Comunicação na reta final da preparação da Marcha |
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| Escrito por Rosane Bertotti é secretária nacional de Comunicação da CUT | |
| 26/11/2007 | |
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Redução da jornada de trabalho sem diminuição de salário, mais e melhores empregos para o povo e fortalecimento da Seguridade Social e das políticas públicas são as bandeiras da 4ª Marcha da Classe Trabalhadora, que tomará Brasília no próximo dia 5. Esta iniciativa vitoriosa das Centrais, que nas três primeiras marchas focaram sua pressão no aumento do salário mínimo, garantindo o maior reajuste dos últimos 20 anos, coloca a ação do movimento sindical brasileiro num novo patamar, apontando de forma clara e unitária uma agenda de desenvolvimento que prioriza a garantia de direitos, a geração de empregos e a distribuição de renda. Diante deste desafio, cresce a responsabilidade de cada companheiro e companheira com a comunicação, fazendo com que nossas reivindicações cheguem até os locais de trabalho, dialogando sobre os impactos positivos de cada uma das medidas apontadas, para que ganhem a sociedade e pressionem parlamentares e governos a cumprirem seus compromissos. Nesta reta final da Marcha, vamos fortalecer a imprensa sindical, ampliar as panfletagens, a divulgação nos sites das entidades, nos jornais locais, nas rádios e tevês comunitárias, furando o bloqueio imposto pela chamada "grande mídia". A informação passa a ter papel cada vez mais fundamental na disputa política e ideológica estabelecida contra os setores conservadores e reacionários que se utilizam dos monopólios de mídia para atentar contra a auto-estima dos trabalhadores e trabalhadoras na ânsia de minar a capacidade de luta dos seus oponentes. Não é outro o objetivo por detrás das matérias de O Globo e da Veja, tentando passar a idéia de "que todo o sindicalista é ladrão" e que a classe trabalhadora estaria melhor caso não tivesse Sindicatos, Federações, Confederações e Centrais para representá-la. O empenho em que estas publicações de direita se empenharam na luta pela aprovação da Emenda 3, que retira direitos e transforma todos os trabalhadores em Pessoa Jurídica (PJ), sem direito a 13º, férias, licença-maternidade e paternidade, entre outros abusos, é um exemplo esclarecedor dos reais objetivos da meia dúzia de famílias que as controla. O fato é que, com a Marcha, entramos numa nova fase da disputa pelos rumos da nação brasileira, onde a classe trabalhadora demarca campo com a reação e impulsiona, com seu protagonismo, que sejam dados passos mais consistentes em defesa da produção nacional e do mercado interno, contra o capital especulativo, alimentado pela política de juros altos e elevado superávit primário. Defendemos contrapartidas sociais ao Programa de Aceleração do Crescimento, a fim de que se vincule a liberação dos investimentos públicos a metas de emprego com carteira assinada e qualificação profissional. Queremos a redução das extenuantes jornadas e a diminuição da intensidade do ritmo de trabalho, que tem multiplicado as lesões e mutilações; exigimos mais tempo livre para o trabalhador. Nos mobilizamos pela reforma agrária e em apoio à agricultura familiar, garantindo acesso à terra, crédito e linhas de financiamento para quem nela mora e trabalha, o que possibilitará mais e melhores empregos. Combatemos a precarização do trabalho resultante da terceirização e nos somamos pela fiscalização e punição rigorosa ao trabalho escravo e infantil. Levantamos bem alto a bandeira da valorização dos serviços e dos servidores públicos, reivindicando atenção especial à ampliação e qualificação da rede pública de saúde, compreendendo o SUS e a Previdência Pública Universal como uma questão estratégica para a sociedade. Como se vê, nossa pauta é rica e diz respeito à esperança, à alegria, à saúde, à melhoria das condições de vida e trabalho de milhões de homens e mulheres, ignorados vergonhosamente pelo noticiário. O comportamento venal dos barões da mídia, guiados exclusivamente pelos seus mesquinhos interesses e de seus patrocinadores, sublinha a importância da democratização dos meios de comunicação como chave para o avanço da democracia em nossa própria sociedade. Vamos fazer que a intensidade do vermelho das nossas bandeiras, camisas e bonés marque o tom do dia 5, estampando o compromisso dos cutistas com a construção de um novo tempo e uma nova sociedade, solidária, fraterna e justa, que valorize o trabalhador e suas conquistas. |
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