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Indígenas Yanomami e Ye?kuana rechaçam ingerência política na escolha da nova direção do Distrito Sanitário Especial de Saúde

Somente manutenção de Joana Claudete garantirá política efetiva de atendimento a saúde

Escrito por: William Pedreira • Publicado em: 20/05/2011 - 18:02 Escrito por: William Pedreira Publicado em: 20/05/2011 - 18:02

CUT solidária aos índiosYanomami e Yeâ¬ĢkuanaCUT-RRCUT solidária aos índiosYanomami e Yeâ¬ĢkuanaApós tomarem conhecimento da troca de comando no Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kuana (DSEI-Y), determinada pela Secretaria Especial de Atenção à Saúde Indígena,  as etnias Yanomami e Ye’kuana vêm se manifestando contra a tentativa de manipulação para ocupação cargo, avaliada por eles, sem critério técnico, apenas político.

 

Para expor a sua insatisfação os indígenas fizeram uma grande manifestação na manhã desta sexta-feira (20) em frente à sede da Funasa em Boa Vista, Roraima.

 

Com o apoio da CUT Estadual e do Sindicato dos Trabalhadores em Área Indígena no Estado de Roraima (Sintrain), os povos indígenas e os trabalhadores da região reivindicam a manutenção de Joana Claudete das Mercês Schuertz, que ocupa a gerência atualmente e há anos trabalha com saúde indígena, além da qualificação como Antropóloga, Técnica em enfermagem e Técnica em Laboratório.

 

“É uma questão de lógica. Joana é a pessoa mais qualificada, com competência e compromisso junto aos indígenas”, detalha Marcos Freitas, presidente do Sintrain.

 

Joana assumiu o DSEI-Y após a Operação Metástase, desencadeada pela Polícia Federal, onde foram presos 30 funcionários acusados de fraudarem licitações. Ela ocupa o cargo de forma substitutiva.

 

“Há uma banalização da corrupção em nosso Estado. Infelizmente, grupos ligados ao presidente da Funasa, Marcelo Lima Lopes e do senador Romero Jucá, querem enfiar goela abaixo a indicação de Andréia Maia Oliveira contrapondo a nossa recomendação, o que representa uma ameaça a saúde indígena. Por isso que colocaram Joana como substitutiva, facilitando na manobra posterior”, lamenta Freitas.

 

Em carta endereçada ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha e ao secretário Especial de Saúde Indígena (SESAI), Antônio Alves de Sousa, os Yanomami e Ye’kuana exigem que qualquer modificação feita em cargos de chefia que tenham impacto no atendimento de saúde passe por uma consulta dos povos envolvidos e interessados.

 

“Nós queremos também fortalecer a política dos Povos Indígenas na relação com política de atendimento de saúde, pois as decisões sobre as formas de atendimento têm que passar pelo respaldo dos povos Yanomami e Ye’kuana. Desta forma, atendendo as especificidades do atendimento a que temos direito pela Constituição Federal de 1988”, declaram os indígenas na carta.

 

Os Yanomami estão se manifestando nos estados de Roraima e Amazonas onde está localizada a população de aproximadamente 19.000 indígenas que dependem da política de atendimento de saúde nas áreas de atribuição do atendimento.

 

“A Secretaria desta forma continua ameaçando a saúde pública dos Yanomami e Ye’kuana, seja pela negligência no atendimento ou pela não consulta sobre as modificações na política de atendimento a saúde indígena, conforme as especificidades da legislação brasileira e de acordos internacionais ratificados pelo Brasil, como Convenção 169 da OIT”, declara os indígenas na Carta.

Título: Indígenas Yanomami e Ye?kuana rechaçam ingerência política na escolha da nova direção do Distrito Sanitário Especial de Saúde, Conteúdo: Após tomarem conhecimento da troca de comando no Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kuana (DSEI-Y), determinada pela Secretaria Especial de Atenção à Saúde Indígena,  as etnias Yanomami e Ye’kuana vêm se manifestando contra a tentativa de manipulação para ocupação cargo, avaliada por eles, sem critério técnico, apenas político.   Para expor a sua insatisfação os indígenas fizeram uma grande manifestação na manhã desta sexta-feira (20) em frente à sede da Funasa em Boa Vista, Roraima.   Com o apoio da CUT Estadual e do Sindicato dos Trabalhadores em Área Indígena no Estado de Roraima (Sintrain), os povos indígenas e os trabalhadores da região reivindicam a manutenção de Joana Claudete das Mercês Schuertz, que ocupa a gerência atualmente e há anos trabalha com saúde indígena, além da qualificação como Antropóloga, Técnica em enfermagem e Técnica em Laboratório.   “É uma questão de lógica. Joana é a pessoa mais qualificada, com competência e compromisso junto aos indígenas”, detalha Marcos Freitas, presidente do Sintrain.   Joana assumiu o DSEI-Y após a Operação Metástase, desencadeada pela Polícia Federal, onde foram presos 30 funcionários acusados de fraudarem licitações. Ela ocupa o cargo de forma substitutiva.   “Há uma banalização da corrupção em nosso Estado. Infelizmente, grupos ligados ao presidente da Funasa, Marcelo Lima Lopes e do senador Romero Jucá, querem enfiar goela abaixo a indicação de Andréia Maia Oliveira contrapondo a nossa recomendação, o que representa uma ameaça a saúde indígena. Por isso que colocaram Joana como substitutiva, facilitando na manobra posterior”, lamenta Freitas.   Em carta endereçada ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha e ao secretário Especial de Saúde Indígena (SESAI), Antônio Alves de Sousa, os Yanomami e Ye’kuana exigem que qualquer modificação feita em cargos de chefia que tenham impacto no atendimento de saúde passe por uma consulta dos povos envolvidos e interessados.   “Nós queremos também fortalecer a política dos Povos Indígenas na relação com política de atendimento de saúde, pois as decisões sobre as formas de atendimento têm que passar pelo respaldo dos povos Yanomami e Ye’kuana. Desta forma, atendendo as especificidades do atendimento a que temos direito pela Constituição Federal de 1988”, declaram os indígenas na carta.   Os Yanomami estão se manifestando nos estados de Roraima e Amazonas onde está localizada a população de aproximadamente 19.000 indígenas que dependem da política de atendimento de saúde nas áreas de atribuição do atendimento.   “A Secretaria desta forma continua ameaçando a saúde pública dos Yanomami e Ye’kuana, seja pela negligência no atendimento ou pela não consulta sobre as modificações na política de atendimento a saúde indígena, conforme as especificidades da legislação brasileira e de acordos internacionais ratificados pelo Brasil, como Convenção 169 da OIT”, declara os indígenas na Carta.



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