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CUT no Fórum Social: não basta mudar o modelo de produção, é preciso distribuir renda, afirma secretário cutista

25/01/2012

Quintino destaca responsabilidade da classe trabalhadora na Rio+20 e na Conferência do trabalho decente

Escrito por: Luiz Carvalho, de Porto Alegre

 

Quintino: não adianta produzir sem degradar meio ambiente, se a desigualdade persistir
A CUT, as demais centrais sindicais brasileiras e organizações internacionais de trabalhadores estiveram na tarde desta quarta-feira na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul para abrir a primeira das duas mesas dedicadas ao mundo do trabalho no Fórum Social Temático (FST), em Porto Alegre. A segunda mesa acontece amanhã, também na sede do poder legislativo gaúcho.

A abertura dos debates que discutem primeira intervenção das mesas que a atuação do movimento sindical na Conferência das Nações Unidas Sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e ações para enfrentar a crise do capital ficou a cargo do prefeito de Porto Alegre e ex-dirigente da CUT-RS, José Fortunati.

Ao lembrar que desde a primeira edição do Fórum Social Mundial os movimentos organizados já alertavam sobre a crise eminente do sistema capitalista, responsável por ceifar empregos e reduzir as conquistas arrancadas pelos trabalhadores, ele também apontou a importância de o Brasil ter encontrado um caminho diferente daquele sempre indicado por instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI). “Mostramos que é possível enfrentar a crise com geração de emprego, renda e valorização do mundo do trabalho e que esse modelo é adequado”, citou Fortunati

Público acompanha intervenção dos sindicalistas na assembleia do Rio Grande do SulTrabalho decente também em pauta –O secretário Geral da CUT, Quintino Severo, foi além da Rio+20 e comentou a importância de os trabalhadores se preparem para enfrentar também o debate da Conferência do Trabalho Decente, que acontece ainda no primeiro semestre, em Brasília. “Teremos a oportunidade de apresentar propostas que realmente democratizem o mundo do trabalho no Brasil e as relações sindicais”, defendeu.

Para o dirigente, a discussão sobre o desenvolvimento sustentável está incompleta se não englobar a distribuição de renda. “Não adianta fabricar uma caneta sem degradar o meio ambiente, mas continuar acumulando riquezas nas mãos de poucos e explorando a classe trabalhadora.”

Ele criticou ainda o discurso das grandes potências contra as chamadas nações emergentes, entre as quais, o Brasil. “Não vamos aceitar que os imperialistas mantenham discurso de que fazem suas intervenções para preservar, quando essas ações são para roubar e concentrar as  riquezas para poucos. Sabemos muito bem que quando falam em preservar a água é igual fazem sobre o petróleo, para manter nas mãos de poucos. Não queremos que aqueles que já destruíram os seus países, e falo em especial da Europa e dos EUA, diga para nós que não podemos crescer porque precisamos preservar o meio ambiente. Temos que preservar sim e vamos lutar para isso, mas temos que ter o direito de também desenvolver, evidentemente, com sustentabilidade e responsabilidade sobre nosso solo e nosso povo.”

Claudio Augustin (com boné da CUT) lembrou que há muito ainda a avançarReiniciar o sistema
Representante dos trabalhadores na América Andina, Rosa Elena foi muito aplaudida ao alertar sobre as práticas antissindicais em todo o mundo. “Esse fórum deve discutir as várias crises que enfrentamos, do desemprego, da autonomia sindical e da perseguição aos sindicalistas por parte de patrões e governos que não discutem o contrato coletivo e prendem nossos companheiros e companheiras porque protestam. Estamos num momento de resistência e devemos trabalhar muito para avaliar nossos obstáculos e pontos fortes.”

Em sua intervenção, o coordenador das Centrais Sindicais do Uruguai, Hector Castellano, questionou se é possível um novo mundo sob o mesmo sistema. “É possível que haja justiça ambiental e social no capitalismo? Creio que não. Para nós, do movimento sindical uruguaio, o capitalismo não está em crise, é a crise. Devemos ser independente s de classe, mas não indiferentes aos problemas que acontecem em outros setores da sociedade”, explicou.

Ao final, o representante da CUT-RS na direção nacional, Cláudio Augustin, citou os avanços que ainda são um grande desafio para a classe trabalhadora. “Temos conquistas sociais sim, mas ainda uma alta taxa de juros, uma alta concentração de renda, somos campeões em acidentes de trabalho. Temos muito a crescer, porém, só com a luta conjunta será possível.”


