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Escola de Turismo e Hotelaria Canto da Ilha assina convênio com a prefeitura de Florianópolis

Parceria possibilitará a realização do Projeto de Educação de Jovens e Adultos na área de Gastronomia

Escrito por: Silvia Medeiros/CUT-SC • Publicado em: 16/12/2013 - 15:21 Escrito por: Silvia Medeiros/CUT-SC Publicado em: 16/12/2013 - 15:21
Escola de Turismo e Hotelaria Canto da Ilha assina convênio com a prefeitura de Florianópolis

“A possibilidade de realizarmos um sonho é o quemtorna a vida perfeita” - Paulo Freire

A Escola de Turismo e Hotelaria Canto da Ilha – CUT/ETCHI, localizada Cerimônia foi prestigiada pelos educadores e apoiadores da EscolaSilvia MedeirosCerimônia foi prestigiada pelos educadores e apoiadores da Escolaem Florianópolis (SC), firmou na última sexta-feira, dia 13, um convênio com a prefeitura local para oferecer o curso do Projeto de Educação de Jovens e Adultos na área de Gastronomia (Formação Integral Continuada – Proeja/FIC).

O curso é um projeto piloto e uma experiência pioneira na CUT que vem sendo construído desde a criação da Escola dos Trabalhadores, em 2003. “A educação dos trabalhadores não pode ser discutida de forma dissociada de sua realidade. Queremos que os trabalhadores sejam sujeitos do processo”, destacou a coordenadora pedagógica da escola, Rosana Miyashiro, que coloca também a importância do educador entender as dificuldades da classe trabalhadora que busca a escolarização. “Visto todas as dificuldades dos trabalhadores, com longas jornadas de trabalho, transporte público de péssima qualidade e salários baixos, precisamos enquanto educador nos desafiar para mantê-los animados para estudar e com vontade de voltar no dia seguinte”, salientou.

O curso de 1600 horas vai envolver a formação no ensino fundamental junto com o curso profissionalizante de gastronomia. “A escola fica numa cidade turística que tem a questão da gastronomia muito forte, além disso, descobrimos diversos trabalhadores das cozinhas de hotéis e restaurantes que não tem o ensino fundamental completo. Não queremos só a questão da empregabilidade, queremos uma apropriação de conhecimento por parte dos trabalhadores numa perspectiva de transformação social”, ressaltou Rosana.

De acordo com Daniel Berger, coordenador do Departamento da Educação de Jovens e Adultos de Florianópolis, somente na capital catarinense há quase 70 mil jovens e adultos que não possuem ensino fundamental completo. “Temos que trabalhar numa perspectiva de não infantilização do adulto, numa forma que repense o que significa a escola na vida daquele trabalhador e reconhecer os saberes adquiridos por ele, ao longo de sua trajetória de vida”, frisou Daniel.

O secretário de Formação da CUT Nacional e coordenador-geral da Escola, José Celestino Lourenço, esteve presente no ato de assinatura do convênio e ressaltou a importância deste projeto para a Central Única dos Trabalhadores. “Essa experiência é fruto do que nós vivenciamos em nossas lutas diárias. Ter uma escola com essa concepção de educação integral que considera o conhecimento que o indivíduo traz, só fortalece a construção de uma educação emancipadora em favor da classe trabalhadora”, destacou José Celestino.

Dez anos de história– Ao andar pelos corredores da Escola dos Trabalhadores percebe-se algo diferente do convencional: alunos são educandos e professores são educadores; as salas não são numeradas como as escolas tradicionais, elas são identificadas com nomes de grandes lutadores como: Simon Bolivar, Paulo Freire, Antônio Gramsci, Rosa Luxemburgo, Margarida Alves, Chico Mendes, Che Guevara, Zumbi dos Palmares e Olga Benário.

A grade curricular, não é uma grade que prende e segura os conhecimento das pessoas, são temas vistos pela ótica do trabalhador. Num curso de gastronomia, por exemplo, muito além de tratar sobre técnicas alimentícias, são apresentados eixos como as condições de trabalho e saúde do trabalhador, discussão do meio ambiente, utilização de agrotóxicos e até relações de gênero e raça.

A Escola dos Trabalhadores completou neste mês de dezembro dez anos de sua criação. O espaço foi criado pela CUT em 2003 e apresenta uma proposta diferente de educação em que os trabalhadores são sujeitos do processo de construção do conhecimento. “Num momento em que prevalece a mercantilização da vida, a proposta de Educação Integral visa combater o processo de desumanização dos homens e mulheres e a retomada da perspectiva de construção de uma nova sociedade, que celebre a vida e o desenvolvimento integral de todos”, destaca José Celestino.

A escola oferece três cursos de formação inicial continuada que são: Língua Espanhola – Comunicação e Cultura; Gastronomia e Identidade Cultural; Informática e Comunicação. Os cursos tem duração de quatro meses com 200 horas e certificado de conclusão. Além destes, a escola possui o Curso Técnico em Hospedagem.

Todos os cursos são oferecidos gratuitamente para a população, os educandos são escolhidos por um processo seletivo que faz uma avaliação socioeconômica. Com exceção do curso técnico, os outros não têm requisito de escolaridade, apenas ter mais de 18 anos.

