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19/03/2010
Os trabalhadores em educação da rede estadual de ensino, em greve desde o dia 11 de março, fizeram na quarta-feira (17) uma das maiores manifestações públicas desde o início do movimento.
Após se concentrarem em frente à Assembléia Legislativa, os grevistas seguiram em passeata pelas ruas do centro da Capital até o prédio do Shopping Cidadão.
Utilizando dois carros de som e portando faixas e cartazes, milhares de professores e funcionários de escolas promoveram um ato público em plena Avenida 7 de Setembro, onde deram uma “aula de cidadania”.
A manifestação desta quarta-feira contou com a participação de caravanas de várias regiões do Estado.
A greve completa uma semana com a adesão de mais de 80% dos trabalhadores em educação em todo o Estado.
Os grevistas estão revoltados com o governador Ivo Cassol que, em vez de dialogar para buscar um entendimento, promove ameaças e repressão. Em praticamente todas as escolas foram registradas pressões para que os trabalhadores não aderissem à greve.
Entretanto, a revolta é tão grande que a categoria já não suporta mais o salário de miséria que é pago.
Comissão de deputados
Após uma audiência da direção do Sintero com o presidente da Assembléia Legislativa, Neodi Carlos, foi constituída uma comissão de deputados estaduais para intermediar uma negociação com o governador.
Já está provado que o estado tem recursos, que o governo possui margem na folha de pagamento, já que pode comprometer até 49% das receitas com folha de pagamento. Hoje a folha do Estado ocupa apenas 30% da arrecadação.
Os trabalhadores em educação acumulam perdas salariais de quase 25 somente na administração do governador Ivo Cassol. Os salários tanto de professores quanto dos técnicos hoje são os mais defasados do país.
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