CUT NACIONAL > LISTAR NOTÍCIAS > DESTAQUE CENTRAL > CEMIG CHAMA PM PARA INTIMIDAR DIRIGENTES DO SINDIELETRO-MG
02/07/2012
Não satisfeita em perseguir e demitir trabalhadores, a Cemig abusa das práticas antissindicais e tenta intimidar dirigentes sindicais na empresa com o uso de segurança particular e da Polícia Militar. Na manhã da última sexta-feira (29), a direção da empresa tentou impedir o secretário-geral da CUT-MG e coordenador do Sindieletro-MG, Jairo Nogueira Filho, de participar de uma assembleia setorial na sede da companhia. Seguranças, alegando que o dirigente havia pulado uma catraca, chamaram a PM. Antes, eles tentaram também pressionar o diretor de base Moisés Acorrone. Os dirigentes do Sindieletro-MG não se intimidaram e se recusaram a deixar as dependências da empresa. Acorrone registrou ocorrência de ameaça velada contra os seguranças da empresa na delegacia do Edifício JK.
Avisados pelo Sindieletro-MG, a presidenta da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, e o secretário de Administração e Finanças da Central e diretor do Sind-Saúde/MG, Reginaldo Tomaz de Jesus, estiveram na sede da Cemig para prestar solidariedade aos dirigentes do Sindieletro-MG.
“Inicialmente, pediram para retirar as caixas de som. Durante a assembleia setorial, um segurança ficou fotografando, em outra tentativa de intimidar os trabalhadores. Depois, outro segurança ameaçou o Acorrone, dizendo: ‘com você eu converso lá fora’. Daí, eles chamaram a Polícia Militar, dizendo que nós teríamos invadido a Cemig, pulando a roleta. Não faríamos nunca isso, pois somos trabalhadores da Cemig e temos crachás que dão acesso à empresa. Um policial e um cabo pediram para que nos identificássemos, nós nos negamos fazer isso, porque nós estamos no nosso local de trabalho. Ameaçaram nos prender e acionamos o jurídico e os policiais foram embora”, contou Jairo Nogueira.
O secretário-geral da CUT-MG e coordenador do Sindieletro disse que a ação truculenta durante uma assembleia setorial aconteceu pela primeira vez. “A Polícia Militar já invadiu a Cemig uma vez, mas nunca houve problema nas reuniões setoriais. Isso mostra claramente como o aparato de segurança pública, a serviço de um governo autoritário, é eficiente para reprimir trabalhadores e trabalhadoras, como aconteceu durante a manifestação da ArcelorMittal. Gostaria de ver tanta rapidez se fosse para socorrer uma vítima de assalto, por exemplo.”
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