CUT NACIONAL > PONTO DE VISTA > CARTA ABERTA AOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DE BRASÍLIA
30/11/2007
Prezados (as) companheiros (as),
Na próxima quarta-feira, 5 de dezembro, visitaremos novamente a sua cidade, a nossa bela capital federal, na 4ª Marcha da Classe Trabalhadora, convocada pelas centrais sindicais. Nas três primeiras marchas nacionais, fomos às ruas com o foco no aumento do salário mínimo, o que garantiu o maior índice de reajuste dos últimos 20 anos. Agora, as bandeiras envolvem a redução da jornada, mais e melhores empregos e, dialogando diretamente com os 25 milhões de aposentados e pensionistas brasileiros, o fortalecimento da Seguridade Social e das políticas públicas.
Como vocês sabem, por definição constitucional a Seguridade engloba Assistência, Saúde e Previdência, que precisam ser prioridade, particularmente em um país com tantas e tamanhas desigualdades. Por isso, nesta 4ª Marcha, ergueremos faixas e vozes em defesa de um serviço público de qualidade, que só pode ser garantido com a valorização dos servidores. Afinal, um não existe sem o outro.
Juntos, levantamos bem alto a bandeira pelo fim do fator previdenciário, criminoso mecanismo de arrocho inventado pelos tucanos para dificultar a nossa aposentadoria, penalizando quem iniciou a trabalhar mais cedo. Esta é uma injustiça grave, que precisa da nossa união e mobilização para ser riscada do mapa de maldades que se perpetuam como chaga.
Quem depende dos parcos benefícios do INSS também sabe o quanto é injusto manter a diferenciação na hora do reajuste entre os que ganham até um salário mínimo e os que ganham um pouco mais. O resultado é que a base da pirâmide vem sendo ampliada, sem garantir que as contribuições pagas ao longo de anos sirvam para minorar as dificuldades inerentes ao envelhecimento. Assim, quem contribuiu durante anos com valores expressivos, que muitas vezes faltaram para garantir uma vida melhor para os filhos, com o objetivo de ter uma aposentadoria mais segura e independente, hoje muitas vezes se sente como um estorvo, um peso, pois não há retorno justo para o que foi aplicado. O que reivindicamos não é uma dádiva, é um direito.
Como o Fórum Nacional da Previdência demonstrou, eram falsas as alegações repetidas de manhã, tarde e noite pela imprensa, cujos donos querem a sua privatização, de que havia déficit. A Previdência é superávitária, tem recursos, o que necessita é de uma fiscalização mais enérgica, de maior cobrança dos sonegadores, das grandes empresas, como bancos e multinacionais, que devem bilhões para os cofres públicos. Além disso, propusemos desonerar a folha de pagamento da Previdência, fazendo a cobrança em cima do faturamento das empresas, o que obrigará as instituições financeiras, por exemplo, que empregam pouco e lucram muito, a contribuir mais.
As características próprias da nossa idade, somadas à distância e aos parcos recursos para enfrentar uma distância tão grande, impedem que estejamos todos em Brasília. E isso nos leva a fazer um convite especial a quem mora na capital, que está mais próximo portanto do centro dos acontecimentos. Convide os seus amigos, comunique a seus filhos e netos sobre o que está em jogo. Mais uma vez, precisamos de você para fazer valer os nossos direitos. Escreva seu protesto num cartaz, pinte uma camisa, levante sua voz. Some-se conosco nesta grande Marcha pelo presente e pelo futuro. Por nós e pelas futuras gerações. Um grande abraço.
Nos vemos na Esplanada.
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