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CUT NACIONAL > PONTO DE VISTA > LUTA POR DIGNIDADE E JUSTIÇA UNE 26 MILHÕES DE APOSENTADOS E PENSIONISTAS

Luta por dignidade e justiça une 26 milhões de aposentados e pensionistas

Escrito por: Epitácio Luiz Epaminondas (Luizão), presidente do Sintapi/CUT

18/12/2008

{mosimage}Fim de ano é sempre momento de relembrar, pesar prós e contras, fazer planos para o futuro. Se esta é uma verdade para os novinhos em folha, imaginem nós que somos jovens há mais tempo, que já percorremos longos caminhos com suas estradas, atalhos e espinhos...

Os companheiros e companheiras que compõem o Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sintapi/CUT) muito tem se empenhado para que a luta por dignidade e justiça ganhe fôlego, contribuindo para a construção de melhores dias aos 26 milhões de aposentados e pensionistas do país. Com unidade e mobilização, nos mantemos nas ruas pelo fim do fator previdenciário, pela recomposição das perdas dos benefícios e critérios de correção que façam jus ao suor derramado durante longos anos de contribuição.

Como a lista de ações sindicais é extensa e o número de combatentes que se empenharam é grande, e felizmente crescente, gostaria de saudar a todos e todas que se envolveram, pulsaram e fizeram - e fazem - realidade o nosso Sintapi/CUT com sua organização, delegacias de base ou salas de atendimento nas cidades de São Sebastião da Paraíba (MG); Socorro, Cosmópolis e Santos (SP), Fortaleza (CE) e Taubaté (SP).

Entre tantos nomes, lembramos com carinho de parceiros ponta firme, amigos de longa data que nos deixaram para a eternidade, como os companheiros José Custódio de Almeida, José Olívio e Wilson Fernandes (Bolinha) e manifestamos nossa saudação combatente ao senador Paulo Paim e a todos os parlamentares que têm honrado seu mandato com lucidez e coerência em defesa dos mais vulneráveis em nossa sociedade.

 Infelizmente, se temos cerca de 18 milhões de aposentados e pensionistas recebendo um salário mínimo e a perspectiva de um reajuste de 12.98% assegurado pela política de valorização acordada entre as centrais sindicais e o governo, os demais oito milhões que ganham acima do mínimo foram contemplados apenas e tão somente com o índice de 6,22%, muito abaixo dos reajustes de remédios, aluguéis e gastos corriqueiros que penalizam os mais idosos. Portanto, é uma questão chave na luta política reverter a lógica que drena bilhões de reais para a especulação financeira, ao pagamento de juros estratosféricos a banqueiros e agiotas, enquanto os recursos necessários à área social são comprimidos e desbaratados irresponsavelmente.

Nas batalhas ao lado de entidades de linha de frente como a Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul e as centrais internacionais, recentemente no Uruguai, renovamos nosso compromisso e esperança em fazer de 2009 o ano da recuperação do dinheiro perdido, da recomposição das perdas, de critérios eficazes para premiar quem tanto fez pelo país.

Desde sempre soubemos que sem luta não há conquista. E é com a experiência dos anos e o entusiasmo do primeiro dia que devemos encarar o Ano Novo que se aproxima, colocando a nossa bagagem no trem da vida e da vitória.

Juntos, façamos de 2009 um ano de redenção para o Brasil e seu povo.

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