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Grupo LBR encaminha plano de recuperação judicial, fecha unidades e demite trabalhadores

Contac/CUT e Sindicatos da Alimentação articulam ações contra os desmandos e a má gestão em uma das maiores empresas de produtos lácteos

Escrito por: William Pedreira • Publicado em: 23/07/2014 - 17:36 Escrito por: William Pedreira Publicado em: 23/07/2014 - 17:36

Em fevereiro do ano passado, o Grupo LBR (Lácteos Brasil S/A), uma das maiores empresas privadas de produtos lácteos e com unidades espalhadas por algumas localidades do País, ajuizou um pedido de recuperação judicial.

Enquanto desenrola toda especulação em torno do futuro da empresa, os trabalhadores e suas famílias vêm sofrendo com os desmandos da atual gestão e a incerteza do processo.

Representantes da Contac/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação) e de Sindicatos CUTistas que representam os trabalhadores da LBR estiveram reunidos nesta quarta-feira (23) e relataram um cenário caótico.

Unidades foram fechadas e as que permanecem ativas diminuíram consideravelmente o número de postos de trabalho. Parte dos agricultores não está recebendo pela venda do leite, o que tem gerado um clima de instabilidade, sem contar o prejuízo imposto à economia dos municípios em que a empresa possui sede.

A Companhia surgiu do processo de falência da Parmalat. Criada em 2010, é fruto da fusão entre as fabricantes de leite e derivados Bom Gosto e LeitBom.

A operação contou com apoio do BNDES (Banco Nacional de DeSiderlei (de vermelho) critica atuação de especuladores no processo de recuperação judicial da LBRSiderlei (de vermelho) critica atuação de especuladores no processo de recuperação judicial da LBRsenvolvimento Econômico e Social) através de um aporte de R$ 700 milhões. Tal dinheiro foi utilizado, inclusive, para a compra de outras empresas no Brasil.

Ao assumir o controle da LBR, a atual gestão iniciou um processo de reestruturação que significou o fechamento de unidades e demissão de trabalhadores. Dos mais de seis mil trabalhadores que a empresa possuía inicialmente, menos da metade integram o quadro atual.

“É inadmissível que dinheiro público esteja financiando especuladores que compram e vendem empresas e sempre saem ganhando”, condenou Siderlei de Oliveira, presidente da Contac/CUT. “É mais um caso em que não houve contrapartida social e agora o que vemos é atraso nos salários, não pagamento de FGTS, redução drástica dos postos de trabalho”, disse o dirigente, ressaltando que apesar do processo de recuperação judicial e da dívida com o patrimônio público, o Grupo está com planos de montar uma empresa de laticínios no Uruguai.

Para ele, o processo de recuperação judicial da LBR é mais uma jogada que envolve laranjas e a ciranda especulativa. Entre os possíveis compradores existe uma empresa cujo capital é R$ 20 mil. Soa no mínimo estranho, já que a LBR, mesmo com todos os desmandos, possui patrimônio de aproximadamente R$ 740 milhões.

Agenda de luta - durante a reunião, os dirigentes discutiram ações para garantir os direitos dos trabalhadores e da comunidade local.

Neste momento em que as unidades da empresa estão sendo vendidas, os trabalhadores reivindicam uma reunião com o juiz responsável pelo processo para que se articule uma audiência imediata com os compradores e com as entidades representativas dos trabalhadores e, assim, seja firmado um compromisso com base nas reivindicações expostas pela categoria.

A agenda de luta engloba a manutenção dos postos de trabalho; que na análise da proposta de compra da unidade seja inserido o compromisso da compradora na geração de emprego, desenvolvimento regional e cumprimento do que é determinado pela legislação social, pelos acordos e convenções coletivas estabelecidos com os respectivos sindicatos dos trabalhadores das indústrias de alimentação, garantindo todos os direitos trabalhistas e não esquecendo da estabilidade dos trabalhadores que já a possuem; que a compradora assuma o compromisso de não fechar a empresa ou utilizá-la somente para especular; que a compra seja imediata, visto que algumas unidades estão praticamente sem condições de continuidade e com investimento para que as unidades possam manter e aumentar a produção garantindo as ocupações já existentes e gerando novos postos de trabalho.

