1981
- 2009
APRESENTAÇÃO
Nesta
publicação apresentamos uma cronologia das principais lutas e
mobilizações de âmbito nacional organizadas pela Comissão
Nacional Pró-CUT e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) com a
participação de entidades dos movimentos democrático, sindical e
popular. A sua apresentação tem um objetivo apenas referencial,
sendo que o aprofundamento das pesquisas pode ser feito no Centro de
Documentação e Memória Sindical da CUT.
1981
1ª
CONFERÊNCIA NACIONAL DAS CLASSES TRABALHADORAS (CONCLAT)
SURGE
A COMISSÃO NACIONAL PRÓ-CUT
21
A 23 DE AGOSTO DE 1981
A
1ª CONCLAT, realizada nos dias 21, 22 e 23 de agosto de 1981, em
Praia Grande, Estado de São Paulo, reuniu 5.036 delegados,
representando 1.091 entidades sindicais, sendo a primeira grande
reunião intersindical no Brasil desde 1964. Os temas discutidos na
conferência foram: direito ao trabalho, sindicalismo, saúde e
previdência social, política salarial, política econômica,
política agrária e problemas nacionais. Os delegados aprovaram no
plano de ação a convocação do dia nacional de luta para 1.º de
outubro e a indicação de uma greve geral. A CONCLAT deliberou pela
criação da Comissão Nacional Pró-Central Única dos Trabalhadores
(Pró-CUT).
DIA
NACIONAL DE LUTA
1º
DE OUTUBRO DE 1981
Primeira
grande manifestação nacional convocada pela Comissão Nacional
Pró-CUT. O manifesto entregue ao governo militar, em Brasília,
exigia o fim do desemprego, da carestia, reforma agrária, direito à
moradia, liberdade e autonomia sindical, e liberdades democráticas.
Ocorreram manifestações em vários Estados e cidades, com maior
expressão na cidade do Rio de Janeiro, no Largo da Carioca, e em São
Paulo, na Praça da Sé. Cada uma reuniu em torno de cinco mil
pessoas.
1982
PROTESTO
CONTRA O PACOTE DA PREVIDÊNCIA
02
DE JUNHO DE 1982
Grande
manifestação em Brasília convocada pela Comissão Nacional
Pró-CUT, 388 entidades sindicais e quatro confederações nacionais
de trabalhadores contra o Decreto-Lei 1.910, sobre a Previdência
Social. As mobilizações se estenderam até o dia 16 de junho, data
na qual o projeto foi votado na Câmara Federal.
1983
GREVE
GERAL
21
DE JULHO DE 1983
A
greve geral contra o arrocho salarial foi organizada pela Comissão
Nacional Pró-CUT e paralisou em todo o Brasil aproximadamente três
milhões de trabalhadores de importantes categorias, como:
metalúrgicos, bancários, metroviários, comerciários, servidores
públicos etc. Ocorreram manifestações nas principais capitais e
regiões metropolitanas, com passeatas, arrastões e piquetes. O
governo militar reprimiu duramente o movimento, intervindo em
sindicatos, cassando dirigentes e prendendo trabalhadores.
1º
CONGRESSO NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA
NASCE
A CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES (CUT)
26
A 28 DE AGOSTO DE 1983
O
congresso foi convocado pelo setor combativo da Comissão Nacional
Pró-CUT e aconteceu em São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo.
Mais de cinco mil delegados de todo o país exigiram o fim da Lei de
Segurança Nacional e Eleições Diretas para presidente da
república. Os delegados aprovaram o combate às políticas econômica
e salarial do governo, a luta contra o desemprego, pela reforma
agrária, em defesa da liberdade e autonomia sindical, com o fim das
intervenções nos sindicatos. No dia 28 de agosto nasceu a Central
Única dos Trabalhadores (CUT) e foi eleita a direção nacional
colegiada, tendo como coordenador-geral o metalúrgico Jair
Meneguelli.
1984
PLENÁRIA
NACIONAL DA CUT - LUTA PELAS DIRETAS JÁ!
18
DE MAIO DE 1984
A
Plenária Nacional aconteceu na cidade de São Paulo e reuniu
delegações de 18 Estados. Os delegados fizeram um balanço da
atuação e do crescimento da CUT. A Plenária reafirmou a posição
de exigir o boicote dos parlamentares ao Colégio Eleitoral e definiu
o dia 25 de maio como o Dia Nacional de Luta e Greve Geral, como
forma de retomar a luta pelas Diretas Já para presidente da
república.
1º
CONGRESSO NACIONAL DA CUT
24
A 26 DE AGOSTO DE 1984
Realizado
em São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo, com a presença de
5.222 delegados de todo o Brasil. O Concut, como passou a ser
chamado, avaliou o primeiro ano de implantação da CUT e a situação
econômica e social do país. Suas principais resoluções foram:
organização de uma campanha nacional de luta em torno das
reivindicações imediatas, a luta pelas Diretas Já e a definição
da greve geral como principal instrumento de luta dos trabalhadores.
Eleita a direção nacional da CUT, tendo como primeiro presidente
Jair Meneguelli.
MARCHA
À BRASÍLIA POR DIRETAS JÁ
10
DE OUTUBRO DE 1984
A
marcha foi organizada pela CUT e agregou outras reivindicações:
reforma agrária, salário-desemprego, reajuste trimestral e contra o
Decreto-Lei 2.065 que arrochava os salários. Os trabalhadores
manifestaram-se no Congresso Nacional e entregaram aos deputados um
projeto de redução de jornada de trabalho para 40 horas semanais. A
marcha também serviu para o lançamento da "Campanha Nacional de
Luta" pelas 40 horas semanais de trabalho sem redução de salário.
1985
PLENÁRIA
NACIONAL DA CUT
13
A 15 DE DEZEMBRO DE 1985
A
plenária aconteceu em São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo,
e reuniu 232 delegados que aprovaram a realização de uma campanha
nacional de lutas e, entre outras reivindicações, exigiram:
convocação de uma Constituinte livre e soberana, e reforma agrária.
Os delegados também aprovaram um modelo de organização sindical
baseado na Convenção 87 da OIT, que seria encaminhado para
discussão no 2º Concut.
