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Trabalhadores entregam Carta Compromisso a Mercadante

02/09/2010

Ato em São Paulo reúne 5.000 contra política tucana de desmonte do Estado

Escrito por: Leonardo Severo e Tatiana Melim

Cerca de 5.000 liderançAdi dos Santos Lima, presidente da CUT-SP, entrega documento a Mercadanteas sindicais de todas as centrais entregaram nesta quinta-feira (2), durante ato no Clube Juventus, na capital paulista, uma Carta Compromisso ao candidato Aloizio Mercadante, em que apresentaram propostas concretas de enfrentamento ao pesadelo neoliberal que aterroriza o Estado há 16 anos, com os sucessivos desgovernos tucanos. Particularmente no último período, alerta o documento, com uma administração em completo “descompasso com o Brasil”.

“A classe trabalhadora está aqui dando o seu recado contra os que converteram São Paulo no Estado da privatização, do pedágio e da paulada nos movimentos sociais”, declarou o presidente nacional da CUT, Artur Henrique, frisando a representatividade da manifestação que contou com a presença de todas as centrais. Na oportunidade, Artur também reiterou o papel da unidade e da mobilização dos sindicalistas para impedir qualquer retrocesso no plano nacional, já que “alguns estão tentando criar factóides contra a democracia, contra eleições limpas e democráticas, para impedir a continuidade das mudanças expressas na candidatura de Dilma Rousseff”. Da mesma forma que os movimentos populares impediraArtur Henrique, presidente nacional da CUT: Unidade das centrais é fundamental para consolidar os avançosm o golpe da direita e sua mídia contra o governo do presidente Lula há alguns anos, frisou Artur, hoje o espírito democrático fala mais alto, fazendo ecoar o “mexeu com Dilma, mexeu comigo”.

A Carta Compromisso, entregue a Mercadante pelas mãos do presidente estadual da CUT/SP, Adi dos Santos Lima, expressa as propostas lastreadas na Agenda da Classe Trabalhadora, construída pelas Centrais, e aprovada no estádio do Pacaembu, por 25 mil homens e mulheres no dia 1º de junho. Entre as prioridades elencadas estão: Crescimento com distribuição de renda e fortalecimento do mercado interno; Valorização do trabalho decente com igualdade e inclusão social; Estado como indutor do desenvolvimento socioeconômico e ambiental; Democracia com efetiva participação popular; Soberania e integração internacional; Direitos Sindicais e Negociação Coletiva. 

Militância cutista teve papel destacado na mobilizaçãoDe acordo com as centrais, no Estado de São Paulo se organizam as forças mais conservadoras que trabalham contra as mudanças que estão em curso no Brasil, o que implica num nível maior de envolvimento dos sindicalistas na disputa política e ideológica contra o retrocesso. “Privatizações, terceirizações, pedágios e sucateamento da máquina pública, entre outras, foram políticas implantadas, cujo resultado tem sido a piora nos serviços prestados à população, sobretudo para os de menor renda, com progressiva deterioração da educação e dos serviços de saúde e na crescente perda de dinamismo econômico do estado”, denuncia o documento.

Conforme sublinharam unitariamente CUT, Força, CGTB, CTB e Nova Central, “São Paulo pode e deve ser protagonista do desenvolvimento com soberania, democracia e valorização do trabalho, com base na renovação das suas estruturas produtivas, fortalecendo o desenvolvimento regional, com políticas que promovam a justiça social e a geração de emprego e renda, atuando como provedor de serviços públicos universais e de qualidade, com bases sociais e ambientais sustentáveis”.

Para além das denúncias e reivindicações e da luta cotidiana pela defesa dos interesses dos trabalhadores/as, ressalta o documento, “afirmamos nossa disposição para o diálogo democrático e para a dimensão protagonista e propositiva do movimento sindical”. 

Representando a candidata Dilma Rousseff, Clara Ant resgatou a trajetória de vida de Mercadante, bem como seu compromisso com a classe trabalhadora na luta por melhores condições de vida. “Dilma mandou um recado: se São Paulo seguir o mesmo caminho do projeto que vem sendo construído pelo governo Lula, imagina o que será deste Brasil”, acrescentou.

Ao concluir o ato, Aloizio Mercadante ressaltou que tem suas raízes no movimento sindical, onde aprimorou sua militância na luta pela redemocratização do país e contra a carestia, frisando que a simples retirada de 25 milhões de homens e mulheres da linha da pobreza por si só já seria uma grande obra realizada pelo governo Lula. O candidato reforçou sua identidade com as propostas apresentadas pelos trabalhadores e enfatizou que estará ao lado de Dilma, como esteve com Lula, para fazer com que os novos ares que sopram no Brasil também arejem o Estado de São Paulo, ainda governado para uma pequena elite, prejudicando a grande maioria. Mercadante sublinhou a relevância da educação pública para a superação das imensas desigualdades que ainda existem no Estado: “a aprovação automática assassinou o direito dos estudantes a uma escola de qualidade, pois deixaram de ser avaliados, predominando uma visão elitista, onde os professores não são tratados com dignidade, mas com borrachada e arrocho salarial. Eles estão remando contra, na linha oposta a que Lula está construindo no Brasil, contra a direção que Dilma vai imprimir”.

Compareceram ao evento os candidatos ao Senado Marta Suplicy e Netinho de Paula, que também se manifestaram em apoio à Carta Compromisso, reiterando a identidade com as bandeiras de luta pelo desenvolvimento com valorização de renda, redução da jornada sem redução de salário, entre outras.           

       

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