Já foram formados mais de 4.900 trabalhadores na escola e de acordo com Rosana, não numa visão mercadológica, mas numa troca de saberes e num processo revolucionário que não visa dar respostas, mas sim ajudá-los a fazer perguntas e questionamentos para a sociedade.

Título: Escola de Turismo e Hotelaria Canto da Ilha assina convênio com a prefeitura de Florianópolis, Conteúdo: “A possibilidade de realizarmos um sonho é o quemtorna a vida perfeita” - Paulo Freire A Escola de Turismo e Hotelaria Canto da Ilha – CUT/ETCHI, localizada em Florianópolis (SC), firmou na última sexta-feira, dia 13, um convênio com a prefeitura local para oferecer o curso do Projeto de Educação de Jovens e Adultos na área de Gastronomia (Formação Integral Continuada – Proeja/FIC). O curso é um projeto piloto e uma experiência pioneira na CUT que vem sendo construído desde a criação da Escola dos Trabalhadores, em 2003. “A educação dos trabalhadores não pode ser discutida de forma dissociada de sua realidade. Queremos que os trabalhadores sejam sujeitos do processo”, destacou a coordenadora pedagógica da escola, Rosana Miyashiro, que coloca também a importância do educador entender as dificuldades da classe trabalhadora que busca a escolarização. “Visto todas as dificuldades dos trabalhadores, com longas jornadas de trabalho, transporte público de péssima qualidade e salários baixos, precisamos enquanto educador nos desafiar para mantê-los animados para estudar e com vontade de voltar no dia seguinte”, salientou. O curso de 1600 horas vai envolver a formação no ensino fundamental junto com o curso profissionalizante de gastronomia. “A escola fica numa cidade turística que tem a questão da gastronomia muito forte, além disso, descobrimos diversos trabalhadores das cozinhas de hotéis e restaurantes que não tem o ensino fundamental completo. Não queremos só a questão da empregabilidade, queremos uma apropriação de conhecimento por parte dos trabalhadores numa perspectiva de transformação social”, ressaltou Rosana. De acordo com Daniel Berger, coordenador do Departamento da Educação de Jovens e Adultos de Florianópolis, somente na capital catarinense há quase 70 mil jovens e adultos que não possuem ensino fundamental completo. “Temos que trabalhar numa perspectiva de não infantilização do adulto, numa forma que repense o que significa a escola na vida daquele trabalhador e reconhecer os saberes adquiridos por ele, ao longo de sua trajetória de vida”, frisou Daniel. O secretário de Formação da CUT Nacional e coordenador-geral da Escola, José Celestino Lourenço, esteve presente no ato de assinatura do convênio e ressaltou a importância deste projeto para a Central Única dos Trabalhadores. “Essa experiência é fruto do que nós vivenciamos em nossas lutas diárias. Ter uma escola com essa concepção de educação integral que considera o conhecimento que o indivíduo traz, só fortalece a construção de uma educação emancipadora em favor da classe trabalhadora”, destacou José Celestino. Dez anos de história– Ao andar pelos corredores da Escola dos Trabalhadores percebe-se algo diferente do convencional: alunos são educandos e professores são educadores; as salas não são numeradas como as escolas tradicionais, elas são identificadas com nomes de grandes lutadores como: Simon Bolivar, Paulo Freire, Antônio Gramsci, Rosa Luxemburgo, Margarida Alves, Chico Mendes, Che Guevara, Zumbi dos Palmares e Olga Benário. A grade curricular, não é uma grade que prende e segura os conhecimento das pessoas, são temas vistos pela ótica do trabalhador. Num curso de gastronomia, por exemplo, muito além de tratar sobre técnicas alimentícias, são apresentados eixos como as condições de trabalho e saúde do trabalhador, discussão do meio ambiente, utilização de agrotóxicos e até relações de gênero e raça. A Escola dos Trabalhadores completou neste mês de dezembro dez anos de sua criação. O espaço foi criado pela CUT em 2003 e apresenta uma proposta diferente de educação em que os trabalhadores são sujeitos do processo de construção do conhecimento. “Num momento em que prevalece a mercantilização da vida, a proposta de Educação Integral visa combater o processo de desumanização dos homens e mulheres e a retomada da perspectiva de construção de uma nova sociedade, que celebre a vida e o desenvolvimento integral de todos”, destaca José Celestino. A escola oferece três cursos de formação inicial continuada que são: Língua Espanhola – Comunicação e Cultura; Gastronomia e Identidade Cultural; Informática e Comunicação. Os cursos tem duração de quatro meses com 200 horas e certificado de conclusão. Além destes, a escola possui o Curso Técnico em Hospedagem. Todos os cursos são oferecidos gratuitamente para a população, os educandos são escolhidos por um processo seletivo que faz uma avaliação socioeconômica. Com exceção do curso técnico, os outros não têm requisito de escolaridade, apenas ter mais de 18 anos. Já foram formados mais de 4.900 trabalhadores na escola e de acordo com Rosana, não numa visão mercadológica, mas numa troca de saberes e num processo revolucionário que não visa dar respostas, mas sim ajudá-los a fazer perguntas e questionamentos para a sociedade.



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