1986
2º
CONGRESSO NACIONAL DA CUT
01
A 03 DE AGOSTO DE 1986
O
2º Concut, na cidade do Rio de Janeiro, reuniu 5.564 delegados que
discutiram a conjuntura econômica e política do país, o projeto de
uma nova estrutura sindical e mudanças no estatuto da CUT. As
principais resoluções foram a luta pela recuperação das perdas
salariais impostas pelo Plano Cruzado, redução da jornada de
trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, direito de
greve, reforma agrária e participação popular na Constituinte.
Jair Meneguelli foi reeleito presidente da CUT.
GREVE
GERAL
12
DE DEZEMBRO DE 1986
A
greve geral foi convocada pela CUT e CGT (Central Geral dos
Trabalhadores) em defesa do salário, pelo congelamento geral dos
preços, em defesa das estatais, contra o Plano Cruzado e o pagamento
da dívida externa. Contou com a adesão de 25 milhões de
trabalhadores que realizaram manifestações por todo o país, em
algumas regiões, como no ABC paulista, a paralisação foi total.
1987
PLENÁRIA
NACIONAL DA CUT
05
A 07 DE JUNHO DE 1987
A
Plenária, em São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo, reuniu
227 delegados, que aprovaram a deflagração de uma Jornada Nacional
de Lutas como preparação à greve geral e a intensificação da
coleta de assinaturas de apoio às propostas populares de emendas à
Constituição.
GREVE
GERAL
20
DE AGOSTO DE 1987
A
greve geral, organizada pela CUT e CGT, protestava contra o Plano
Bresser que arrochava os salários. Milhões de trabalhadores,
novamente, cruzaram os braços em todo o país. Em várias capitais e
grandes cidades ocorreram manifestações.
1988
CAMPANHA
NACIONAL PELA RECOMPOSIÇÃO DAS PERDAS SALARIAIS
15
DE MARÇO DE 1988
A
Campanha reivindicava reposição salarial, segundo a tabela do
DIEESE, reajuste mensal de salários, jornada de 40 horas semanais,
estabilidade com garantia no emprego, liberdade de organização no
local de trabalho, contrato coletivo de trabalho e unificação das
datas-base. No dia 15 de março, a CUT entregou pautas de
reivindicações ao Governo Federal e aos governos estaduais e
realizou manifestações em várias regiões do país.
3º
CONGRESSO NACIONAL DA CUT
07
A 11 DE SETEMBRO DE 1988
O
Congresso, em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, reuniu 6.247
delegados, representando 1.143 entidades sindicais. Os delegados
discutiram a conjuntura, concepção e prática sindical, questões
organizativas e as tarefas da CUT para o próximo período, entre
estas a disposição de diálogo com o governo e empresários a
partir da apresentação das reivindicações dos trabalhadores na
forma de um Contrato Coletivo de Trabalho Nacional. Foi o maior
encontro sindical ocorrido no Brasil em todos os tempos. Jair
Meneguelli foi novamente reeleito presidente da Central.
DIA
NACIONAL DE LUTA
20
DE OUTUBRO DE 1988
Nesse
dia, representantes da Direção Nacional da CUT entregaram aos
empresários uma minuta de contrato coletivo de trabalho e a pauta de
reivindicações aprovadas no 3º CONCUT. Ao mesmo tempo sindicato e
trabalhadores representados pela CUT se manifestaram em todo país em
defesa de suas reivindicações, contra a política econômica do
governo, a dívida externa e a violência no campo
1989
GREVE
GERAL
14
E 15 DE MARÇO DE 1989
A
CUT e a CGT se uniram para a realização desta greve geral contra o
plano econômico denominado Plano Verão, a recessão e o desemprego,
pela recuperação das perdas salariais e reajuste mensal de salários
de acordo com a inflação, além do congelamento real dos preços
dos produtos de primeira necessidade. Cerca de 35 milhões de
trabalhadores aderiram ao movimento com grandes manifestações nas
capitais e regiões metropolitanas.
PLENÁRIA
NACIONAL DA CUT
04
A 06 DE AGOSTO DE 1989
A
Plenária foi realizada em São Bernardo do Campo, Estado de São
Paulo, com a presença de 202 delegados. Eles aprovaram um plano de
lutas contra a inflação e a especulação financeira, em defesa dos
salários, pela reforma agrária e o não pagamento da dívida
externa. No plano de ação constava a preparação de uma nova greve
geral e a unificação das campanhas salariais.
1990
GREVE
NACIONAL DAS CATEGORIAS EM LUTA
12
DE JUNHO DE 1990
Greve
organizada pela CUT, Confederação Geral dos Trabalhadores e Central
Geral dos Trabalhadores, que reivindicou reposição mensal da
inflação e das perdas salariais, fim das demissões, contrato
coletivo de trabalho, desapropriação das terras cadastradas no
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
defesa dos serviços públicos e não pagamento da dívida externa.
Manifestações em grandes cidades de diversos Estados.
PLENÁRIA
NACIONAL DA CUT
17
A 19 DE AGOSTO DE 1990
A
Plenária realizada em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, contou
com a participação de 168 delegados que aprovaram uma campanha em
defesa dos salários, do emprego, do patrimônio público, da
democracia e da reforma agrária. Como parte do plano de ação foi
aprovada a realização de uma "Campanha Salarial Nacional
Unificada" de todos os trabalhadores da base sindical da CUT e que
deveria ser articulada com as lutas dos setores populares e
democráticos da sociedade civil.
DIA
NACIONAL DE LUTA PELA SEGURIDADE SOCIAL
07
DE NOVEMBRO DE 1990
A
CUT, a Confederação Nacional de Associações de Moradores (CONAM),
a Plenária Nacional da Saúde e diversas entidades da sociedade
civil realizaram manifestações contra os vetos do presidente da
república Fernando Collor à Lei Orgânica da Seguridade Social. Num
corpo-a-corpo com os parlamentares no Congresso Nacional e nas suas
bases eleitorais, sindicalistas reivindicaram o voto a favor dos
direitos dos trabalhadores.
1991
DIA
NACIONAL DE PROTESTO E LUTA
15
DE MARÇO DE 1991
No
dia em que o governo Collor completou um ano a CUT convocou os
trabalhadores e a população em geral a se manifestarem com
paralisações, passeatas, panelaços e grandes atos públicos. As
principais palavras de ordem eram: chega de arrocho salarial, chega
de miséria, chega de desemprego, construir a greve geral.