 

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  • roberto da silva rocha em 30/01/2012 às 15:42
    crescimento: cuidado a bolha vai estourar antes de dividir tudo!
    Bolha Brasil: o apagão de conhecimento







    Estação Espacial Internacional




    Parabéns para o Brasil que o PT de Lula nos legou nestes dois mandatos gloriosos, onde os avanços nunca antes tidos na História do Brasil aconteceram pelas mãos de ninguém menos do que o representante legítimo do povão que chegou ao poder nunca antes na nossa elitista História nada gloriosa desde o Brasil Colônia.




    O que vou relatar aqui se insere naquela velha circunstância histórica em que séculos de desprezo pela nação nos legaram vícios da elite dominante que explorou o País, servindo-se muito bem dele e da nação para vangloriar-se na Europa, passear e curtir os ganhos-Brasil lá fora, nas estações de esquis, nos cafés, nos cassinos, falando fluentemente Francês, Inglês, Alemão, e envergonhadamente, o Português.




    A nossa elite sempre gostou de mandar seus filhos estudarem na Europa, agravando aqui no Brasil a idéia de que os títulos pós-graduados somente têm valor quando escritos em língua estrangeira, embora as nossas melhores universidades sigam à risca toda a bibliografia vinda do exterior, seus programas de treinamento são totalmente clonados das melhores universidades americanas e européias. Mas os títulos daqui não têm o mesmo valor segundo a nossa tradição.




    Esta elite que despreza o Brasil e os brasileiros, acostumada a se abastecer no exterior, despreza tudo que é nacional, nunca deu valor ao que aqui é e pode ser desenvolvido pelos caboclinhos brazucas.




    Esta elite agora pensa que pode comprar conhecimento tecnológico no exterior. Por isso tem encontrado enormes dificuldades para suprir as lacunas do Estado nesta nova fase que se apresenta o Brasil como ator político destacado no cenário das relações internacionais.




    Os baluartes do mundo da tecnologia investiram décadas de pesquisas, treinando gente, gastando tempo e dinheiro, espionando, copiando, patenteando invenções e desenvolvimento de invenções para obterem vantagens comparativas no mercado internacional, e em alguns casos, obterem a superioridade absoluta em certas tecnologias.




    A nossa elite, acanhada, quis guardar para si o acesso exclusivo ao conhecimento científico. Mas, ocorre que o conhecimento científico precisa de massa crítica para florescer. As pesquisas precisam de continuidade. A elite não dá conta sozinha de produzir e de reproduzir a competência intelectual, precisa da participação em massa da massa, do povão.




    A elite nunca sonhou em partilhar e compartilhar os seus privilégios de classe com o povão, seria um enorme risco retirar de seus dependentes a garantia da continuidade, dos privilegiados e preguiçosos descendentes.




    Mas, mesmo assim, fora oferecido ao Brasil compartilhar e desenvolver a sua própria pesquisa num projeto de maior importância para a humanidade: o consórcio da Estação Espacial Internacional. O que fez a nossa elite de estreiteza visionária? Recusou a oferta generosa. Tecnologia nunca se vendeu na história da humanidade! Vende-se tecnologia obsoleta. Tecnologia se cria ou se rouba!




    Mas, a nossa elite acostumada a ir às compras, na Europa, ainda acredita em se poder encontrar um supermercado de tecnologias à venda! Quanta ilusão!




    A nossa elite está esperando os “trouxas” desenvolverem a tecnologia lá na estação espacial para quando eles descerem de lá nos venderem aqui na Terra!




    Compra de aviões projeto FX




    Abriu-se uma licitação internacional para a compra de tecnologia avançada embarcada nos aviões militares de caça para a nossa gloriosa Força Aérea Brasileira – FAB.




    Este processo começou no governo Collor de Melo, atravessou o governo Itamar Franco, passou pelos dois mandatos do Presidente Fernando Henrique, e depois atravessou os dois mandatos do presidente Lula da Silva, e ainda aguarda no governo de Dilma Roussef.




    O que impede o processo ser concluído, em resumo? A transferência de tecnologia terá que fazer parte do pacote de venda dos aviões.




    Imagine que a nossa elite vive ainda acreditando que depois de toda a corrida espacial, da Guerra Fria, e de trilhões de dólares, francos e rublos os países idiotas vão nos vender a tecnologia desenvolvida durante quase 70 anos na aviação, eletrônica, processamento de sinais digitais, técnicas de construção, fórmulas de cálculos de engenharia para perfis aerodinâmicos de alto desempenho!




