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Crescimento e meio ambiente: caminhos a seguir

Escrito por: Edílson de Paula é presidente da CUT-SP

18/07/2007

Durante a celebração do Dia do Trabalhador deste ano, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) trouxe para o âmbito do meio sindical a questão do desenvolvimento econômico com distribuição de renda, valorização do trabalho e respeito ao meio ambiente. O tema da preservação ambiental ganhou robustez por conta de possíveis efeitos sombrios do aquecimento global. A ONU divulgou recentemente relatório com dados alarmantes sobre emissões de gás poluente.

A ONU informa que países em desenvolvimento já empataram com nações mais ricas na emissão de gás-estufa. Em 1990, os países desenvolvidos respondiam por 9,7 bilhões de toneladas de gás carbônico e, em 2004, alcançaram 12,5 bilhões - crescimento de 30%. No mesmo período, as nações em desenvolvimento dobraram as emissões e saltaram de 6,9 bilhões de toneladas para 12,4 bilhões.

Diante desse empate, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, cobrou do Brasil, China e Índia - medidas para reduzir as emissões. Na última reunião do G-8 (os sete países mais ricos e a Rússia), nações em desenvolvimento foram convidadas para o debate, mas rejeitaram qualquer plano que estabeleça teto para emissões.

Os países advertidos por Ki-Moon, em resistência, defendem a garantia de desenvolvimento perante as grandes nações. O Brasil, por exemplo, alega que limites de emissões de gás prejudicariam o crescimento da economia. A Índia argumenta que os países ricos não podem debater a questão sem considerar suas "responsabilidades histórias". A China, maior produtor de gás-estufa, diz que as emissões per capita ainda são baixas por lá.

Os países desenvolvidos, nesse cenário, têm de fato maior responsabilidade para reduzir as emissões por conta de condições tecnológicas e recursos financeiros para busca de alternativas. Além disso, países da Europa e Estados Unidos pouco se preocupam com a eliminação da miséria e degradação do Planeta.

As economias dos países em desenvolvimento precisam crescer para propiciar a diminuição da miséria por meio da geração de empregos e distribuição das riquezas. O crescimento econômico dos países em desenvolvimento é mais que necessário, mas deve estar aliado ao conceito de sustentabilidade. E as nações ricas não podem condenar as emergentes permanentemente à pobreza.

É preciso ficar claro que o crescimento deve ser combinado com preservação do meio ambiente e diminuição das desigualdades. Diante das previsões sobre o futuro do Planeta e da humanidade, os trabalhadores estão cada vez mais engajados na luta pelo crescimento econômico com distribuição de renda, valorização do trabalho e preservação ambiental.

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