JORNADA
DE ABRIL CONTRA O GOVERNO COLLOR
ABRIL
DE 1991
Em
defesa dos salários, da previdência social, aposentadoria por tempo
de serviço, saúde pública gratuita, defesa do serviço e ensino
públicos e pela reforma agrária. Realização de assembléias em
todas as instâncias da CUT, passeatas e atos públicos em todo o
país, culminando em grandes manifestações populares no dia 1º de
Maio.
GREVE
GERAL
22
E 23 DE MAIO DE 1991
Convocada
pela CUT, Confederação Geral dos Trabalhadores e Central Geral dos
Trabalhadores, exigia reposição das perdas salariais, garantia de
emprego, defesa dos serviços públicos, reforma agrária, fim do
aumento abusivo nos preços dos aluguéis e prestações da casa
própria e defesa da democracia. Várias categorias paralisaram suas
atividades em todo o país, envolvendo cerca de 19,5 milhões de
trabalhadores.
4º
CONGRESSO NACIONAL DA CUT
04
A 08 DE SETEMBRO DE 1991
O
4º Concut realizado na cidade de São Paulo reuniu 1.554 delegados.
Eles aprovaram um plano de lutas de combate ao projeto neoliberal do
governo Collor, contra o veto presidencial à política salarial e
contra as privatizações das estatais. Também foram discutidos
novos temas que afetavam o movimento sindical, como a integração
regional, MERCOSUL e reestruturação produtiva. Mais uma vez, Jair
Meneguelli foi reeleito à presidência da Central.
1992
DIA
NACIONAL DE LUTA EM DEFESA DA PREVIDÊNCIA
21
DE FEVEREIRO DE 1992
Em
todo o Brasil ocorreram atos públicos e várias formas de
mobilizações e protestos. Os trabalhadores aposentados também
organizaram o "Dia Nacional de Lutas dos Aposentados em Defesa da
Previdência Social" e pelo pagamento do reajuste de 147,06%
expurgado pelo governo Fernando Collor.
DIA
NACIONAL DE PROTESTO
13
DE MARÇO DE 1992
A
Campanha Nacional Por uma Vida Melhor, com Liberdade e Democracia foi
promovida pela CUT, partidos políticos e movimentos sociais e teve
seu auge no dia 13 de março. Entre as reivindicações constavam
salário e emprego para todos, defesa das estatais e do serviço
público, reforma agrária, contra a violência e a corrupção,
contra o FMI e o não pagamento da dívida externa. Ocorreram
manifestações em todo o país, sendo que na cidade de São Paulo um
ato público reuniu 10 mil pessoas.
5º
PLENÁRIA NACIONAL DA CUT
15
A 18 DE JULHO DE 1992
A
Plenária na cidade de São Paulo reuniu 297 delegados que decidiram
sobre temas polêmicos como a filiação da CUT à Confederação
Internacional de Organizações Sindicais Livres (CIOSL), a
participação da CUT nas Câmaras Setoriais, a substituição dos
Departamentos da CUT por Federações/Confederações por ramos de
atividades. Também aprovaram a realização da Campanha Nacional de
Luta por salário, emprego e reforma agrária. Foram aprovadas as
seguintes palavras de ordem: Basta de Corrupção! CPI prá valer!
Impeachment já! Pelo Fim do Governo Collor!
CAMPANHA
PELO IMPEACHMENT DE COLLOR - MOVIMENTO PELA ÉTICA NA POLÍTICA
JUNHO
- OUTUBRO DE 1992
A
campanha nacional pelo impeachment do presidente Fernando Collor
reuniu a CUT, partidos políticos e movimentos sociais. Todos pediam
ética na política, voto aberto dos deputados federais no processo
de impeachment e o fim da corrupção. As manifestações ocorreram
nas principais cidades brasileiras, entre julho e outubro, reunindo
milhares de pessoas. A campanha culminou com o afastamento de
Fernando Collor da presidência da república.
1993
6ª
PLENÁRIA NACIONAL DA CUT
24
A 28 DE AGOSTO DE 1993
Ao
completar 10 anos, a CUT realizou esta Plenária na cidade de São
Paulo com a presença de 349 delegados. As principais resoluções
foram a participação ativa na "Campanha contra a Fome e a
Miséria", a confirmação da participação da CUT nas Câmaras
Setoriais, o combate à revisão constitucional e a aprovação da
cota mínima de 30% de mulheres nas instâncias de direção da
Central.
MOVIMENTO
NACIONAL CONTRA A REVISÃO CONSTITUCIONAL
SETEMBRO
- NOVEMBRO DE 1993
O
movimento contra a reforma constitucional da Carta de 1988 foi
organizado pela CUT, partidos políticos, movimentos sociais e outras
centrais sindicais. Ocorreram manifestações, um plebiscito nacional
e atos públicos contra a retirada dos direitos dos trabalhadores da
Constituição. O dia 05 de outubro de 1993 foi marcado pela ocupação
de Brasília por milhares de militantes.
1994
DIA
NACIONAL DE PROTESTO CONTRA O PLANO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
23
DE MARÇO DE 1994
Atendendo
à convocação da CUT, milhares de trabalhadores foram às ruas em
várias cidades, no dia 23 de março, para protestar contra o arrocho
salarial provocado pelo plano de estabilização econômica do
governo Itamar Franco e do seu ministro Fernando Henrique Cardoso
(FHC), que instituiu a Unidade Real de Valor (URV).
JORNADA
NACIONAL DE LUTA
ABRIL
- MAIO DE 1994
Este
foi um período de intensa agitação contra o plano econômico do
ministro Fernando Henrique Cardoso, contra as privatizações e a
revisão constitucional. Os servidores públicos federais fizeram
greve no mês de abril. No dia 11 de maio aconteceu um dia nacional
de luta em defesa das reivindicações, com manifestações em todo o
país. A CUT, a CONTAG, o MST e outros movimentos sociais
organizaram, em maio, o 1º Grito da Terra Brasil contra a fome, a
miséria, pelo emprego e reforma agrária.