    Durante a década de 80, a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas projetaram a formação de cerca de 300 mil matemáticos por ano! Entre engenheiros, estatísticos, físicos e matemáticos para suportar a corrida tecnológica com o seu mais bem preparado adversário na Guerra Fria, os Estados Unidos da América do Norte!




    E o Brasil ficava deitado em berço esplêndido, subvalorizando os seus engenheiros, nem falar nos físicos que eram formados apenas para serem professores, juntamente com as levas de matemáticos, isto a uma taxa anual de alguns milhares, quando muito não passavam de 10 mil formados por ano, enquanto isso as nossas universidades continuam a despejar centenas de milhares de médicos e de advogados na maior advocracia do mundo, perdendo em número de advogados por habitante apenas para o Japão.




    Advogados e médicos não constroem e projetam submarinos atômicos, aviões de caça avançados, programas de computadores militares estratégicos, computadores, chips de computadores e tecnologia de ponta.




    Assim, ficamos no papel de quem espera Godot chegar e ele nunca chega para nos vender a tecnologia. E também não corremos atrás do tempo perdido na criação de cérebros preparados para não somente criar tecnologia, mas até para copiar tecnologia se precisa de técnicos preparados para compreendê-la e depreende-la na engenharia reversa.




    Alguém precisa dizer aos nossos governantes que tecnologia se conquista ou se rouba!




    Seja como for, o Brasil não irá a lugar algum apenas pensando em pequenas aquisições condicionadas a uma improvável e fantasiosa transferência de tecnologia. Somente alcançará seus objetivos se abrir os olhos para reais parcerias de desenvolvimento, caminhando aí sim para obter tecnologia própria no futuro.




    Talvez eles acordem para a realidade de que a tecnologia traduz a cultura de uma civilização que vai ali codificada no seu modo particular de perceber a realidade, são maneiras particulares de relação com a ciência. O computador japonês é diferente do chinês, que é diferente do americano, que é diferente do russo, que é diferente do polonês, que é diferente do alemão; a tecnologia reflete não apenas o grau de desenvolvimento do conhecimento senão a forma particular de fazê-lo. Não se copia a cultura. A cultura sempre é amalgamada quando entra em contato com outras culturas diferentes, nunca sai ilesa da interferência de outra cultura da qual entra em contato. Ambas se modificam. Tecnologia é cultura.




    A cultura é um fenômeno desconhecido e misterioso. A cultura não pode ser anulada, transferida, censurada ou ensinada. Cultura não desaparece, nem surge do nada. Ditadores sonham que um dia, uma vez, podem submeter um povo ao seu domínio através da sua perspectiva cultural.




    Não tem sido assim na História da humanidade. O dominador é o dominado, e o dominado é o dominante.




    Assim, o capoeirista poderia ser preso praticando a sua arte marcial, antes da sociedade desistir de domá-la; mas, o Estado e a sociedade não assimilaram a lição. Perseguiram e estigmatizaram pela criminalização e pela exclusão social os primeiros sambistas, os cabeludos, os barbudos, os rockeiros, os hippies, a feijoada, o bikini, a minissaia, a guitarra-elétrica, os artistas populares, o forró, tudo, antes de virar "chique" e ser transformado pela fusão cultural.




    Este processo contínuo de transformação que termina na aceitação, não sem antes modificar os ingredientes da cultura insurgente modificando-a através de uma nova síntese, num processo dialético contínuo de reconstrução.




    A cultura é uma criação anônima e coletiva. É a ponta do iceberg de subculturas que vão se amalgamando e consolidando à medida que recebe reforços sociais construtivos e destrutivos, incentivos e discriminações.




    Nenhum professor sai ileso de uma sala de aula. É melhor não entrar nela quem pensa que vai ensinar alguma coisa aos seus discípulos. O professor e o aluno saem da sala de aula transformados, trocaram experiências sensitivas e cognitivas sem a consciência do processo lento e vigoroso.




    A engenharia social consiste em misturar as experiências de etnias e culturas para forjar o novo. Assim como a América não se transformou na Nova-Europa, com a migração dos britânicos e dos germânicos protestantes, uma nova civilização diferente ali se construiu. E assim vai se construindo uma nova civilização contra a vontade dos israelenses no Oriente médio, porque será inevitável que as duas culturas, ou as muitas culturas árabes, ocidental, judia, cristã, muçulmana, fenícia já estarão produzindo as suas variantes de novos islamismos, judaísmos, cristianismos sem que os seus protagonistas o percebam ou o desejem.




