Meio Ambiente
Agricultor familiar, Jasseir Alves Fernandes 46 anos, casado, integrou a Executiva Nacional da CUT no triênio 2009-2012. Reeleito, o dirigente está à frente da Secretaria do Meio Ambiente para o mandato 2012-2015. Nascido no Espírito Santo, o ex-assalariado rural trabalhou no início da década de 90 em viveiros de produção de mudas de café. Presidiu o Conselho da Comunidade Eclesial de Base (CEB), a Associação comunitária do Rio Pardinho de Iúna e também a Associação Rádio comunitária do município de Iúna - Espírito Santo.
Foi presidente do STTR de Iúna e Irupi. Vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Espírito Santo – FETAES, onde ocupou também outros cargos na direção.
Foi tesoureiro do Partido dos Trabalhadores e Presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e Sustentável em Iúna.
Presidindo o Conselho de Gestão da Plataforma FACES do BRASIL de Comércio Justo no período de 2009 a 2012, Jasseir articula redes de cooperação que atuam numa lógica inversa à imposta pelo agronegócio e as transnacionais. As redes de Comércio Justo buscam o fortalecimento dos empreendimentos da Economia Solidária, viabilizam a produção das organizações e atuam na conformação dos produtos, serviços e valoração junto aos movimentos sociais de forma articulada e coordenada.
Para o mandato na Secretaria do Meio Ambiente da Central Única dos Trabalhadores, Jasseir acredita que o desafio será grande, mas se sente pronto a enfrentá-lo com muito compromisso, disposição e trabalho.
Avalia que diante da complexidade dos temas ambientais e rurais e do importante momento de desenvolvimento regional em que vive o país, as comunidades necessitam ter vez e voz e serem ouvidas e respeitadas na sua história e tradições.
Devem ser a prioridade na integração a um projeto de desenvolvimento sustentável que proporcione geração de renda e trabalho decente, condições adequadas de moradia com construções sustentáveis, creches no campo, nas florestas e cidades, saúde e educação (inclusive ambiental) pública e de qualidade, política de resíduos sólidos, saneamento básico e drenagem para as áreas urbanas e rurais, aumento do uso de energias renováveis, produção e consumo sustentáveis, não privatização da água e outros bens naturais, além de maiores investimentos na Agricultura Familiar que responde por 70% do que se consome no país assim, como por parte das exportações de alimentos, o que não é amplamente divulgado.
E para enfrentar este desafio acredita na importante atuação das instâncias do movimento sindical CUTista. Na Direção Nacional, na Executiva da CUT, no empenho dos secretários e secretárias das Estaduais e Ramos e na transversalidade a outras secretarias das Estaduais e da Nacional.
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