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04/03/2010
Durante esta quarta-feira
(3), dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Vestuário (CNTV)
e da Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul participaram de
inúmeras audiências em Brasília para entregar documento que defende a posição
da CUT de defesa da prorrogação da sobretaxa do calçado chinês com a garantia
de contrapartidas sociais.
De acordo com a presidenta da CNTV, Cida Trajano, a manutenção da sobretaxa, bem como a ampliação das alíquotas são uma necessidade para a continuidade da própria existência do setor, mas é preciso também garantir que esta ação venha acompanhada de contrapartidas sociais em benefício dos trabalhadores. Além da manutenção dos empregos, frisou Cida, é necessário que os empresários se comprometam com o trabalho decente, pondo fim à precarização, à terceirização e às condições insalubres que infestam muitos ambientes pelo país. A distribuição de renda com o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o compromisso com o Piso Regional, acrescentou a dirigente, também são pontos fundamentais que os trabalhadores querem ver incluídos na negociação.
Ao abordar especificamente a audiência com a Casa Civil da Presidência da República, Cida avaliou que foi “muito proveitosa e importante, pois o governo demonstrou ser favorável à sobretaxa, reconhecendo na medida um passo importante para a manutenção dos empregos e em favor do crescimento do setor”. Para a presidenta da CNTV a série de encontros realizados em Brasília aponta para “o começo do diálogo rumo a uma negociação tripartite que, envolvendo trabalhadores, empresários e governos, defenda os interesses do Ramo”.
O presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski; o presidente da Federação dos Sapateiros, João Batista Xavier da Silva; e o diretor estadual da CUT-RS, Marcelo Carlini, além de alguns prefeitos da Região do Vale dos Sinos, fizeram parte da comitiva gaúcha - organizada pela CUT-RS - que foi a Brasília.
Além da Casa Civil, foram realizadas audiências no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Câmara do Comércio Exterior (CAMEX), Ministério da Fazenda, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e no Ministério de Relações Exteriores.
Para Woyciechowski, mais do que um caráter econômico, a sobretaxa tem um caráter humanitário, já que a produção de calçados na China é precária e “condições de vida para os trabalhadores é fundamental, aqui ou em qualquer lugar”. O líder cutista afirmou que a Central defende que a sobretaxa se estenda para toda indústria têxtil.
A expectativa é de que os secretários executivos dos Ministérios que compõem a Câmara do Comércio Exterior votem, de maneira unânime, pela permanência da sobretaxa do calçado chinês.
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