    Nós do Ocidente não percebemos o quanto o judaísmo nos marcou. Quando acordamos aos domingos e ao invés de irmos trabalhar ou formos para a escola tudo pára: é o costume judaico que nos obriga a guardar e separar o dia de domingo. O costume da monogamia, a supervalorização do dogma da virgindade, e, assim, sem o percebemos foram introjetados no nosso modo de vida elementos culturais alienígenas, mesclados e transformados, alguns destes elementos vão parar nas nossas leis, outros não escritos como guardar o domingo e a virgindade, mesmo não escritos têm enorme importância tanto ou mais do que as normas formais.




    Assim, o silvícola domou e domesticou o jesuíta, ensinou-o a gostar do fumo, de tomar banho, a amar e reverenciar a natureza, comer tomate, batata, mandioca, chocolate, o jesuíta que pensou estar interferindo ou destruindo a subcultura inferior não percebeu que foi contaminado por algo que julgava inferior e inútil.




    Max Holster e a Embraer




    A empresa brasileira Embraer tornou-se hoje um paradigma de como o Estado Brasileiro quando investe em formação e tecnologia apresenta resultados equiparados aos mais altos níveis universais.




    Os militares nos anos 60 criaram a instituições certas para darem o salto tecnológico que resultou na criação do maior sucesso do complexo educacional-tecnológico-empresarial do Brasil, até então.




    Primeiro criaram os instituições de ensino de primeiro nível, com a criação do Instituto Militar de Engenharia - IME, do Instituto de Tecnologia Aeronáutica - ITA, instituições de ensino. Criaram institutos de tecnologia e pesquisa como Centro Técnológico Aeronáutico – CTA, Instituto de Pesquisa da Marinha – IPEM, assim estavam formadas as bases para o surgimento da Embraer.




    Para criarem o seu primeiro produto, o ITA contratou o engenheiro francês especialista em estrutura de aviões Max Holster, e firmou um convênio para a utilização de supercomputadores da NASA para efetuarem os delicados e complexos cálculos de engenharia aerodinâmica do projeto de seu primeiro produto que foi a aeronave batizada de Bandeirante.




    Sem a participação de Max o projeto certamente seria um fracasso. Outras idéias mirabolantes e nada práticas foram descartadas sob o comando técnico de Max e do major Ozires Silva, o primeiro diretor da Embraer.




    Max Holster trouxe o conhecimento avançado que faltava para introduzir no projeto do Bandeirante, e com a sua participação chave projetou a Embraer como uma empresa competente, e firmou o nome do Brasil dentre os três maiores e mais importantes fabricantes mundiais de aviões.




    Mas, não fabricamos ainda os motores turbojatos, nem os aviônicos das aeronaves. Como queremos ser líderes em fabricação de aeronaves? Faltou algo na lição de casa. Se tivéssemos nos dedicado a estes setores certamente que o Brasil não estaria de pires nas mãos com o projeto FX encalhado nas docas da tecnologia que deixou de ser desenvolvida a tempo.




    A religião católica




    O fator cultural do Brasil rebate em uma das bases de nossa formação que é a religião predominante que segundo Sérgio Buarque de Holanda, marca profundamente o modo de ser e de pensar da nossa civilização brasileira.




    Em sua teoria sobre o desenvolvimento e o capitalismo o sociólogo alemão Max Weber associou o sistema capitalista ao espírito protestante e o seu jeito de ser.




    Sem maiores preâmbulos, e estendendo a tese de Weber sobre o espírito religioso e a sua influência no comportamento social, econômico e político de uma nação, adicionaríamos, com a vênia de Weber o espírito confucionista e o budista aos requisitos religiosos dos países vitoriosos no capitalismo.




    Os países católicos desenvolvidos estão alguns degraus abaixo do desenvolvimento capitalista mundial. Todos os países subdesenvolvidos ou são muçulmanos ou são católicos,segundo Weber.




    Esta é uma relação complicada, complexa e não muito clara entre a religião e o desenvolvimento social e econômico, mas ela nos estimula a pensar se realmente existe esta relação direta entre certas religiões e o desenvolvimento capitalista.