5º
CONGRESSO NACIONAL DA CUT
19
A 22 DE MAIO DE 1994
Participaram
do congresso, na cidade de São Paulo, 1.918 delegados que aprovaram
a luta pela recuperação dos salários, pela redução da jornada de
trabalho, por moradia, saúde e emprego dignos, reforma agrária e
por um novo modelo econômico para o Brasil. O congresso também
decidiu que a CUT deveria priorizar as lutas nas questões de gênero
e política racial. O metalúrgico Vicente Paulo da Silva, o
Vicentinho, foi eleito presidente da CUT.
1995
CAMPANHA
NACIONAL CONTRA AS REFORMAS NEOLIBERAIS DE FHC
MARÇO
- MAIO DE 1995
A
campanha teve como um dos eixos principais à defesa da Previdência
Pública. Nos dias 05 e 27 de abril aconteceram manifestações em
todo o Brasil. O dia 1º de Maio refletiu a insatisfação popular
contra as reformas neoliberais. No dia 03 de maio teve início à
greve dos trabalhadores do setor público e das estatais, sobretudo
dos petroleiros, com duração de 32 dias, considerada a principal
luta de resistência à política de privatizações do Estado
promovida pelo governo Fernando Henrique Cardoso (FHC).
7ª
PLENÁRIA NACIONAL DA CUT - ZUMBI DOS PALMARES
30
DE AGOSTO A 02 DE SETEMBRO DE 1995
Nesta
Plenária, realizada na cidade de São Paulo, a CUT e os 369
delegados homenagearam o líder negro Zumbi, que viveu no século
XVII e comandou a resistência à escravidão no Nordeste brasileiro.
Uma das principais resoluções tratou do Sistema Democrático de
Relações do Trabalho, que pretendia modernizar a legislação
sindical do país. Um momento importante foi o ato de filiação da
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) à
CUT.
1996
GREVE
NACIONAL PELA MANUTENÇÃO DOS DIREITOS
21
DE JUNHO DE 1996
A
greve nacional contra as políticas neoliberais de FHC foi deflagrada
com sucesso em todo o país. Organizada pela CUT, CGT e Força
Sindical, tinha como principais reivindicações: emprego, salário,
aposentadoria digna, reforma agrária e manutenção dos direitos
sociais dos trabalhadores. Aproximadamente 12 milhões de
trabalhadores paralisaram os serviços em todo o Brasil.
8ª
PLENÁRIA NACIONAL DA CUT - CANUDOS
29
A 30 DE AGOSTO DE 1996
Esta
Plenária homenageou Canudos, movimento popular que aconteceu no
Nordeste brasileiro nos últimos anos do século XIX. Os 371
participantes reunidos na cidade de São Paulo discutiram e aprovaram
a realização da campanha "Reage Brasil - Contra as Políticas
Neoliberais de FHC". A CUT apresentou aos movimentos sociais
organizados a proposta de realização de uma Conferência Nacional
em Defesa da Terra, do Emprego e da Cidadania.
1997
CAMPANHA
REAGE BRASIL - CONTRA AS POLÍTICAS NEOLIBERAIS DE FHC
ABRIL
- MAIO DE 1997
Entre
os dias 2 e 4 de abril foi realizada em Brasília a Conferência
Nacional em Defesa da Terra, do Emprego e da Cidadania, dando origem
ao Fórum Nacional de Lutas. No dia 17 de abril aconteceu o Dia
Nacional de Lutas, marcado por manifestações, paralisações e um
grande ato em Brasília com mais de 50 mil pessoas. O 4º Grito da
Terra Brasil, organizado pela CUT, CONTAG e outras entidades, também
fez parte dessa campanha e teve como principais reivindicações o
piso salarial para o trabalhador rural, política de assentamentos e
desapropriações e o estabelecimento de uma política agrícola para
os pequenos produtores.
CAMPANHA
ABRA O OLHO, BRASIL!
25
DE JULHO DE 1997
Campanha
por trabalho, terra, moradia, salário, previdência pública e
justiça social e contra as reformas neoliberais de FHC. Ela foi
organizada pela CUT, entidades sociais e partidos políticos de
oposição. O auge da campanha foi nas comemorações do dia do
trabalhador rural, 25 de julho, com atos públicos e passeatas em
todo o país.
6º
CONGRESSO NACIONAL DA CUT
13
A 17 DE AGOSTO DE 1997
Os
2.266 delegados presentes no congresso realizado na cidade de São
Paulo decidiram articular a luta contra a aprovação das reformas
administrativa e previdenciária de FHC e impulsionar a luta contra o
desemprego e pela redução da jornada de trabalho sem redução de
salários. Mais uma vez a política econômica e neoliberal do
governo FHC foi condenada. Os delegados decidiram, por aclamação,
denominar o 6º Concut como Congresso Herbert de Souza, devido a todo
o seu trabalho contra a fome, a miséria e o desemprego. Vicentinho
foi novamente conduzido à presidência da CUT.
CARAVANA
NACIONAL EM DEFESA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES
06
A 12 DE NOVEMBRO DE 1997
Passando
por mais de 300 cidades em todo território nacional, a caravana em
defesa dos direitos dos trabalhadores, em especial da Previdência
Pública, terminou em Brasília com uma grande carreata que percorreu
vários órgãos do governo, incluindo o Palácio do Planalto e os
Ministérios.
ENCONTRO
POPULAR CONTRA O NEOLIBERALISMO, POR TERRA, TRABALHO E CIDADANIA
06
DE DEZEMBRO DE 1997
Convidados
pela CUT, entidades populares, partidos políticos de oposição e
outros setores organizados da sociedade, cerca de quatro mil
delegados de todos os estados brasileiros participaram deste
encontro, em São Paulo, para organizarem as lutas contra as
políticas neoliberais de FHC. Foi aprovado o Manifesto por Trabalho,
Terra e Cidadania e as entidades presentes constituíram uma
Coordenação Permanente para o Fórum Nacional de Lutas.
