Ribeirinhos e indígenas da tríplice fronteira querem melhores condições de vida |
|
|
| 20/10/2008 | |
|
Para discutir alternativas que viabilizem a melhoria das condições de vida das populações indígenas e ribeirinhas que vivem na fronteira do Brasil, Peru e Colômbia, representantes de movimentos sociais dos três países se reuniram em Tabatinga (AM). Eles participaram do seminário Realidade Socioambiental nas Fronteiras - encerrado ontem (19). De acordo com Edina Pitarelli, uma das integrantes da comissão organizadora do seminário, mais de 30 instituições, incluindo representantes de movimentos indígenas, sociais, entidades governamentais e não-governamentais, participaram do evento. Ela destacou que uma das propostas foi oferecer aos moradores da região um espaço para que possam falar sobre a realidade da área que habitam e garantir apoio dos governos dos três países. Pitarelli informou que o resultado será um documento com as principais reivindicações desses povos. A expectativa é encaminhar as propostas às autoridades dos governos brasileiro, peruano e colombiano. Debates sobre a exploração dos recursos naturais, problemas que afetam povos indígenas e comunidades ribeirinhas, políticas governamentais e migração desses povos do interior para os municípios centrais fizeram parte da programação. É preciso trazer à tona essas questões e buscar a articulação dos três governos envolvidos [Brasil, Colômbia e Peru] para o desenvolvimento de um trabalho conjunto", declarou Edina Pitarelli. Em muitos locais, faltam água e energia elétrica. "Quanto aos ribeirinhos, existe uma preocupação ligada à educação, à saúde e à formação para as atividades na floresta. Eles gostariam de continuar vivendo onde nasceram, mas se dizem obrigados a migrar para as cidades em busca de melhores condições de vida", acescentou o representante do Cimi. |
|
| Atualizado em ( 20/10/2008 ) |
| < Artigo anterior | Artigo seguinte > |
|---|