    Produção de chips de microprocessadores




    Os países de ponta já dominaram e domaram as técnicas de difusão de pastilhas de microprocessadores em seu ciclo completo. Nenhuma potência mundial depende desta tecnologia.




    O Japão fez a lição de casa e até nos ensinou como obteve esta tecnologia. Fez um filme documentando como foi que roubou esta tecnologia dos laboratórios da Intel nos EUA, logo após a descoberta do chip de computador pelo Dr. Noyce.




    Mas estavam preparados para isto. Nesta fase o Brasil dava passos largos para obter a sua tecnologia de chip. Aí então veio o governo collorido e matou as pesquisas avançadas em andamento no Brasil tirando a irrigação de verbas, extinguiu empresas de pesquisa, desbaratou grupos de pesquisa e abriu as portas do mercado brasileiro extinguindo a reserva de mercado de informática, coisa que os EUA mantém até hoje através do American Buy Act que garante a reserva de mercado de tecnologia para as empresas americanas, como se viu recentemente na última tentativa da venda de aviões Tucano da Embraer para as forças armadas dos EUA, barradas por uma concorrente americana, mesmo depois de anunciado o resultado da concorrência internacional onde a Embraer sagrou-se a vencedora.




    Não é preciso dizer que o domínio da microeletrônica é o passaporte para tudo que vier daqui pra frente. Mas, perdemos o bonde desta história.




    Indústria automobilística nacional




    Nenhuma potência está ausente do mercado de fabricação de automóveis sem a sua própria indústria nacional de automóveis.




    Não se sabe a relação direta que isto tem a ver com o fato de ser potência mundial, mas, nenhumas das potências mundiais apresenta esta ausência. Assim como todas as potências mundiais possuem as suas marcas nacionais de automóveis, nenhuma delas deixou de apresentar um programa de lançamento e construção de naves e lançadores espaciais de satélites artificiais e tripulados.




    Dominar a tecnologia espacial e automobilística virou uma referência para ser uma superpotência.




    Nenhuma delas prescinde do domínio do processo do controle completo do ciclo da energia nuclear.




    Diante destes símbolos, como o Brasil vai estar presente sendo diferente, embora pareça ser mera questão de status?




    A explicação é que a pesquisa espacial, o domínio da energia atômica é o certificado de qualidade de um rigoroso e competente sistema de domínio das bases de conhecimentos completas de todos os ramos da tecnologia.




    Um submarino nuclear é o artefato tecnológico mais complexo jamais construído pela tecnologia humana, a seguir em nível de complexidade tecnológica vem os engenhos espaciais.




    Sem esta certificação não adianta posar de parceiro e ombrear os líderes mundiais em tecnologia.




    Ensino e pesquisa: o apagão




    O Brasil não vai ser a potência mundial que se anuncia.




    Estamos vivendo um apagão de preparação na educação que se comunica com a tecnologia ausente, e este apagão vai estourar a bolha de desenvolvimento que nos movimenta para ocupar os primeiros lugares em desenvolvimento econômico mundial.




    Infelizmente este momento está bem próximo. A nossa defasagem tecnológica, educacional vai implodir todo este esforço que colocou o País na aparente vanguarda da economia mundial nestes últimos 10 anos.




    Não é a economia quem vai nos explodir, ao contrário do que aconteceu em 2008 nos EUA: o que vai nos explodir é a educação.




    Vivemos um gap de educação que não se vai resolver nem que o governo brasileiro invista 100% do PIB nos próximos dez anos, continuamente.




    Faltariam professores, universidades, alunos vestibulandos, material didático, pedagogia, incentivos aos alunos para estudarem engenharia ao invés de correrem para os cursos de medicina e de direito.




    Todos os países que foram ou são potências mundiais nunca desprezaram a educação e a tecnologia. Não será o nosso País a única exceção. Seria pura fantasia esperar que pudéssemos manter a competitividade com a Índia, que lidera na ciência da Matemática, em programas de computadores, Astronáutica, Engenharias, como a Rússia que lidera em conhecimento tecnológico em todas as áreas de conhecimento básico como Química, Astronáutica, Matemática, Engenharia Naval, Engenharia Aeronáutica, Engenharia Eletrônica, Engenharia Civil, Medicina, Biologia, Estatística, a China domina as Engenharias, Matemática, Química, Astronáutica, Computação, Metalurgia, e o Brasil: dominando o Direito, Relações Internacionais, a melhor diplomacia do mundo, Novelas de TV, Carnaval, Futebol e Astrologia!
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