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25/02/2010
Depois de rejeitar a nova proposta apresentada na terça-feira (23) pelos secretários Paulo Schimidt (recursos humanos) e Rui Hara (governo), os guardas municipais de Curitiba fizeram mais uma passeata pela ruas da cidade. Desta vez a concentração foi na frente das escadarias do prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na Praça Santos Andrade.
Na quarta-feira (24) o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) aceitou o agravo de instrumento movido pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) e garantiu o direito à greve. No entanto, a decisão afirma que o sindicato deve manter 70% do efetivo trabalhando.
Uma decisão anterior da 3ª Vara da Fazenda Pública determinava que os guardas municipais não interrompessem a prestação de serviços e que mantivessem 100% do efetivo trabalhando. “A decisão [do Tribunal de Justiça] mostrou que a greve é legal”, disse Irene Rodrigues dos Santos, secretária de assuntos jurídicos do Sismuc.
A Guarda
Municipal reivindica piso salarial de R$ 1,3 mil, mais o adicional de risco.
Atualmente a remuneração base é de R$ 710,00 mais a gratificação de 50%, o que
representa um salário de R$ 1.066,00. Ainda durante a reunião, a comissão de
representação dos trabalhadores propôs um reajuste parcelado em três vezes para
atingir o salário-base pleiteado. A primeira parcela seria de 15% em abril
deste ano, 20% em abril do ano que vem e mais 20% em abril de 2012, além da
correção da inflação. Os secretários receberam a proposta, mas demonstraram
intransigência. Uma nova reunião de negociação é aguardada para a tarde desta
quarta-feira.
Não quero ser defunto!
Mais segurança para os guardas municipais também é um dos eixos da greve. Em 2009, quatro trabalhadores morreram em apenas cinco meses por motivos relacionados à profissão. Esses fatos expuseram um problema greve no serviço público municipal: o risco do trabalho potencializado pela falta de condições adequadas para o exercício profissional.
Em novembro do ano passado, a categoria realizou um dia de paralisação em
protesto contra as mortes de companheiros de trabalho. A palavra de ordem era
“Perca um dia, mas não perca a vida!”.
CUT na luta
Questionada sobre a participação da CUT na greve, a presidente do Sismuc, Marcela Alves Bomfim, qualificou a intervenção da Central como positiva. “A CUT tem nos apoiado com toda a infraestrutura possível. O presidente da CUT-PR esteve em nossa mobilização e declarou total apoio à nossa greve”, destacou.
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