CUT NACIONAL > PONTO DE VISTA > AÇÕES PARA AVANÇAR NA CONSOLIDAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE DIRIGENTES
09/03/2010
Todos nós sabemos que o cenário atual traz uma série de indicadores que denotam a intensificação da complexa agenda que o movimento sindical e, em particular a Central Única dos Trabalhadores, terá que administrar no sentido de interpretá-la, compreendê-la, preparar-se e enfrentá-la, já que se trata de um profícuo processo de disputa no campo sindical e na sociedade.
Não por acaso, o planejamento estratégico em operacionalização no âmbito da Direção Executiva Nacional apontou como aspectos inexoráveis à sua ação no período 2009/2012, três eixos: 1. Disputa de hegemonia; 2. Fortalecimento do projeto sindical da CUT; 3. Gestão democrática e participativa - que devem orientar todos os processos de reflexões, formulações, mobilizações e negociações tanto na esfera da relação capital e trabalho quanto nos espaços institucionais onde estão em jogo os direitos e conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras.
Isto implica a urgência de dirigentes e lideranças sindicais altamente qualificados, capazes de compreender as raízes históricas dos problemas estruturais e das demandas sociais que conformam a conjuntura atual, como também com uma profunda compreensão dos fundamentos que deram origem a Central Única dos Trabalhadores em relação à sua concepção, à sua proposta de estrutura sindical e implicações à prática no que tange a cotidianidade da gestão sindical no sentido lato do termo.
Foi a partir dessas premissas que debatemos e aprovamos na Direção Nacional da CUT em 2009, o Plano Nacional de Formação de Dirigentes calcado em uma estrutura organizativa através de 4 (quatro) programas: a) Organização e Representação Sindical de Base – ORSB; b) Negociação e Contratação Coletiva - NCC; c) Desenvolvimento, Políticas Públicas e Ação Regional – DPPAR; d) Formação de Formadores – FF. Esta organização visa não apenas orientar o processo de construção do plano de formação nacionalmente articulado, mas também garantir a organicidade necessária da formação com a ação sindical.
Por isso, formulamos uma estratégia focada em públicos direcionados, ou seja, cada programa está voltado para dirigentes e lideranças a partir do seu local de atuação e conforme a função que exerce no movimento sindical, sem hierarquizar o acesso aos percursos formativos, com o objetivo de fortalecer a ação e organização da CUT nos processos de disputa no campo das relações capital e trabalho, bem como em outra dimensão, mais ampla da disputa de hegemonia, que se dá no seio da sociedade. Sua execução vem dando-se através do PAS/Formação com objetivos, recursos e metas amplamente debatidas em toda a Rede de Formação em 2009.
O compromisso assumido por todos nós foi de propiciar um processo de formação inicial e continuada, com a qualidade exigida pelo momento histórico que estamos vivendo no qual se aponta a possibilidade de consolidarmos uma nova tradição democrática, com participação popular, com protagonismo dos movimentos sociais, principalmente da nossa Central Sindical, na definição das bases para um novo padrão de desenvolvimento e de relações de trabalho ou retrocederemos a mérito-tecnocracia tucana-peefelista.
Em razão deste compromisso e desta compreensão conjuntural é que se faz necessário avaliarmos o que foi e como foi realizado. Avaliarmos o alcance das ações formativas, em termos de público atingido e impactos concretos na ação sindical. Avaliarmos, a partir do que foi planejado, se estamos conseguindo superar as lacunas em relação ao funcionamento da Rede Nacional de Formação, sobretudo a sobreposição das ações entre Escolas, SEF´s e Ramos. Se as ações que estamos executando são suficientes para um processo permanente de formação de quadros dirigentes.
Se efetivamente estamos contribuindo para fortalecer as políticas de gênero, de combate a discriminação racial e para maior envolvimento da juventude na ação sindical. Se o Plano Nacional de Formação de Dirigentes, frente ao que se propôs, está se colocando como uma ferramenta estratégica no fortalecimento da CUT em todos os âmbitos. Para nós este balanço é fundamental no sentido de podermos identificar os avanços e, principalmente as dificuldades para se alcançar o objetivo de um Plano de Formação intrinsecamente vinculado à ação sindical em todas as instâncias.
Por esta razão é que convocamos para os dias 11 a 14 de Março a reunião do Coletivo Nacional de Formação – CONAFOR, que se realizará na Escola Sindical 7 de Outubro em Belo Horizonte. Seu grande desafio é promover este balanço e formular ajustes para que o PAS/Formação 2010 reflita os avanços e resultados almejados no planejamento da Direção Executiva Nacional a favor de uma CUT forte, classista, de massas, democrática e, cada vez mais representativa dos interesses da classe trabalhadora.
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