1998
JORNADA
NACIONAL DE LUTAS POR EMPREGO E DIREITOS SOCIAIS
MARÇO
A SETEMBRO DE 1998
Durante
esta longa Jornada, a CUT e as demais entidades do Fórum Nacional de
Lutas concentraram seus esforços na luta contra o desemprego. Foram
constituídos Fóruns Estaduais de Luta, organizadas caravanas para
Brasília, montados acampamentos e também foi criado um sistema para
cadastramento dos desempregados. O auge das manifestações aconteceu
no mês de maio: dia 1º houve o lançamento das caravanas, no dia 13
teve início o acampamento organizado pelo movimento negro em
Brasília, e no dia 20 aconteceu um grande ato público, também no
Distrito Federal.
MARATONA
NACIONAL CONTRA O PACOTE E PELO EMPREGO
DIA
13 DE NOVEMBRO DE 1998
A
CUT e as demais entidades do Fórum Nacional de Lutas promoveram, em
todo o Brasil, atos públicos, passeatas, reuniões e panfletagens em
repúdio ao Pacote Fiscal do governo FHC e em defesa do emprego e dos
trabalhadores.
1999
DIA
NACIONAL DE LUTA EM DEFESA DO BRASIL
26
DE MARÇO DE 1999
O
Dia Nacional de Luta organizado pela CUT e Fórum Nacional de Lutas
contra a política econômica de FHC reuniu mais de 100 mil pessoas
em manifestações em todo o território nacional. As reivindicações:
basta de FHC e do FMI, em defesa do emprego, dos salários e pela
valorização do salário-mínimo, em defesa da terra, pela efetiva
reforma agrária, serviram para mobilizar a convocação do dia 1º
de Maio em todo o país.
9ª
PLENÁRIA NACIONAL DA CUT - SANTO DIAS
17
A 20 DE AGOSTO DE 1999
A
9ª Plenária Nacional da CUT homenageou o metalúrgico Santo Dias,
assassinado durante uma greve em São Paulo no ano de 1979. Os 454
delegados reunidos na cidade de São Paulo aprovaram a organização
de uma série de mobilizações, entre elas a Marcha dos 100 mil
sobre Brasília. Também aprovaram a mobilização contra a guerra
fiscal, um dia nacional de paralisação e o repúdio à implantação
da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA.
MARCHA
DOS 100 MIL SOBRE BRASÍLIA
26
DE AGOSTO DE 1999
A
Marcha dos Cem Mil foi à principal manifestação, movida até
então, contra a política neoliberal de FHC. A CUT e as entidades do
Fórum Nacional de Lutas entregaram ao presidente da Câmara dos
Deputados um abaixo-assinado com um milhão e trezentas mil
assinaturas exigindo o enquadramento de FHC em crime de
responsabilidade e a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI) no Congresso Nacional para investigar a privatização do
Sistema Telebrás. Também era exigida a mudança da política
econômica com a retomada do crescimento, empregos e melhores
salários, a redução da jornada para 40 horas semanais e a reforma
agrária.
DIA
NACIONAL DE PARALISAÇÃO E PROTESTO EM DEFESA DO EMPREGO E DO BRASIL
10
DE NOVEMBRO DE 1999
Este
dia nacional de luta, convocado pela CUT e pelo Fórum Nacional de
Lutas, contou com a participação de aproximadamente 1,5 milhões de
trabalhadores que se manifestaram em todo o país. As principais
reivindicações eram: contra FHC e sua política econômica, por
emprego, redução da jornada de trabalho sem redução de salário,
saúde e educação de qualidade, reforma agrária, aposentadoria
integral para todos, investimento nas áreas sociais e pelo não
pagamento da dívida externa.
2000
JORNADA
EM DEFESA DO BRASIL
ABRIL
DE 2000
A
CUT e o Fórum Nacional de Lutas desencadearam esta jornada exigindo
a suspensão do pagamento da dívida externa e dos seus juros, a
redução da jornada de trabalho sem redução de salário, reforma
agrária e política agrícola, aumento geral dos salários e do
salário-mínimo, defesa dos direitos dos trabalhadores,
fortalecimento e expansão das redes públicas de saúde e do ensino
e a construção de casas populares. A primeira etapa da jornada
culminou com a realização de grandes atos de 1º de Maio, tendo
como referência nacional o Ato no histórico Estádio de Vila
Euclides, em São Bernardo do Campo, no Estado de São Paulo.
7º
CONGRESSO NACIONAL DA CUT
15
A 19 DE AGOSTO DE 2000
Realizado
em Serra Negra, interior do Estado de São Paulo, com a presença de
2.309 delegados. O congresso aprovou campanhas de lutas contra a
precarização do trabalho, a luta pela redução da jornada de
trabalho sem redução de salário, contra o banco de horas e as
horas-extras. Novamente a política neoliberal do governo FHC foi
duramente condenada. O professor João Antonio Felício foi eleito o
novo presidente da CUT.
2001
MARCHA
À BRASÍLIA PELA INSTALAÇÃO DA CPI DA CORRUPÇÃO
05
DE ABRIL DE 2001
No
dia 05 de abril mais de 20 mil pessoas protestaram em Brasília pela
instalação da CPI da Corrupção e também pelo pagamento imediato
e sem desconto da correção das contas expurgadas do FGTS e por
reajustes salariais aos servidores públicos, que estavam com os
salários congelados há sete anos. A mobilização foi organizada
pela CUT e pelo Fórum Nacional de Lutas e também reuniu outros
setores organizados da sociedade civil.
CAMPANHA
UMA LUZ PARA O BRASIL - CONTRA O APAGÃO E A CORRUPÇÃO
27
DE JUNHO DE 2001
A
Marcha à Brasília organizada pela CUT e pelo Fórum Nacional de
Lutas tinha como eixos de mobilização as palavras de ordem "Xô
Corrupção, Chega de Privatização e de FHC". Mais de 60 mil
pessoas fizeram passeata e ocuparam a Esplanada dos Ministérios
exigindo o fim do apagão, condenando a política de racionamento de
energia devido à falta de investimentos, e denunciando a corrupção.
Mais uma vez a política econômica de FHC foi condenada como a
verdadeira causadora da crise social.
2002
DIA
NACIONAL DE LUTA CONTRA A FLEXIBILIZAÇÃO DA CLT
21
DE MARÇO DE 2002
Contra
as reformas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) propostas
pelo governo FHC, que retirava direitos assegurados aos
trabalhadores. Ocorreram paralisações, manifestações e passeatas
em todo o país. Todas essas mobilizações conseguiram impor uma
derrota ao governo e no seu Ministro do Trabalho, e também na Força
Sindical, que defendiam a flexibilização na legislação
trabalhista.
