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CUT NACIONAL > PONTO DE VISTA > 30 DE OUTUBRO: NO DIA DOS COMERCIÁRIOS E DAS COMERCIÁRIAS SINDICATOS LUTAM CONTRA O BANCO DE HORAS

30 de outubro: no dia dos Comerciários e das Comerciárias sindicatos lutam contra o banco de horas

Escrito por: Lucilene Binsfeld - Tudi é presidente da CONTRACS/CUT

21/10/2008

 


Não é de hoje que o trabalhador no comércio enfrenta jornadas desumanas e extenuantes. Desde 1908, os trabalhadores no comércio lutam pela redução da jornada de trabalho. Temos, infelizmente, na classe trabalhadora o triste posto de campeões de horas-extras.

A vida do comerciário corre atrelada ao trabalho, nada mais, porque não sobra tempo - o valioso tempo - para pensar, querer ou planejar outras atividades.

Estudar? Difícil para quem não tem horário para sair, só para chegar. E... ainda há grandes redes supermercadistas que chamam os trabalhadores a qualquer hora, nos parcos momentos de intervalo para voltar ao posto de trabalho.

Digo momentos de intervalo e não de descanso, porque é isso que acabamos tendo: momentos em que não estamos no trabalho, mas que não são suficientes para um ser humano se recompor física e mentalmente e cuidar de seus afazeres pessoais.

Namorar? Curtir a família? Também é difícil, por isso inclusive cresce o número de separações entre os comerciários/as.

Sair com os amigos? De que jeito? Missão difícil essa!!!
 
Ir à igreja? Só se vencermos o cansaço físico e mental de quem chega a trabalhar até 60 horas por semana, quando a jornada legal estabelece 44 horas semanais.

Para o empresário, seja o dono de um pequeno negócio ou a família Walton, proprietária do Wal-Mart, o que interessa são os lucros, não as pessoas.

Então só cabe a nós trabalhadores/as irmos às ruas, às lojas, ao Planalto, lutar pelo fim do banco de horas e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários.
 
Em 30 de outubro, os comerciários de todo o país vão comemorar a data que marca essa categoria de bravos/as guerreiros/as e vão também lutar pelo fim do banco de horas e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, conquistando assim a dignidade e a qualidade de vida a que todos/as têm direito.

À luta sempre, companheiros e companheiras, porque direito não se reduz, se amplia!

Parabéns a todos os comerciários e comerciárias!
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