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Seca: do Agreste ao Sertão, o sofrimento é intenso!

Escrito por: Antônio Bernardino Filho (Sassá), agricultor e secretário de Imprensa da CUT-PE

12/09/2012

 

Vivemos nos dias de hoje uma das maiores seca da história do Brasil. Não apenas no Nordeste e no semiárido brasileiro, essa tem um caráter duradouro, ou seja, vem se alongando já há bastante tempo, causando danos gravíssimos para a população, como também aos animais.

No entanto, a campanha publicitária na Mídia em relação às políticas públicas, reflete outra realidade. Por exemplo: os investimentos e os projetos de instituições bancárias oficiais estão parados dentro das agências. Enquanto isso, o povo e os animais passam necessidades. A seca, além de ser um problema climático, é uma situação que gera dificuldades sociais para as pessoas que habitam a região. Com a falta de água, torna-se difícil o desenvolvimento da agricultura e a criação de animais. Desta forma, a seca provoca a falta de recursos econômicos, gerando fome e miséria no sertão nordestino. Muitas vezes, as pessoas precisam andar durante horas, sob sol e calor forte, para pegar água, muitas vezes suja e contaminada. Com uma alimentação precária e consumo de água de péssima qualidade, os habitantes do sertão nordestino acabam vítimas de muitas doenças.

O desemprego nas regiões sertanejas também é muito elevado, provocando o êxodo rural (saída das pessoas do campo em direção as cidades). Muitas habitantes fogem da seca em busca de melhores condições de vida nas cidades. Estas regiões ficam na dependência de ações públicas assistencialistas que nem sempre funcionam e, mesmo quando funcionam, não gera condições para um desenvolvimento sustentável da região.Na realidade, precisamos de ações consistentes e práticas dos governantes que de fato atendam às necessidades da população. Essa mesma população (carente e sofrida) recebe atenção por causa de outras políticas públicas implantadas neste país. Mas, precisamos de ações efetivas que minimizem o problema de todos (as) inclusive dos animais que também sofrem sem ter o que beber e comer.

Tudo isso sofremos em virtude do momento que vivemos que deveria ajudar, todavia, atrapalha. Os polos definidos pelo Governo Federal para atender à população ficam em lugares muitas vezes de difícil acesso, longe; os núcleos também são de responsabilidade do Governo do Estado que estabeleceu: Caruaru, Afogados da Ingazeira, Salgueiro, Petrolina e Ouricuri. Além disso, não existe  grãos à disposição dos agricultores. Em todas as regiões que passamos e visitamos, existe um clamor. Será que o nosso povo merece isso?  Os grãos de milho são para amenizar o sofrimento dos animais que morrem a míngua sem ter mais o que comer? Do Agreste ao Sertão, o sofrimento é intenso!

Vamos ser mais conscientes e atender quem de fato estar precisando neste momento de tanta dor e sofrimento. Nós continuaremos cobrando responsabilidades e ações urgentes para quem estar sofrendo de forma cruel, num pedido de socorro, humano e animal. Senhores: a vida, às vezes, nos reserva surpresa nada agradável.

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