O aumento do mínimo ameaça a quem? |
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| Escrito por Lucilene Binsfeld (Tudi), presidente da CONTRACS/CUT | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 01/02/2010 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Alguns meios de
comunicação gostam de aterrorizar categorias e trabalhadores. Divulgam (e
desinformam), por exemplo, que o aumento do salário mínimo provocaria demissão
de trabalhadores e ameaçaria a formalidade em setores já prejudicados, como é
o caso dos serviços e da categoria das domésticas.
A valorização do
salário mínimo é, desde 2004, uma causa abraçada e defendida pelo movimento
sindical. Em 2007 foi acordado uma política permanente de valorização do
salário mínimo até 2023. Essa política tem como intenção corrigir a inflação do
período e garantir aumento de ganho real a todos os trabalhadores, baseando-se
na variação do PIB, e fixando a data-base em janeiro.
Tabela mostra variação do
mínimo e o ganho real dos trabalhadores desde 2005
Ao todo, no País
46,1 milhões de pessoas têm seu rendimento referenciado no salário mínimo o que
permitirá um aumento real de ganho. De acordo com o IBGE, nas regiões
metropolitanas – Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e
Porto Alegre -, a população economicamente ativa (PEA) chega a 23.317 sendo que
apenas 9.610 possuem carteira assinada, sem contabilizar as trabalhadoras
domésticas. Ou seja, apenas 41% da PEA terá o seu salário reajustado de acordo
com o mínimo.
Além de garantir
ganho real aos trabalhadores, o aumento do salário mínimo permite que R$ 26,6
bilhões sejam incrementados na economia e R$ 7,7 bilhões a mais sejam
arrecadados em tributos sobre o consumo.
Isso significa
que o aumento não será bom apenas para os empregados, mas também aos empregadores
e patrões, que poderão ter seus negócios incrementados com a ampliação de
vendas e do aumento na realização de negócios.
Portanto, é
importante ressaltar que o aumento do mínimo não é ameaça aos empregos como
prega alguns meios de comunicação, é sim uma forma de distribuição de renda e
aquecimento da economia local.
Setores
Entre os setores
abrangidos pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços
(Contracs/CUT), 19,1% da PEA das regiões metropolitanas concentram-se no comércio;
15,1% nos serviços e 7,6% são trabalhadores domésticos.
A maioria das
categorias inseridas na base da Contracs tem pisos salariais muito baixos e o
aumento do salário mínimo se faz imprescindível. Pois faz com que as convenções
coletivas de trabalho sejam atualizadas, aumentando os ganhos dos trabalhadores
de nossa base.
Assim sendo, o
novo piso nacional permitiu que muitos trabalhadores – de nossas categorias e
de outras também - obtivessem um ganho real e um pouco mais de dignidade em
suas vidas.
Isto é
gratificante embora o piso nacional ainda esteja muito longe do salário mínimo
necessário para manter uma família de quatro pessoas com dignidade. O salário
mínimo nacional, de acordo com pesquisas do Dieese, deveria ser de R$ 1.995,91
– valor que nós não só defendemos como buscamos! |
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| Atualizado em ( 01/02/2010 ) | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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