalecer os movimentos sociais.

Nos próximos dias seremos convocados pelas centrais sindicais a construir uma greve geral contra a reforma da Previdência e em defesa da democracia.  Temos que barrar o fim da aposentadoria e evitar a destruição do estado democrático de direito.

Na sequência, estaremos em campanha para eleger Lula e aumentar a quantidade de governadores/as, senadores/as e deputados/as comprometidos/as com a classe trabalhadora. Precisamos separar o joio do trigo, derrotar os usurpadores, revogar o entulho neoliberal dos golpistas e impedir o assalto do estado, dos direitos e do futuro do Brasil.

Eleição sem Lula é fraude!