10ª
PLENÁRIA NACIONAL DA CUT
08
A 11 DE MAIO DE 2002
Os
414 delegados reunidos na cidade de São Paulo discutiram e aprovaram
temas relativos à estrutura sindical, as políticas permanentes da
Central, questões estatutárias e reafirmaram o compromisso da CUT
com os interesses históricos da classe trabalhadora conclamando a
Nação brasileira a votar em Lula para presidente da república.
2003
8º
CONGRESSO NACIONAL DA CUT
03
A 07 DE JUNHO DE 2003
O
Congresso foi realizado em São Paulo com a presença de 2.712
delegados que definiram a estratégia da CUT frente ao governo Lula.
As principais resoluções aprovadas foram à defesa de uma reforma
da previdência que ampliasse direitos, contra a ALCA e a defesa de
uma integração regional que atendesse aos interesses dos
trabalhadores. Também defenderam a reforma agrária e agrícola.
Pela primeira vez um presidente da república, o metalúrgico Luiz
Inácio Lula da Silva, eleito com o apoio da Central no final de
2002, esteve em um congresso da CUT. O Congresso elegeu o metalúrgico
Luiz Marinho como novo presidente da CUT.
CUT
20 ANOS
25
A 29 DE AGOSTO DE 2003
Semana
de comemorações dos 20 anos de fundação da CUT, com destaque para
o ato no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, local de seu
nascimento, com presença de todos os ex-presidentes da Central e do
presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva. Foi lançado um
CD ROM com as resoluções da Conclat, dos Congressos e Plenárias da
CUT.
2004
1º
DE MAIO DE 2004
A
CUT levou ao povo brasileiro nas comemorações do 1º de Maio os
eixos políticos: emprego, distribuição de renda, redução da
jornada de trabalho sem redução de salário, salário mínimo
decente, reforma agrária e ampliação de direitos. Ocorreram
manifestações em todo o país, com destaque para o evento realizado
na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu mais de um milhão de
pessoas e que teve como preocupação principal a não
descaracterização da data, mesclando o espírito de luta e reflexão
com momentos de alegria e festa.
MARCHA
NACIONAL DO SALÁRIO MÍNIMO
13
A 15 DE DEZEMBRO DE 2004
A
Marcha Nacional sobre Brasília pela Recuperação do Salário Mínimo
e Correção da Tabela do Imposto de Renda foi proposta pela CUT e
organizada conjuntamente com as centrais sindicais Força Sindical,
CGT, CGTB, SDS e CAT. Durante três dias aproximadamente três mil
sindicalistas fizeram a caminhada que terminou em frente ao Palácio
do Planalto num grande ato público. Ao final do ato, os dirigentes
que se reuniram com Lula anunciaram a elevação do salário mínimo
para R$ 300,00 (trezentos reais) e a correção em 10% da tabela do
imposto de renda a partir de 2005.
2005
1º
DE MAIO DE 2005
As
comemorações do 1º de maio de 2005 tiveram como temas: Redução
da Jornada de Trabalho Sem Redução de Salários, Por Emprego, Renda
Lazer, Educação, Reforma Agrária e Liberdade e Autonomia Sindical.
Em todo o Brasil mais de um milhão e 300 mil trabalhadores saíram
às ruas, sendo que na Avenida Paulista, em São Paulo, um milhão de
pessoas atenderam o chamado da CUT e mesclaram o espírito de luta
pelas reivindicações com muita festa e confraternização.
11ª
PLENÁRIA NACIONAL DA CUT
10
A 13 DE MAIO
A
Plenária Nacional realizada na cidade de São Paulo reuniu 558
delegados. Eles reconheceram os avanços e conquistas do governo
Lula, entretanto decidiram ampliar a mobilização popular para
exigir mudança radical na política econômica, redução de juros,
aumento da produção e do emprego, elevação da capacidade
aquisitiva do salário mínimo, redução da jornada de trabalho sem
redução de salário. A Plenária também reafirmou a necessidade de
democratizar a estrutura sindical, de forma a fortalecer as entidades
sindicais realmente representativas.
DIA
NACIONAL DE LUTA
16
DE AGOSTO DE 2005
A
Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), com a participação da
CUT, convocou uma grande manifestação em Brasília tendo como
propostas de mobilização a plataforma política contida na "Carta
ao Povo Brasileiro". Mais de 40 mil pessoas manifestaram repúdio
às tentativas neoliberais de desestabilização do governo, exigiram
a apuração das denúncias de corrupção e a reforma política como
instrumento para combatê-la. Também exigiram mudanças urgentes na
política econômica, com menos juros e mais empregos, investimentos
nas áreas sociais e de infra-estrutura, distribuição de riqueza e
apoio à produção contra a especulação.
II
MARCHA NACIONAL DO SALÁRIO MÍNIMO
28
A 30 DE NOVEMBRO DE 2005
A
II Marcha Nacional em defesa da valorização do salário mínimo foi
capitaneada pela CUT e também contou com a participação das
centrais sindicais CGTB, CAT, CGT, SDS e Força Sindical. No dia 29
de novembro, aproximadamente 15 mil manifestantes ficaram em vigília
enquanto os representantes das centrais se reuniam com os ministros
do governo e exigiam um salário mínimo de R$ 400,00. Como resultado
da mobilização, alterou-se o calendário político em torno do
salário mínimo que passaria a ser discutido antes da peça
orçamentária da União ser votada no Congresso Nacional.
2006
1º
DE MAIO DE 2006
Fortalecer
a democracia, mais e melhores empregos, renda e ampliação de
direitos, estes foram os eixos do 1º de Maio desse ano. Em todo o
Brasil, aproximadamente dois milhões de trabalhadores participaram
das atividades convocadas pela CUT e entidades parceiras. Na Avenida
Paulista, em São Paulo, um milhão e meio de trabalhadores
mesclaram, mais uma vez, a luta pelas reivindicações, a
confraternização e o lazer.