Todos estes questionamentos constam em um documento assinado pelas entidades e que será divulgado posteriormente a imprensa. Foi deliberado também a convocação de um ato, ainda sem data e local definido.

Título: Grupo LBR encaminha plano de recuperação judicial, fecha unidades e demite trabalhadores, Conteúdo: Em fevereiro do ano passado, o Grupo LBR (Lácteos Brasil S/A), uma das maiores empresas privadas de produtos lácteos e com unidades espalhadas por algumas localidades do País, ajuizou um pedido de recuperação judicial. Enquanto desenrola toda especulação em torno do futuro da empresa, os trabalhadores e suas famílias vêm sofrendo com os desmandos da atual gestão e a incerteza do processo. Representantes da Contac/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação) e de Sindicatos CUTistas que representam os trabalhadores da LBR estiveram reunidos nesta quarta-feira (23) e relataram um cenário caótico. Unidades foram fechadas e as que permanecem ativas diminuíram consideravelmente o número de postos de trabalho. Parte dos agricultores não está recebendo pela venda do leite, o que tem gerado um clima de instabilidade, sem contar o prejuízo imposto à economia dos municípios em que a empresa possui sede. A Companhia surgiu do processo de falência da Parmalat. Criada em 2010, é fruto da fusão entre as fabricantes de leite e derivados Bom Gosto e LeitBom. A operação contou com apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) através de um aporte de R$ 700 milhões. Tal dinheiro foi utilizado, inclusive, para a compra de outras empresas no Brasil. Ao assumir o controle da LBR, a atual gestão iniciou um processo de reestruturação que significou o fechamento de unidades e demissão de trabalhadores. Dos mais de seis mil trabalhadores que a empresa possuía inicialmente, menos da metade integram o quadro atual. “É inadmissível que dinheiro público esteja financiando especuladores que compram e vendem empresas e sempre saem ganhando”, condenou Siderlei de Oliveira, presidente da Contac/CUT. “É mais um caso em que não houve contrapartida social e agora o que vemos é atraso nos salários, não pagamento de FGTS, redução drástica dos postos de trabalho”, disse o dirigente, ressaltando que apesar do processo de recuperação judicial e da dívida com o patrimônio público, o Grupo está com planos de montar uma empresa de laticínios no Uruguai. Para ele, o processo de recuperação judicial da LBR é mais uma jogada que envolve laranjas e a ciranda especulativa. Entre os possíveis compradores existe uma empresa cujo capital é R$ 20 mil. Soa no mínimo estranho, já que a LBR, mesmo com todos os desmandos, possui patrimônio de aproximadamente R$ 740 milhões. Agenda de luta - durante a reunião, os dirigentes discutiram ações para garantir os direitos dos trabalhadores e da comunidade local. Neste momento em que as unidades da empresa estão sendo vendidas, os trabalhadores reivindicam uma reunião com o juiz responsável pelo processo para que se articule uma audiência imediata com os compradores e com as entidades representativas dos trabalhadores e, assim, seja firmado um compromisso com base nas reivindicações expostas pela categoria. A agenda de luta engloba a manutenção dos postos de trabalho; que na análise da proposta de compra da unidade seja inserido o compromisso da compradora na geração de emprego, desenvolvimento regional e cumprimento do que é determinado pela legislação social, pelos acordos e convenções coletivas estabelecidos com os respectivos sindicatos dos trabalhadores das indústrias de alimentação, garantindo todos os direitos trabalhistas e não esquecendo da estabilidade dos trabalhadores que já a possuem; que a compradora assuma o compromisso de não fechar a empresa ou utilizá-la somente para especular; que a compra seja imediata, visto que algumas unidades estão praticamente sem condições de continuidade e com investimento para que as unidades possam manter e aumentar a produção garantindo as ocupações já existentes e gerando novos postos de trabalho. Todos estes questionamentos constam em um documento assinado pelas entidades e que será divulgado posteriormente a imprensa. Foi deliberado também a convocação de um ato, ainda sem data e local definido.



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