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CUT PRESTA SOLIDARIEDADE À POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO
CUT presta solidariedade à Polícia Civil de São Paulo
17/10/2008
“A responsabilidade é do governo do estado que se nega a dialogar com os trabalhadores”, afirma Artur
O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Artur Henrique, participou na tarde desta sexta-feira (17) de uma coletiva à imprensa que denunciou a ação truculenta do governo do estado de São Paulo, por meio da Polícia Militar, contra trabalhadores da Polícia Civil, ocorrida na quinta-feira (16), durante manifestação da categoria por reajuste salarial. O confronto resultou em 24 pessoas feridas. "A responsabilidade é do governo do estado que se nega a dialogar com os trabalhadores. A mesma história se repete com a saúde e a educação. O que assistimos foi a transferência de responsabilidade de José Serra que usou o movimento sindical como desculpa. Por isso viemos aqui demonstrar nosso apoio aos trabalhadores da segurança pública de São Paulo, enfatizou Artur Henrique.
O presidente estadual da CUT, Edílson de Paula, ressaltou o papel do funcionalismo público de servir à população. "A forma como ele trata os servidores públicos mostra a visão que tem do povo paulista. Ao não aceitar conversar sobre a melhoria das condições de trabalho, demonstra que não respeita os paulistas e não se importa com a qualidade dos serviços públicos", defendeu.
Os representantes de outras centrais sindicais - Força Sindical, CGTB, NCST, UGT e CTB - também repudiaram a ação e se mostraram perplexos com tamanho desrespeito por parte do governo estadual.
O presidente do Sindicato dos Investigadores da Policia do Estado de São Paulo, João Batista Rebouças Neto, definiu como lamentável o confronto com a Polícia Militar e disse que no dia 29 haverá uma paralisação de duas horas em solidariedade aos policiais civis de todo o Brasil.
"Ao contrário do que afirmou José Serra à imprensa, nossa manifestação não é política e nem quer aproveitar o período eleitoral. A nossa terceira greve quer apenas o reajuste salarial e infra-estrutura para a categoria, que está há 14 anos sem uma reposição digna. Tentamos uma negociação desde janeiro e o que ele nos ofereceu é ridículo – sobre o meu salário, por exemplo, são 23 reais. José Serra não se deu ao trabalho de receber nossa comissão, ele mandou a polícia militar o representar", desabafou.