9º
CONGRESSO NACIONAL DA CUT
05
A 09 DE JUNHO DE 2006
O
Concut foi realizado na cidade de São Paulo e teve como tema
Trabalho e Democracia: emprego, renda e direitos para todos os
trabalhadores e trabalhadoras. Participaram 2.491 delegados e as
resoluções aprovadas versaram sobre Emprego, Salário,
Desenvolvimento e Inclusão Social; Democratização do Estado,
Políticas Públicas e Universalização de Direitos; Fortalecimento
da Estrutura e Organização da CUT; Relação com os Movimentos
Sociais. O Congresso aprovou a Plataforma Democrática dos
Trabalhadores e o apoio à reeleição do presidente Lula, na
perspectiva do avanço no projeto democrático-popular, evitando
assim o retrocesso. Mas em todos os momentos o movimento sindical
pressionará pelo atendimento das reivindicações. O eletricitário
e sociólogo Artur Henrique da Silva Santos foi eleito presidente da
CUT para o próximo período.
CAMPANHA
UNIFICADA DOS TRABALHADORES
AGOSTO
DE 2006
Neste
mês foi desenvolvida a Campanha Unificada dos Trabalhadores, uma das
resoluções do 9º Congresso Nacional da CUT. A campanha estava
centrada em alguns eixos essenciais, como salário, emprego, jornada
de trabalho, saúde e segurança, direitos sindicais e políticas
públicas. O ato de lançamento no dia 18 de agosto, em frente à
sede da CUT Nacional em São Paulo contou com caravanas de
Confederações e Federações Nacionais e Estaduais, CUT's
Estaduais e sindicatos filiados.
III
MARCHA NACIONAL DO SALÁRIO MÍNIMO
06
DE DEZEMBRO DE 2006
A
III Marcha Nacional do Salário Mínimo reuniu, mais uma vez, as sete
centrais sindicais brasileiras - CUT, Força Sindical, CGTB, CGT,
SDS, CAT e Nova Central - e foi realizada em Brasília. A
concentração começou no estádio Mané Garrinha e dali os 20 mil
participantes marcharam até a Esplanada dos Ministérios, onde
aconteceu um grande ato público. As centrais pediam aumento de 20% e
uma política de permanente valorização do salário mínimo, além
da correção da tabela do imposto de renda. O reajuste alcançado
foi de 8,57%, um valor bem acima da taxa de inflação, com o salário
mínimo passando para R$ 380,00 a partir de 1º de abril de 2007.
2007
DIA
NACIONAL DE LUTA
10
DE ABRIL DE 2007
A
CUT e as demais centrais sindicais convocaram o dia nacional de luta
pela manutenção do veto do presidente Lula à emenda 3, aprovada de
carona pelo Congresso Nacional ao aprovar a Lei da Super-Receita. A
emenda 3 restringia a atuação dos fiscais do trabalho e da
previdência social, impedindo-os de punir empresas que praticassem
fraudes contra os trabalhadores, não assinando suas carteiras de
trabalho e obrigando-os abrir firma individual. Com isso, estes
deixavam de receber 13º salário, férias, FGTS, vale-transporte,
vale-refeição, assistência médica e ter direito a aposentadoria.
Ocorreram manifestações, atos públicos e panfletagens nas capitais
e grandes cidades, com paralisações de 1 a 3 horas em fábricas e
transportes públicos.
1º
DE MAIO DE 2007
Cerca
de um milhão de pessoas foram para as ruas de São Paulo e outras
centenas de milhares tomaram as ruas de outras cidades do país para
comemorar o dia do trabalhador. A manutenção do veto do presidente
Lula a emenda 3, que tentava acabar com os direitos trabalhistas,
como 13º salário, férias remuneradas, licenças maternidade e
paternidade, FGTS, vale-transporte, vale-refeição,
assistência-médica e direito a aposentadoria foram os pontos altos
dos discursos.
DIA
NACIONAL DE LUTA CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS
23
DE MAIO DE 2007
Mais
um dia de manifestações pela manutenção do veto à emenda 3,
retirada do PLP 001/07, retirada de qualquer proposta que ataque o
direito de greve do servidor público, pela previdência social
pública e universal, pela reforma agrária e política agrícola que
valorize o trabalhador rural, por educação pública de qualidade e
por mudanças na política econômica com a redução dos juros.
Houve um grande ato com a presença de milhares de pessoas em frente
a FIESP, na Av. Paulista, além de atos e paralisações em outras
cidades.
DIA
NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO
15
DE AGOSTO DE 2007
Uma
mobilização popular em Brasília com mais de 20 mil cutistas de
todas as regiões do Brasil, cobrou do governo o atendimento de uma
pauta de reivindicações entre elas a manutenção do veto
presidencial a emenda 3, o Contrato Coletivo Nacional de Trabalho, a
redução da jornada, contra o fator previdenciário, exigir a
ratificação do artigo 158 da OIT e se contrapor ao interdito
proibitório (usado como argumento para atacar o direito de greve).
Os manifestantes de mãos dadas cercaram o Congresso Nacional, em um
gesto chamado de "aperto" e encerraram a atividade com um grande
ato político.
4ª
MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA
05
DE DEZEMBRO DE 2007
Marcha
organizada pela CUT em conjunto com as centrais CGTB, Força
Sindical, NCST e UGT. Ela contou com a participação de mais de 40
mil pessoas que foram à Brasília defender as bandeiras da redução
da jornada de trabalho, mais e melhores empregos e o fortalecimento
da seguridade social e das políticas públicas. A pauta de
reivindicações foi entregue ao Congresso Nacional e ao governo
federal durante audiência com o presidente Lula.
2008
RECONHECIMENTO
DAS CENTRAIS SINDICAIS
MARÇO
DE 2008
O
movimento sindical ocupou a Câmara dos Deputados no dia 11 de março
e acompanhou a votação e aprovação do projeto de lei 1.990/07,
enviado pelo presidente Lula, que reconhece as centrais sindicais de
trabalhadores. O projeto deu origem a Lei 11.648/2008, sancionada no
dia 31 de março. O reconhecimento das centrais sindicais atendeu a
uma reivindicação tão antiga quanto à própria CUT.
