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18/02/2010
Às 18 horas de
quinta-feira, 11 de fevereiro, quatro homens vestidos de negro invadiram à
força a casa de Porfírio Ponce, vice-presidente do Sindicato de Trabalhadores da
Indústria de Bebida y Similares (STIBYS), organização filiada à União
Internacional dos Trabalhadores na Alimentação (UITA) e integrante ativa da
Resistência contra o golpe em Honduras.
Após terem vasculhado todos os quartos, os invasores levaram um computador que continha informações sobre as atividades do Sindicato e da Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP).
Contatado via telefônica, Ponce denunciou que as pessoas que invadiram sua casa, arrombaram porta e janelas sem mostrar nenhum temor, mesmo tendo sido vistas pelos vizinhos que comunicaram no ato à polícia e ao sindicalista.
“Revistaram todos os quartos e levaram tão somente um computador onde guardava muita informação. Pela maneira que atuaram, não há a menor dúvida de que se trata de uma ação de ameaça perpetrada por membros dos corpos repressivos do Estado”, declarou o sindicalista. “Ainda que soubessem que os vizinhos já haviam chamado a Polícia, saíram tranquilamente pela porta, sem nenhuma pressa e levando somente o computador”, acrescentou Porfírio.
O presidente do STIBYS, Carlos H. Reyes, condenou formalmente ao vice-ministro da Segurança, Armando Calidonio, mais esta ação intimidatória e de perseguição política contra ativistas e dirigentes da Resistência.
“Denunciamos ante à nação e à comunidade internacional mais esta tentativa de intimidação e vamos redobrar as medidas de segurança, sem renunciar à luta”, concluiu Ponce.
Conforme os sindicalistas, o que ocorreu a Porfírio se soma à longa lista de repressão sistemática e violação aos direitos humanos ocorridos durante estas primeiras semanas do desgoverno de Porfirio Lobo Sosa.
No dia 2 de fevereiro foram sequestrados Manuel de Jesús Murillo e Ricardo Vázquez, dois cinegrafistas que trabalharam na Casa Presidencial durante o governo de Manuel Zelaya e que participaram ativamente nas marchas da Resistência. Dois homens vestidos de civil, com armas 9 milímetros e carros com placas da Secretaria de Segurança, os renderam e os levaram a uma casa onde fortam interrogados e brutalmente torturados.
No dia 3 de fevereiro foi encontrado o corpo de Vanessa Yaneth Zepeda Alonso, de 29 anos, militante ativa da Frente de Resistência e do Sindicato de Trabalhadores do Instituto Hondurenho de Seguridade Social (SITRAIHSS).
Segundo inúmeras testemunhas, a jovem foi jogada já sem vida de um veículo, após ter desaparecido no dia anterior. Vanessa havia denunciado constantes ameaças recebidas por meio de mensagens escritas e perseguições movidas pela administração no local onde trabalhava.
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