Professores mobilizados em todo país
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Escrito por CNTE   
27/04/2009
CNTE pode convocar outros protestos pela implantação do piso salarial nacional do magistério

 

Até as 18h desta sexta-feira, 19 sindicatos afiliados à CNTE (municipais e estaduais) enviaram à Confederação o percentual de adesão à greve nacional realizada no dia 24. Na avaliação do presidente da CNTE Roberto Leão, a categoria atendeu ao chamado da Confederação, mostrou disposição de luta e continuará mobilizada.  " Vamos realizar quantas greves forem necessárias em defesa da implantação do piso salarial do magistério, em vigor desde janeiro de 2009", reitera.





Veja as atividades em alguns estados:


Curitiba: Em todo o Paraná, a maioria das escolas estaduais aderiu à Greve Nacional em defesa do Piso Salarial dos Educadores. Atos públicos foram realizados em várias cidades do Paraná. O objetivo é fazer com que a lei 11.738, que institui o piso salarial nacional do magistério, seja implementada nos estados e municípios conforme o texto aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Lula, em 2008. A Lei do Piso entrou em vigor no dia 1° de janeiro de 2009 e prevê um piso atualizado de R$1.132,90 e 33% de hora-atividade, mas a maioria dos estados e municípios descumprem as novas medidas.

Um dos argumentos utilizados por estados e municípios tem sido a decisão provisória do Supremo Tribunal Federal em relação à Lei do Piso. Os juízes suspenderam o dispositivo que prevê a destinação de 1/3 da jornada semanal de até 40 horas para atividades extraclasse, o que não impede os entes federados de aplicá-la.  Unidos juntos à CNTE e suas afiliadas de todo o País, os educadores estão pressionando o STF para que julgue, ainda este ano, o mérito desta ação para acabar com as distorções e inseguranças.

 No Paraná, a mobilização de sexta-feira, 24 de abril,  reuniu em Curitiba delegações de vários municípios. Os Núcleos Sindicais da APP-Sindicato enviaram representantes à Capital, mas também fizeram mobilizações em seus municípios, como Ubiratã, Apucarana, Assis Chateubriand, Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Laranjeiras do Sul, Londrina, Paranavaí, Pato Branco, Toledo, Umuarama e União da Vitória.

Professores e funcionários de escolas de todo o Paraná paralisam suas atividades neste dia também em defesa da Campanha Salarial 2009 da categoria, que tem como principais enfoques a equiparação salarial (reajuste de 25,97% para professores e funcionários), o cargo de 40 horas, auxílio transporte para todos os funcionários, posse dos funcionários concursados e a melhoria das condições de trabalho e saúde dos educadores e a instituição de um plano estadual de educação.

Rio Grande do Sul: O governo do Rio Grande do Sul passou os últimos dois dias ameaçando quem aderisse à greve de 24 horas em defesa do Piso Nacional, dos Planos de Carreira e da Gestão Democrática. A pressão não teve o efeito desejado. Em todo o estado, a categoria decidiu parar e realizar debates envolvendo os trabalhadores, pais e alunos. Além disso, aconteceram panfletagens, caminhadas e manifestações regionais. Foi um dia de organização da luta e de preparação para a assembleia geral e o ato público marcados para o próximo dia 30.
 

Em Passo Fundo, em torno de 1,5 mil pessoas participaram de um ato público organizado pelo Fórum dos Servidores Públicos do Estado (FSPE-RS). Segundo a presidente do CPERS/Sindicato, Rejane de Oliveira, 80% da categoria atendeu o chamado do sindicato e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) no estado. "Os trabalhadores da educação não vão se submeter à política de intimidação do governo. Vamos preparar a categoria para a realização de uma grande assembleia geral no próximo dia 30", declarou Rejane.

A mobilização em Passo Fundo começou com visitas às escolas e outras repartições públicas. Por volta das 10 horas teve início uma concentração em frente ao Colégio Joaquim Fagundes dos Reis. Da escola, os manifestantes se deslocaram até a praça Marechal Floriano. O trânsito na avenida Brasil, a principal do município, foi interrompido. Conforme Terezinha Bulé, diretora do 7º Núcleo do CPERS/Sindicato, estudantes do movimento cara-vermelhas e integrantes de outros movimentos sociais se somaram aos servidores públicos na atividade.

Em Santo Ângelo foram realizados debates nas escolas sobre os problemas da rede estadual de ensino e os ataques do governo aos direitos e conquistas dos educadores. O mesmo aconteceu em Santa Maria, onde a maior parte das escolas registrou paralisação. Na região de Frederico Westphalen 60% das escolas paralisaram as atividades.

No próximo dia 30, às 13h30, no Gigantinho, os trabalhadores em educação reúnem-se em Assembleia Geral. Após a Assembleia será realizada uma caminhada até o centro de Porto Alegre, seguida de um ato público.

Goiânia: A concentração começou às 9h, na Praça Universitária, de onde os manifestantes seguiram em carreta com 800 carros e motos.  A primeira parada foi em frente à Secretaria Municipal de Educação de Goiânia, onde uma comissão do Sintego entregou um documento contra a prefeitura municipal, que ainda não cumpre a Lei 11.738/08. A secretária Márcia Carvalho recebeu também uma camiseta da campanha pela implantação do Piso, que prometeu "vesti-la".
 
A carreata seguiu pelo centro de Goiânia, contornando a Praça Cívica e o Palácio Pedro Ludovico Teixeira e fazendo uma manifestação em frente ao Ministério Público. Novamente, a comissão dos trabalhadores protocolou uma representação pedindo a interferência do MP no Estado de Goiás e nos municípios que ainda não estão cumprindo a Lei do Piso.
 
Após a manifestação, diretores do Sintego foram até o Paço Municipal, onde também foi protocolado documento exigindo o imediato cumprimento do Piso. Na oportunidade, foi solicitada uma audiência com o prefeito para tratar da implantação do Piso e também do descaso que ameaça o Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores Municipais (IMAS).

À tarde, as atividades foram finalizadas com a ida da diretoria do Sintego à Itumbiara (GO), onde ocorreu a inauguração de quatro novas unidades de institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifets), com a presença do presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva.

Bahia: O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) comemorou, nesta sexta-feira (24), 57 anos de luta. Sindicalistas e trabalhadores aproveitaram o aniversário para reforçar ainda mais a paralisação pelo piso. Poucas escolas funcionaram nos municípios do interior. Em todo o estado a mobilização atingiu 90% dos professores e na capital, a paralisação chegou perto dos 100%.


Na Praça da Piedade, em Salvador,  para simbolizar o aniversário da APLB-Sindicato, foram feitos bolo e comida baiana, distribuídos ao meio-dia, ao som de repentistas, que deram o tom musical do evento.



 

Atualizado em ( 27/04/2009 )
 
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