DIA
NACIONAL DE LUTAS E MOBILIZAÇÕES
28
DE MAIO DE 2008
O
Dia Nacional de Lutas envolveu milhares de pessoas em paralisações,
manifestações e panfletagens em defesa da redução da jornada de
trabalho sem redução de salários e da ratificação das Convenções
151 e 158 da OIT, enviadas pelo governo Lula ao Congresso Nacional. A
Convenção 151 trata da organização sindical e do processo de
negociação dos trabalhadores no serviço público e a Convenção
158 trata da garantia do emprego contra a demissão imotivada. No dia
03 de junho aproximadamente mil dirigentes da CUT e das demais
centrais sindicais entregaram no Congresso Nacional mais de 1,5
milhões de assinaturas em apoio ao projeto de redução da jornada
de 44 para 40 horas semanais.
12ª
PLENÁRIA NACIONAL DA CUT
05
A 08 DE AGOSTO DE 2008
A
Plenária Nacional aconteceu na cidade de São Paulo e reuniu 527
delegados. A Plenária avaliou a atuação do movimento sindical,
apontou estratégias para próximo período, entre as quais buscar o
fortalecimento da Central pela disputa da hegemonia na sociedade.
Também foram discutidos o respeito às cotas de gênero, a criação
das secretarias de Juventude e Combate a Discriminação Racial e foi
reafirmado o principio da CUT pelo fim do imposto sindical. Como uma
das atividades dos 25 anos da CUT, a Plenária foi encerrada numa
grande Assembléia Nacional da Classe Trabalhadora, em São Bernardo
do Campo, no dia 08 de agosto.
5ª
MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA
03
DE DEZEMBRO DE 2008
A
Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi tomada por 35 mil
manifestantes durante a 5ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora,
organizada pela CUT e demais centrais sindicais. A marcha teve como
lema "Desenvolvimento com Valorização do Trabalho".
Mulheres e homens, trabalhadores do campo e da cidade, servidores
públicos e da iniciativa privada levantaram bandeiras, faixas e
cartazes em defesa do emprego, da garantia de renda e por medidas que
defendam os trabalhadores dos impactos negativos da crise financeira
internacional.
2009
DIA
NACIONAL DE LUTA PELO EMPREGO E PELO SALÁRIO
11
DE FEVEREIRO DE 2009
Neste
Dia Nacional de Luta, a CUT e suas entidades reuniram milhares de
pessoas em mobilizações de rua, atos políticos, passeatas e
panfletagens em algumas das mais importantes cidades do país, com o
objetivo de reafirmar que o emprego e o salário devem ser prioridade
absoluta do Brasil. Com a chamada "Querem
lucrar com a crise. A classe trabalhadora não vai pagar esta conta",
a CUT aproveitou também para denunciar setores empresariais e
políticos que estão se aproveitando da conjuntura para atacar os
direitos dos trabalhadores.
ATO
UNIFICADO CONTRA A CRISE E AS DEMISSÕES
30
DE MARÇO DE 2009
Neste
dia, as centrais sindicais e os movimentos sociais organizaram um Ato
Unificado contra a crise e as demissões. Não às demissões! Pela
ratificação da Convenção 158 da OIT! Redução dos juros! Redução
da jornada sem redução de salários e direitos! Reforma Agrária
já! Por saúde, educação e moradia! Em defesa dos serviços e
servidores públicos! Solidariedade ao povo palestino! Ocorreram
protestos em muitas cidades importantes do país. Durante as
manifestações, os trabalhadores afirmaram que não pagarão pela
crise do capital financeiro internacional.
10º
CONGRESSO NACIONAL DA CUT
03
A 07 DE AGOSTO DE 2009
O
Concut realizado na cidade de São Paulo, sob o tema Desenvolvimento
com Trabalho, Renda e Direitos, reuniu 2.299 delegados, dezenas de
observadores e convidados internacionais de 45 países. Com um
balanço positivo da gestão, os delegados reafirmaram a necessidade
dos trabalhadores atuarem no processo político construindo uma
plataforma da classe trabalhadora para as eleições de 2010 a partir
das oficinas da Jornada pelo Desenvolvimento. No Plano de Lutas
aprovaram a continuidade do enfrentamento a crise, pressionando para
que os trabalhadores não paguem a conta. Na parte organizativa foram
criadas as Secretarias do Meio Ambiente, Juventude, Combate ao
Racismo, Saúde do Trabalhador e Relações do Trabalho. Outras
Secretarias foram reestruturadas e criaram a Coordenação dos
Cutistas no Campo, com objetivos de organizar e fortalecer os rurais
da CUT. Artur Henrique da Silva Santos foi reeleito presidente da
Central.
JORNADA
NACIONAL UNIFICADA DE LUTAS
14
DE AGOSTO DE 2009
A
Jornada Nacional mobilizou em várias cidades do país milhares de
trabalhadores, trabalhadoras e militantes sociais que foram às ruas
para fortalecer a luta por bandeiras como a redução da jornada de
trabalho sem redução de salários, o fim das demissões, a reforma
agrária e urbana, a defesa de direitos sociais a ratificação das
convenções 151 e 158 da OIT, a redução dos juros, a defesa das
empresas estatais, fundamentais para financiar o crescimento do país,
e uma nova lei do petróleo, que garanta as imensas riquezas do
pré-sal para impulsionar o desenvolvimento e a justiça social.
6ª
MARCHA NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA
11
DE DEZEMBRO DE 2009
A
sexta edição da marcha organizada pela CUT e demais centrais
sindicais foi a maior de todas realizadas desde 2003, levando a
Brasília mais de 50 mil trabalhadores. A CUT se destacou com seus
mais de 30 mil militantes vestidos de vermelho, carregando bandeiras,
faixas e balões. Os manifestantes rumaram até o Congresso Nacional
para reivindicar redução da jornada para 40
horas semanais sem redução de salário, ratificação das
Convenções 151 e 158 da OIT, atualização dos índices de
produtividade da terra, aprovação da PEC que destina para reforma
agrária toda terra onde for flagrado trabalho escravo, aprovação
da lei que sacramenta a política de valorização do salário
mínimo, marco regulatório para o petróleo e gás do pré-sal,
destinando à maior parte dos seus recursos no combate as
desigualdades sociais, aprovação do PL sobre a regulamentação da
terceirização e combate à precarização nas relações de
trabalho.
CENTRO
DE DOCUMENTAÇÃO E MEMÓRIA SINDICAL DA CUT
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