Juventude
Rosana Sousa de Deus, nascida em São Paulo capital, iniciou sua militância política em 1997. Após ingressar numa empresa de produtos plásticos, associou-se ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Plásticas de São Paulo e Região. Foi convidada a fazer parte da chapa que disputou a direção do Sindicato em 2000. Foi eleita, e está dirigente até os dias atuais.
Em 2004, quando coordenadora da Secretaria de Formação do Sindicato, organizou o primeiro Encontro Geral da Juventude Trabalhadora Química, onde foi criado o Coletivo de Jovens Químicos. No terceiro Congresso da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ), foi eleita para a direção e assumiu a coordenação da Regional Sul, coordenando os sindicatos dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Após a recomposição do Coletivo Nacional da Juventude da CUT, em 2007, passou a fazer parte dessa instância. Com a criação o Coletivo Nacional de Jovens da CNQ, Rosana Sousa é indicada como coordenadora. Além do tema sobre a Juventude, acompanhou as discussões sobre os temas da Formação e Gênero, tornando-se formadora voluntária no Programa Formaquim.
No 10º CONCUT, foi eleita Secretária Nacional da Juventude da CUT. Muitos desafios estão colocados, como a organização da juventude trabalhadora nas estaduais da CUT e a construção de políticas unitárias com outros movimentos sociais como a UNE, o Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis (FONAJUVE), os movimentos do campo, feministas, de combate ao racismo e muitos outros que lutam para transformar nossa sociedade.
A juventude da CUT vem consolidando uma estratégia de ação sindical que articula dois âmbitos. Por um lado, é necessário reduzir a entrada de jovens no mercado de trabalho. È fundamental articular a luta pela redução da jornada de trabalho com a luta pelo direito à educação, à cultura e ao tempo livre. Por outro lado, faz parte da estratégia sindical a promoção do trabalho decente para os jovens e as jovens que já estão inseridos no mercado de trabalho. Isso deve se articular com a reivindicação por maior proteção social, regulação pública do trabalho e liberdade de organização sindical.
Para Rosana Sousa, a organização e o processo de formação sindical da juventude trabalhadora são de extrema importância para aumentar a disputa de hegemonia na sociedade e para a luta por melhores condições de trabalho, por educação gratuita e de qualidade. São tarefas centrais da Secretaria Nacional da Juventude.
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