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CUT NACIONAL > PONTO DE VISTA > POLÍTICA ECONÔMICA E RESPEITO AO TRABALHADOR

Política econômica e respeito ao trabalhador

Escrito por: Sérgio Goiana, presidente da CUT-PE

09/01/2012

A economia mundial se encontra numa situação de perigo. A crise econômica começou em 2008 nos Estados Unidos, e depois que atingiu drasticamente a Europa e a Ásia. O Brasil tem mantido o crescimento da economia, onde os investimentos têm uma preocupação de proteger as indústrias, fator este decisivo para que possamos manter competitividade com os demais países desenvolvidos em nível internacional.

 

É importante frisar que o Brasil precisa manter a sua economia aquecida, principalmente, as indústrias brasileiras fortes, competitivas e, acima de tudo, em um estágio que possa garantir a geração de emprego, além do compromisso com os trabalhadores. Isso significa que teremos uma melhor condição de vida, com as políticas públicas dirigidas para a educação, saúde, segurança pública, saneamento básico, entre outros setores.

 

Entendemos que o fortalecimento da indústria nacional é fundamental e precisamos, inclusive, ampliar o poder aquisitivo de compra dos brasileiros, sobretudo, do trabalhador, repondo a inflação e dando-lhe ganhos reais. A maioria do setor industrial da economia se encontra fortalecida, quer dizer o capital está ganhando muito dinheiro, e esse dinheiro precisa ser repassado não só para os trabalhadores, mas, para a sociedade em geral. Um estado, onde as pessoas possam ser respeitadas, e acima de tudo tendo condição de vida digna, sem dúvida alguma, reduz os seus índices de violência.

 

Em relação à isenção do IPI, a CUT entende que é fundamental essa proteção da indústria brasileira para que elas possam permanecer fortes. As empresas nacionais precisam ser fiscalizadas enquanto ao pagamento dos impostos e condições de trabalho. Na realidade, os recursos dos bancos federais (CEF, BB e BNDES) destinados aos setores do empresariado nacional devem ter como prioridade a geração de emprego e renda; relação transparente com os sindicatos que possa manter um ambiente de trabalho saudável, ou seja, a CUT defende uma relação transparente, humana e, sobretudo, profissional. Fatores imprescindíveis na relação capital x trabalho.

 

Com o soerguimento da indústria naval iremos crescer ainda mais. Não tem justificativa o  Brasil pagar aluguel de navios podendo produzi-los no próprio País e gerar milhares de empregos. Antes pagávamos o aluguel do navio e dos empregados, e tudo isso não ficava no Brasil. O soerguimento da indústria naval foi  decisiva para o fortalecimento do nosso mercado interno. Ajudou também a segurar de certa forma a crise econômica. Cada país tem o seu sistema de protecionismo, garantindo a indústria, e nós temos que fazer o mesmo, logicamente assegurando a competitividade séria e o desenvolvimento de novas tecnologias. O Brasil possui várias empresas que têm condições de competir no mercado internacional já que temos investindo muito nessa área.

 

Portanto, a CUT entende que é fundamental esse processo que vem ocorrendo do crescimento e da indústria nacional. Agora, qualquer política que venha trazer prejuízo ao trabalhador (a), nós iremos para o enfretamento, através de conversação, do diálogo, com as Federações, Confederações, sindicatos, discutindo as falhas e onde podemos melhorar e avançar. Não aceitamos prejuízos para a classe trabalhadora e muito menos imposição de nenhuma política que não tenha sido discutida com os trabalhadores.  

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